quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A case of you



James Blake. Anthony and the Johnsons em melhor.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Ai ai ai

Ayer Rosé Cuervo, hoy Rosé Muerto...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

In the Moody's for federalism?



The way I see it, temos dois caminhos: ou avançamos para uns Estados Unidos da Europa, com baseball, Oprah e Thanks Giving, mas tudo em alemão; ou era uma vez a Europa, e passamos a ser um género de Mercosur.

A primeira opção - o intróito já o deu a entender - parece-me a mais interessante. Ao contrário do que se pensa, pode acabar por ser a única maneira de, a manter-se a Europa, salvaguardarmos a nossa identidade, cultura e independência, ainda que numa base assumidamente mais regional. Ou, se preferirmos, federal, que é uma maneira de continuarmos, no papel, a sermos estados, mas com minúscula.

O federalismo, embora sedutor, é, no entanto, o caminho mais perigoso, pela incerteza e potencial explosivo que envolve. Se voltarmos ao que éramos, já todos lá estivemos. Não há grande novidade. Agora, fazer parte da Europa, verdadeiramente, ninguém faz.

Assim, importa dar resposta à seguinte questão: como implementar um federalismo em Estados cujos habitantes não sabem o que é não ser soberanos do seu próprio território?

1 - Através de um referendo? Demasiado arriscado no curto prazo, melhor no médio/longo prazo.

2 - Sem referendo ou qualquer outra forma de legitimação democrática, como aliás a própria União Europeia nos foi imposta? Mais seguro no curto prazo, mas muitíssimo mais arriscado no médio/longo prazo, sobretudo do ponto de vista social. O terrorismo europeu, que aqui e ali vai aparecendo, sem dúvida agradecerá. E se assim for, quem há-de pagar a factura somos nós. Nós, que de jovens adultos passámos nos últimos anos, ao que parece, a "Mexilhões".

Mas uma coisa parece-me certa: como está é que isto não fica. Resta saber se nos levam ou não pela road less travelled by.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Oh oh oh



Para quem não sabe, ando à procura de uma casa para arrendar. T1 ou T2, de preferência já recheada como no vídeo.

Merry Christmas y'all.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Make it two displays

Obrigado. Obrigado por tudo. Por teres dito que sim. Por teres acreditado em mim. Por teres acreditado em nós. Por teres tido coragem. Por teres encolhido ao ponto de caberes numa mola e teres sido mais, muito mais do que podias ter sido sem que soubesses que o eras.

Obrigado. Obrigado por fazeres questão de passear a tua pinta de cabeça em tudo o que fazes, dizes e pensas. Por fazeres questão de te rires, e de me fazer rir, várias vezes ao dia. Por fazeres questão de tratar bem as pessoas de quem gostas. Por fazeres questão de fazer isso prioridade. Por fazeres questão de fazer questão só do que realmente vale a pena.

Obrigado. Obrigado por seres o meu Norte. Por seres dona e senhora do sorriso mais bonito que Deus já pôs na terra. Por seres assim, inspiração em carne e osso. Por seres indelevelmente suave. Por seres parte da minha vida.

Obrigado. Obrigado por me dares vontade de tentar. Por me dares vontade de acreditar que vale a pena. Por me dares vontade de querer ser melhor todos os dias. Por me dares o privilégio de te poder fazer feliz, es decir, por me dares a sorte de me poder fazer feliz.

Obrigado.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Warning: This post contains a public display of affection

Que fique registado aqui que sou, neste momento, uma das pessoas mais felizes do mundo, e que isso se deve, única e exclusivamente, a ti. O resto vem depois, porque tu, razão do meu contentamento, já deves estar neste momento a rogar pragas lá em baixo à minha pontualidade.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Nerd is, apparently, the new sexy

Não se agarrem às engenheiras informáticas que por aí andam não. Quem vos avisa vosso amigo é.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Ridicool

Pratica o ridículo no quarto-sofá. É bom e recomenda-se.

Oh filho, não viste que o pai estava a brincar contigo?



Imbecilidade. Choque. Revolta.

terça-feira, 29 de novembro de 2011



Por fim, está fechado...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Capitão Fausto

Confesso que tenho assistido ao crescente entusiasmo com as novas bandas rock portuguesas com aquela reticência típica de quem é apresentado ao mundo dos sucedâneos alimentares pela primeira vez.

A falha, curiosamente, tem sido sempre a mesma: do ponto de vista instrumental, o som dessas bandas cai-me, sem excepção, bastante bem; o problema, essa besta, só aparece quando o vocalista entra em cena, porque é então que se nota, invariavelmente, a falta de uma coisa: harmonia entre a parte vocal e a parte instrumental.

Atenção, não ponho em causa a qualidade das vozes - cantam todos muito melhor do que eu (o que também não era difícil, ainda que a minha imitação de Rui Reininho seja completamente flawless). Questiono, sim, a forma como letra e voz se conjugam com o instrumental. Faz-me lembrar aqueles momentos forçados em que tentamos juntar dois amigos na inglória esperança que acabem enrolados no fim da noite.

É por isso que, dos Velhos aos 3 Por Cento, passando pelos Linda Martini e pelos Pontos Negros e acabando nos Golpes, nenhuma banda me convenceu verdadeiramente, embora lhes reconheça mérito e vá gostando, a espaços, de uma ou outra música.

E nisto, eis que surgem os Capitão Fausto. Pelo que percebi, são um grupo de putos de Lisboa, amigos, que conseguiram a difícil proeza de criar música original e, pasme-se, harmoniosa, e, pasme-se ainda mais, em português. Acresce que parecem ter feito tudo isso com muito trabalho (segundo consta, amanharam eles próprios um EP com uma qualidade sonora muitíssimo razoável), mas sem grande esforço, sinal que a música lhes corre nas veias.

Ainda que se note alguma inexperiência na composição das letras, conseguem ser, na minha modestíssima opinião, a grande revelação nacional de 2011, fruto sobretudo de músicas surpreendemente sólidas e fluídas para um primeiro projecto amador, de uma cultura musical muito acima da média e de um vocalista e teclista com talento aos pontapés.

Sim, admito que a gestão das expectativas não foi feita da melhor maneira, mas é para verem a confiança que tenho nestes meninos. Por alguma razão ando a ouvi-los nonstop há uns dias (no limite, essa razão será o meu mau gosto, e a ser esse o caso, agradeço que me dêem nota disso mesmo o quanto antes). Deixo-vos:

Teresa



Supernova



e Música fria (atenção à presença em palco!)


Ah, e diz que vão ao Mexefest.

UGT



João Proença, manda chuva da UGT, apanhado com a boca no charuto. Sometimes a cigar is just a cigar...

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Cristiano Ronaldo, nome psicotécnico de futebolista modesto e casto

Um abraço para Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo acaba de ganhar mais um prémio importante e, no entanto (ou por causa disso), muitos estrangeiros odeiam-no, e alguns portugueses toleram-no com aquele desprezo manso que se dedica aos rústicos. Dizem "Cristiano Ronaldo" articulando todas as sílabas com escárnio, sublinhando toda a cristianoronaldice do nome. Essa gente maldosa sabe o que faz: o nome foi a única vantagem com que Cristiano Ronaldo nasceu. É um nome que indica ao seu proprietário a carreira que deve seguir. Um nome psicotécnico: um arquitecto Cristiano Ronaldo sabe que nunca vencerá o Pritzker, e um engenheiro Cristiano Ronaldo nunca será quadro de topo da Mota-Engil - a menos que tenha sido ministro das Obras Públicas, mas infelizmente o cargo de ministro também está vedado a Cristianos Ronaldos, como é óbvio. Não, assim que um miúdo recebe o nome de Cristiano Ronaldo, pode começar a engraxar as chuteiras: já sabe que vai ser jogador de futebol.

Foi a única vantagem com que Cristiano Ronaldo nasceu. Tudo o resto foi conseguido por ele. É por isso que, ao contrário do que parece ser a opinião geral, considero que Cristiano Ronaldo é modesto e casto. Modesto e casto, digo bem. E justifico: Ronaldo nasceu, há 26 anos, num lugarejo esquecido da Madeira. À custa exclusivamente do seu esforço, conseguiu ser considerado o melhor do mundo no seu ofício. É isso que faz dele modesto. No lugar dele, tendo feito os sacrifícios que ele fez e obtido o que ele obteve, eu teria mandado fazer um cartaz, todo em néon, com os dizeres "Eu sou o grande Cristiano Ronaldo" e uma seta fluorescente a apontar para mim, pendurava-o ao pescoço e não saía de casa sem ele. Que ele, de vez em quando, dê uma entrevista em que arrisca um tímido elogio a si mesmo, para mim, é sinal de humildade.

Além disso, recordo que Ronaldo tem 26 anos. Parece que se dedicou em exclusivo a uma russa quando tem 400 russas, 650 suecas, 890 finlandesas - e por aí adiante, por esse atlas afora - a baterem-lhe à porta. Qualquer rapaz normal de 26 anos que já tivesse ganho o suficiente para nunca mais precisar de trabalhar na vida faria uma curta interrupção sabática de 40 anos no futebol para se dedicar em exclusivo às estrangeiras e ao álcool, como muitos antes dele tiveram o discernimento de fazer. Entre a pândega e o trabalho, Cristiano Ronaldo optou por meter na cabeça que vai bater todos os recordes anteriormente estabelecidos pelos melhores jogadores da história, e parece bem lançado para o fazer. Escolheu mal, evidentemente, até porque aos 26 anos não temos ainda a maturidade para distinguir aquilo que é mais importante na vida, e os cantos de sereia da ética do trabalho conseguem fazer com que muito jovem imaturo abandone uma vida de libertinagem para cair tragicamente nos braços da competência profissional. Comparado com o que podia ser, Cristiano Ronaldo é um monge. Há padres mais devassos do que ele. Felizmente, eu sou capaz de perdoar as falhas de carácter mais graves, e não o admiro menos por causa disso.
Ricardo Araújo Pereira in Visão

É por estas, e por inúmeras outras, que me mantenho na minha: Deus no céu, tu ao meu lado, Aimar no relvado e RAP na terra.

Masterchef Australia


Aquilo que todos os programas de televisão do género reality show/talent questing deveriam ser.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Urburning



Isto, mejamigos, é talento.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Carlos, o Analógico



e

"Sporting era casa sem móveis, com índios a atirar flechas."

Qual é coisa, qual é ela, que envolve armas de guerra e acaba sempre mal?

É a analogia do Carvalhal.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Oh, jackpot...



E o melhor é o regresso.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

US of Awesome


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Fala poema

Peguei um papel
e num pedaço de carvão,
sentei-me junto à lareira
com o rabo no chão.

Olhei para o Presépio
e para a árvore de Natal,
veio-me uma alegria,
não sei bem qual.

Comecei a pensar
sobre o que iria escrever,
comecei a pensar
no que lhes iria ler!

Já sei!!! Já sei!!!
- e foi assim que comecei.

Eu tenho ali na mesa
comida quente e fria,
e está Jesus na gruta
de barriga vazia.

Deram-me brinquedos
e coisas para entreter,
e está Jesus na gruta
sem nada p'ra fazer.

Estou eu aqui
com um vestido quentinho,
porque está Jesus na gruta
com um pano fininho?

Eu vivo aqui
nesta casa moderna,
porque vive Jesus
naquela simples caverna?

Estou numa casa
com ar condicionado
e está Jesus na gruta
todo gelado.

Mas porquê?
Porque é que é assim?
Eu tenho tudo bom,
tudo para mim!

Afinal não faço anos,
quem faz é o Menino,
que devia estar bem,
porque é bem pequenino.

Anónimo


Desde há uns dias, o meu poema preferido. Apesar de o Jesus já não viver numa gruta, mas numa vivenda em S. João da Caparica. Bem vistas as coisas, não sei o que é melhor.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Já dizia o outro...

Cabrão do pinguim.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

GQ



Estou curioso para saber o número de vendas da GQ este mês.

Eu ainda tento perceber que a revista opte por ter todos os meses duas produções com jogadores de futebol, uma com um actor, outra com um cantor e só uma com uma mulher. Aceito que queira separar-se das suas congéneres, apelando ao segmento dos homens "modernos e sofisticados", whatever that means (e como se o homem "moderno e sofisticado" preferisse ver o Raúl Meireles e o Bruno Alves de tronco nu com roupas da Nike à Nicole Scherzinger e à Kate Beckinsale em condições idênticas).

No entanto, imagino que muitos, como eu, estranhem essa desproporção, que chega a ser chocante.

Agora, se querem introduzir mais um bocadinho de chicha na revista para equilibrarem os pratos da balança, o que eu aplaudo, alguém tem de lhes explicar que uma mulher com 100 kg só é o mesmo que duas de 50 kg em termos de peso e, com sorte, de volumetria.

É verdade que há muita gente que gosta de gordas. É justo e, digo mais, compreensível. Em boa verdade, atire a primeira pedra...bem, adiante. Fora de brincadeiras, acredito que a senhora seja uma mulher fascinante, com uma presença marcante e dona de um enorme carisma, mas para isso vejo a Oprah, não a GQ. E se quero ver uma mulher volumosa envolvida em mantos, tenho sempre o Renascimento.

Sim, eu sei, vivemos numa sociedade onde a aparência, mais do que um factor de protecção, acaba por ser um factor de exclusão, pelo que a decisão de incluir uma ex-concorrente do peso pesado na capa da GQ é feita por outras razões. É um statement fortíssimo, um reminder à sociedade que gordura é formosura e que a beleza de uma mulher não se mede aos kilos, capitalizando o buzz que o programa da SIC tem vindo a gerar. Não podia estar mais de acordo...se a GQ fizesse esse statement à custa de uma reportagem de 10 páginas com o Ricardo Carriço a jogar golf com roupa da Lacoste, e não das poucas, mas boas, produções a que habituou quem passa os olhos pela revista.

E é disso, e disso apenas, que este texto se trata: façam os statements que quiserem, as produções com o Cristiano Ronaldo e com ex-concorrentes do Peso Pesado, mas não se esqueçam que um homem, quando compra uma revista masculina, fá-lo por duas razões, por mais "moderno e sofisticado" que seja: gajas boas (de preferência juntas). Se calhar, são três.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Lana del Rey

Descobri isto hoje no site da Blitz, que nos poucos minutos em que não está ocupada com a difícil tarefa de continuar o legado de sensacionalismo deixado pelo 24 Horas ainda se vai lembrando que é um site de música.

Elizabeth Grant tem 24 anos e é oriunda de Nova Iorque. Ao que parece, anda nas bocas do mundo como a next big thing daquele statement na indústria musical que se transformou em genre, vulgo indie.

Ao que consta também, adoptou o nome artístico Lana del Rey a conselho dos seus empresários e advogados (essa raça!). Por que raio decidiu a artista fazer-se representar por mexicanos, beats me.

E a música desta menina? Uma surpresa, a começar pela total ausência de maracas, e que se confirma na forma como, sem esforço, consegue cruzar na sua sonoridade a languidez e uma atitude semi-depressiva com uma certa arrogância e provocação no olhar e nas expresões, quase como se de uma ex-cheerleader com problemas existenciais se tratasse. No fundo, uma beaten down adult version de Mena Suvari no American Beauty. Aliás, a própria maneira como se deixa retratar nos vídeos, em close-up e com planos aparentemente amadores é, a meu ver, ilustrativa disso mesmo.

Deixo-vos, pois, a Lanita, para tirarem as vossas ilações:





Mimba

Mimba...can't say it enough. Mimba, mimba, mimba...love it.

Lord of the Arrows

Alguém me esclarece onde é que o cabrão do Legolas guarda as setas? Ou será que anda sempre um hobbit, tipo caddie, com um carrinho de mão cheio delas atrás do gajo?

www.google.pt

Be sure not to miss the play button today. Nothing short of amazing.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Uma ideia para Portugal



Produtividade à força.

My name is Case...Justin Case.

We had joy, we had fun, we had seasons in the sun

Saudades do Inverno? My ass.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

RFM: Zombie pacífica

Há séculos que não via aquilo.

E soma e segue.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Portugal

O tratamento de choque era inevitável. É o que acontece quando se está assim. Só espero que o remédio não mate a doente. E que alguém tire aqueles parasitas da frente do Parlamento e os ponha a trabalhar.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Estão a chover bigornas

A produtividade hoje, está a anos lux.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Feist - Metals



Não será certamente o álbum mais mexido, nem o mais alegre, mas parece-me que temos disco. Nota, pelo menos, temos de certeza:



Of the camander. Disponível em parte aqui.

Jarmineira

Já os estou a ver a pedir-ta. Janeia, primeiro. Jamineia, depois. Jarmideira, convictos. E depois, jarmineira. Over and over again.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Such Great Heights



Síndrome vertiginoso? It's only normal, I guess.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Capitães da Areia


Agora lê tu, rainha do meu trapiche.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Uh. Aa. Ajvindimas...facit dites animo, mollia corda dat.

Oh lá lá c'est vrai ça


The Golden Age is now.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Domani

Amadeus


Em boa hora o lateral esquerdo do Benfica anuiu ao empréstimo ao clube que agora já não é tanto da cidade do Lis, pois pelos vistos permitiu-lhe ocupar parte do seu tempo livre a escrever esta peça.

"Amadeus" conta a história de Mozart pela boca de Salieri, também ele compositor e arqui-inimigo do prodígio de Salzburgo. Mas é muito mais do que isto. É uma história que gira à volta de um ego - o de Salieri, não o de Mozart - grande de mais para perceber que o era, encenada de uma maneira grandiosa e absolutamente envolvente, que consegue a difícil tarefa de ser representada numa analepse constante, talvez porque não teve pejo em assumi-la.

Sendo uma história profundamente triste, os momentos de humor são uma constante, e a escolha de Ivo Canelas para Mozart não poderia ter sido mais acertada. Mesmo para quem odeie ir ao teatro, poderá simplesmente sentar-se na cadeira e matar saudades do Joca Fintas. Quem não gostar de teatro nem do Fura Vidas, pode sair desta página e não mais atrever-se a voltar.

Em cena no D. Maria II. A não perder. Para evitar surpresas quanto ao feitio do próprio Mozart, talvez faça sentido dar uma vista de olhos ao filme homónimo antes da peça.

Can it get any worse?

Consigo perceber políticas de rotatividade internas nas empresas.

O que eu já não consigo perceber, confesso, é que a senhora da limpeza do BCP acumule os pelouros de desenvolvimento e expansão, financeiro, auditoria interna, comercial e sobretudo marketing e publicidade já há coisa de uns 5 anos.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Desconfio que...

todos os dentistas e higienistas do Mundo, sem excepção, descendem de torturadores medievais.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Getting wiser by the month

While Bruno thinks, Rosé knows. É o que dá fazer 26.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Aumento pedagógico

O Governo decidiu aumentar o IVA sobre o gás e a luz, dos anteriores 6% para 23%. A medida já entrou em vigor, e tem vindo a ser alvo das maiores críticas. Quer isto dizer que o Governo está a tentar colmatar a infindável dívida pública através do aumento da receita fiscal? Sim, mas não só.

Esquecem-se os portugueses, e talvez a mensagem política que anunciou o aumento, que o IVA é um imposto indirecto sobre o consumo, e que é suportado pelos regrados consumidores portugueses.

Pois bem, aumentando-se o imposto, o que é que se obtém? O berreiro do costume, é certo, mais uma oportunidade para os líderes sindicais reivindicarem o direito à reivindicação da reivindicada "luta" e, para além disso - não tão importante, é certo - uma retracção do consumo com consequente aumento da poupança.

Contraargumentar-se-á que a medida é cega, que se tratam de bens essenciais, que uma diminuição do consumo tem consequências também ao nível da procura e do crescimento económico, que retira competitividade às já pouco competitivas - mas muito trabalhadoras - empresas portuguesas, mas uma coisa é certa: poucos são os portugueses que se lembram que têm na mão a hipótese de combaterem esse aumento.

Mas como? Simples: sendo 17% mais eficientes do que no mês passado. Utilizando 17% menos luz e gás do que antes, reduzindo ao máximo o desperdício e os gastos supérfluos desses bens.

Contrargumentarão novamente os arautos da verdade que se isso acontecer não haverá aumento real de receita, e o Governo terá de ir ao bolso dos contribuintes de outra forma. Talvez, mas se a economia resultante desse aumento de eficiência se traduzir em poupança (e essa sim, deve ser incentivada pelo governo) de 17+n%, ou seja, numa poupança real, talvez essa talhada adicional acabe por nem ser necessária.

Sou dos que acredito que o povo português não foi o principal responsável pela crise que o País actualmente atravessa. No entanto, tenho também a forte convicção de que enquanto não nos convencermos que somos parte essencial da solução, não haverá Governo nem União Europeia que nos salve.

E, por isso, prefiro olhar para este aumento - talvez inocentemente - não como mais um ataque neo-liberalista selvagem do poder político aos portugueses, mas como uma medida de curto prazo necessária e que, se bem esmifrada, acaba por ter o seu quê de pedagógica. No meio de tanta desgraça e de tanto pessimismo, que se utilize a crise e as medidas a que a mesma - juntamente com a incompetência política e a devassidão no sistema bancário, nos últimos anos, de que Portugal foi alvo - obriga para mudar. Para melhor.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

The Fire, These Waters, the Wolves and the Old Pine

Ainda não consegui encontrar, mas façam a vocês mesmos o favor de procurarem "The Fire", de Ben Howard.

Até lá, fiquem com isto, que ficam muitíssimo bem:







It's Xavier Rudd meets José Gonzalez, only a little less "I'm freaking cool and green and you're not" and a little more "rougher". Just perfect.

Joke of the day

Até as reticências têm mais pontos do que o sporting.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Don't gimme Tuesday; gimme Thursday instead

It just did not feel like Sunday to me. And this makes Monday two times harder.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Maximus Badurzus

Semana difícil, no que toca à atribuição do prémio do maior badurzo da semana. Perfilam-se as alternativas seguintes:

- Yannick Djaló com “Caga Nice”;

- Jorge Jasus com “Na Championge Ligue a gente preferimos apestar na jeventude”;

- Ricardo Carvalho com “A mim o Bento não me levou”.

Gentlemen, place your votes.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Prognóstico

Fechado o mercado de Verão, posso dizer que me sinto bastante confiante para a época que se avizinha.

O porto tem apenas um Kléber ainda demasiado verde para o ataque, precisando por isso de um Iturbe e/ou de um James explosivos para compensar a saída de Falcao, porque Hulk é bom mas não faz tudo sozinho. Para além disso, alguns jogadores chave e potencialmente titulares chegam tarde (Defour, Mangala e o próprio Iturbe). Se não fraquejarem nas próximas três/quatro jornadas, o que admito que possa muito bem acontecer, podem ser um caso sério.

Já o sporting, ao contrário do que é costume, só vai acordar depois do Natal, altura em que perceberá que o fez tarde demais. Reforçou-se bem, mas foi buscar jogadores (Schaars, Wolfsfksisn...desisto, Rinaudo, Bojinov, Capel) a demasiados campeonatos (demasiado) diferentes, o que leva a que tenham de passar por um inevitável período de adaptação à equipa e ao futebol que se pratica por estas bandas. Por outro lado, não deixa de causar alguma estranheza que vendam no último dia de transferências, por valores que estão longe de ser significativos, dois jogadores que mereciam a confiança do treinador - demonstra, no mínimo, alguma falta de sintonia entre quem treina e quem dirige.

E o Benfica? Ora bem, apesar de continuarmos a ser comandados pela personificação futebolística do Tazmanian devil, a política de contratações pareceu ser acertada e reveladora de alguma estratégia, manifestada, sobretudo, na manutenção de Rodrigo e Nélson Oliveira, na colocação dos excedentários ora num campeonato próximo e mais competitivo que o nosso (Granada), ora no campeonato português (Urreta), em detrimento de recambianços em massa para Peñarols, Flamengos e afins (desta vez foram só o Airton e Eder Luiz, sendo que este último já lá estava, vá lá). As contratações de Witsel (à semelhança do que aconteceu com Bryan Ruiz para o Fulham e de Defour e Mangala para o dragão, demonstra que o mercado do benelux tem das melhores relações preço-qualidade que para aí andam, sobretudo quando o Brasil e a Argentina já não são o El Dorado que eram), Artur, Garay, Nolito, Matic, Bruno César e Enzo denotam também preocupação em colmatar algumas lacunas gritantes da equipa, e permitem enfrentar os grandes jogos, onde temos vindo a claudicar na era Jesus, com outras soluções. O plantel é equilibrado, Aimar está lançado para a sua melhor época ao serviço do Benfica, e as únicas coisas que me tiram o sono são a ausência de um terceiro central promissor e o recente folhetim Capdevilla.

Alea jacta est. E carrega Benfica.

La belle prospection

Desconfio que os vídeos do Yannick a que a malta do Lille Nice teve acesso foram os do Último a Sair.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sagres

Já estou a ver tudo. Hei-de andar bêbado durante uma semana. Sagres, Sagres, e mais Sagres. De manhã à noite. Ao pequeno-almoço, almoço e jantar. A fazer desporto. No trabalho também. Sagres, sempre Sagres. E a culpa, essa, há-de ser tua, que me tornaste num alcoólico inverterado.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Modern times Icarus




sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Axel Rises


E assim começa um novo amor...Pablito, acho que isto vai ser a três, de ora em diante. Tranquilo, no?

Carlos "The Grenade" Martins

Sou dos que acha que Carlos Martins está bem no Granada. O próprio nome, aliás, assenta-lhe que nem uma luva.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Song of the date

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Muitos parawés



Juro que tentei reproduzir a praia deserta e o mar transparente (sim, os meus "chuás" eram por isso). Tirei grande parte dos móveis da cozinha e da sala, para dar um ar minimalista à coisa. Tentei, inclusivamente, encontrar uma tailandesa e fardá-la a preceito, para que te dissesse "muitos parawés". Ainda assim, continuávamos em Lisboa (e ainda bem, pensei no fim do dia). Perante tão contundente fracasso, restaram umas atabalhoadas e cheias de vontade de melhorar panquecas de banana, cozinhadas em silêncios activos, que espero que soubessem a mar (eu pus sal grosso) e a férias, es decir, que tenham valido a pena o ligeiro atraso da véspera. Hope so.

It takes patience and time to do it right...

Mais um empate? Paciência...

Strauss-Kahn

Os procuradores de NY vão deixar cair as acusações feitas contra Strauss-Kahn pela empregada do hotel que se queixou de ter sido violada. E assim termina a história do mais recente assassinato político de que há memória. He had it coming, mas pelo menos neste caso, diria que lhe fizeram a folha.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A abonaros!



Perdóname Barça, pero a partir de hoy...que !venga Getafe!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Receita para uma viagem de sonho

1 - Escolher a companhia certa. Convém.

2 - Arrancar rumo a Bangkok. Passar lá 3 dias, comprar o que se quer e o que não se quer, fazer turismo, ser quase endrominado, ver buddhas, ver mais buddhas, jogar ping-pong e fazer sauna ao ar livre.

3 - Passar por Chiang Mai. Ficar lá 3 dias. Privar com zebras, girafas, tigres, elefantes e cascatas, num regime de tu cá tu lá. Fazê-lo na companhia de alguém cujo sorriso seja parte da razão de ser do programa. Evitar, a todo o custo, passeios de búfalo e quintas de orquídeas.

4 - Fugir para as praias. Demorar-se, nessa fuga, cerca de 11 dias. Fazê-lo com a companhia certa. Aterrar em Phuket, passear de mota pela costa, ficar 2 dias. Daí, para Koh Phi Phi Don, outros 3 dias. Escolher um resort numa praia paradisíaca e por lá ficar, praticando o papismo para o ar, e aceitando sair apenas e só para passear e fazer snorkeling. Passar pelas Railay. Passar, só, mas fazê-lo por uma noite. Fugir para o paraíso, que responde pelo nome de Koh Kradan, ou Koh Mi Mi. E sim, vale a pena acordar cedo para ver o nascer do sol, ainda que seja só uma vez. Pensar várias vezes antes de ir a Koh Lanta, mas ainda assim ir, porque os enganos também fazem parte da viagem, e servem para dar ainda mais valor às partes boas. Ter o privilégio de ter uma iguana como segurança do quarto. Voltar para o paraíso, de preferência com um tour com praias dentro de cavernas e moreias gigantes. Só sair de lá obrigado por um voo de regresso.

5 - Voltar a Bangkok. Ficar num hotel com vista sobre a cidade, e num quarto com dois andares. O quarto era muita bonito, oh Paulinho. Queimar os últimos cartuchos. Passear pelo labirinto do chatuchak (e, alguém dirá, pelo do Platinum Fashion Mall). Ir a um bar chamado Clouds. Ir a outro que não precisa de se chamar assim, porque fica lá, algures num 64.º andar de um hotel.

6 - Comer Pad Thai. E fried rice. E caris. Verdes, amarelos e encarnados. Evitar, a todo o custo, sticky rice com banana e coco. Sounds tasty (?), but it is not.

7 - Manter um diário da viagem. Escrito e fotográfico. Daqui a uns anos, os restaurantes, as lojas e os sítios, ainda que evocando memórias distintas, terão todos o mesmo nome: Ka.

8 - Deixar o inglês em casa, ou pelo menos grande parte dele. Só pesa.

9 - Começar a planear a próxima viagem. Manter a companhia certa.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Cri cri cri

De férias.

No meio do nada. Perto de (quase) tudo.

Até já.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Faíscas, just to let you know that you should be really careful. You have got some serious competition going on.

terça-feira, 19 de julho de 2011

It takes two to tango

- Olha...que lugar é este?
- Sou o ser que odeias, mas que gostas de amar...
- João Pedro, o que estás a fazer aqui? Isso nem sequer faz sentido.
- Desculpa, é que eu moro aqui ao lado. Vou-me já embora.
- Obrigado. Mas afinal, que lugar é este? Não te conheço, nunca te vi, mas ao mesmo tempo parece que esperei por ti a minha vida inteira.
- Quem sou eu, perguntas? A resposta a essa pergunta depende de ti.
- Depende de mim? Agora tem a mania que é esfinge, se calhar. Como é que depende de mim, se eu nunca aqui estive. A menos que...és mesmo tu?
- Não, sou a esfinge. Claro que sou eu.
- Já me tinham falado de ti, mas achei que eras mentira.
- Não és o primeiro a dizer-me isso. Já me disseram que não existia...
- Mas isso fui eu.
- E existo ou não existo?
- Existes, e cheiras tão bem.
- Mas não foste o único a duvidar de mim. Outros houve que acharam que eu não era real, que era inventado, como aquela miúda de
olhos castanhos
de encantos tamanhos
pecados de alguém,
(meus!)
estrelas fulgentes,
brilhantes, luzentes,
caídas dos céus,
(mas eles existem)
como aqueles olhos risonhos
que são mundos, são sonhos,
cruzes de alguém,
(minhas!)
que são raios de luz.
(são os mesmos)
- Mas esses olhos existem.
- Eu sei que existem. Já passaram por aqui uma vez, há uns tempos; mas vinham fechados, mal os vi. Só agora, depois de os ter visto bem, é que percebi que realmente existem. Aliás, acho que estão ali ao virar da esquina à tua espera.
- E não me disseste nada até agora?
- Precisavas que eu o fizesse?
- Claro que não. Isto é só género. Parece difícil acreditar que existam, não é?
- A quem o dizes.
- A ti.
- Era retórica, estúpido.
- Ah, desculpa. Mas pelos vistos, se eu sei que eles existem e se me dizes que eles estão aqui, é porque tu também existes. Mas, e agora?
- Agora o quê?
- Para onde é que eu vou? Qual é o caminho? Achei que havia umas placas.
- Segue-os. They can do no wrong.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Easy like Saturday night

Quando a expressão "digidi, digidi" nos deixa de queixo caído, alguma coisa está certamente certa.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Supé Bock Supé Rock

Hoje, isto:



um cachorro e qualquer coisa que empurre, e tal, e depois isto:



Segue-se um cheirinho a uma loira do Norte, com olhos na morena do Sul.



Se tudo correr mal, ainda haverá oportunidade para isto (mas avisem-me que já é tarde):



E já agora, se me virem aqui:



digam-me para ir para casa.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Thai quase

Por mais que jogue ao Jumanji, por mais que tente enfiar a cabeça no monitor para chafurdar com o nariz na areia das praias, por mais comida picante que coma, por mais repelente que ponha, por mais que apanhe o Transtejo ida e volta, por mais Malarone que tome, por mais que esteja sozinho contigo, por mais budas que compre...


todos os dias parecem 25, mas nunca mais é dia 25.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Hobby em tempo de crise

Mouth blowing. It's cheap, it's fun, and it feels so damn right.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Canção da cacofonia


O tempo passa, e estes gajos continuam a ser responsáveis por ter posto a bitola do humor português num nível onde só Bruno Nogueira, a espaços e porque é alto, consegue chegar. E o Futre, mas esse é por causa daquele movimento de braços. Que rénios.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

I am not in the Moodys for more cuts

Ao contrário da esmagadora maioria dos economistas e dos neo/pseudo-economistas (nos quais orgulhosamente me incluo, juntamente com 99% da população portuguesa), não vejo com maus olhos, ou pelo menos com olhos fatalistas, o mais recente corte da Moody's ao rating da dívida portuguesa.

Call me crazy, mas acho que este corte constitui uma oportunidade, não por razões económicas, mas por razões sociológicas, para dar um empurrão ao país.

É que se é verdade que a capacidade do Estado, dos bancos e das empresas em se financiarem no exterior, depois de mais este corte, tem uma pujança parecida com a voz de um forcado que entra na arena com um pitbull agarrado à tomateira, também o é que se há coisa de que os Portugueses não gostam, é que duvidem deles e das suas capacidades. Poucos sabem, mas o Português é o melhor underdog do mundo (excepto quando lhe atribuem esse estatuto).

Ponham um português no pedestal, atribuam-lhe o favoritismo de alguma coisa, e lá vai ele pela ladeira abaixo. Agora, desconfiem das suas capacidades, digam a um português que é um menino e não consegue atravessar o Tejo debaixo de água em pleno Inverno com chumbos atados aos pés, e é vê-lo na Trafaria em menos de nada, roxo, é certo, mas do outro lado. Mas por pouco tempo, porque logo a seguir mete-se outra vez a nado para o lado de cá para esfregar o feito na cara de quem dele teve a ousadia de desconfiar.

Consta, aliás, que os Descobrimentos só correram bem porque um andaluz sugeriu ao Infante D. Henrique, andava este por Cádiz a banhos, que levasse consigo braçadeiras de couro quando o viu a dirigir-se para o mar.

Pois bem, Passos Coelho pode e deve usar esta oportunidade para desviar as atenções do plano de austeridade, mobilizando os portugueses para a cabal demonstração, às agências de rating e outros que tal, que não somos tão maus como nos pintam. Pois se o corte é inevitável e temos de aprender a viver com ele, mais vale usá-lo em nosso proveito.

Trata-se, no fundo, de mobilização de massas (no duplo sentido do termo), de convencer os portugueses de que não estamos a fazer tudo isto porque o FMI, a Comissão Europeia e o BCE assim o exigem, mas sim para mostrar àqueles larilas das agências de rating that this is no motherfeta Greece.


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Mastermind publicitário

Anda por aí a passear nas estações de rádio deste país, de forma totalmente incólume, diga-se, um anúncio a uma marca da área da construção civil, que acaba com o nome da dita, seguido de um precioso esclarecimento:

"Syka/sika/cika/cyka, escreve-se com kapa"

Nunca tinha visto ninguém começar um jogo de mastermind com um anúncio. Acabei de ligar para a empresa, arrisquei cyka, e disseram-me que tinha três letras certas. Quem disse que a construção civil não andava de braços dados com o humor? Seus galhofeiros.

Post liberatório

Confesso que nutro alguma estima pelo Kapinha. Andava aqui entalado já há uns tempos. Kapinha, estimo-te. Pronto, está dito. Nunca mudes.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Kou kou...

Koukou já chegou

Koukou, médio do Benin que o Beira-Mar recrutou ao Creteil-Lusitanos, chegou esta quinta-feira a Portugal.

O jogador aterrou durante a manhã no aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, de onde seguiu de imediato para Aveiro, devendo juntar-se, esta tarde, ao grupo liderado por Rui Bento.

in a Bola

Koukou já chegou koukou já chegou koukou já chegou koukou já chegou koukou. Já estou a imaginá-lo a aparecer no meio dos defesas adversários..."Kou kou".

Sales Alive

Este blog parece-se com o Barcelona em inúmeros aspectos, entre os quais se destaca a ausência de publicidade na sua camisola, excepto por causas da mais elevada nobreza.

É por isso que coloco aqui à venda um passe de 4 dias para o Optimus Alive, ao preço de custo, que são 129 biscas, porque senão era crime e isso era uma chatice.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Fit freakin' fiu

Perfection dresses in salmon and gold.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Clap Clap Mister Wabbit

Francisco Louçã diz que o novo ministro das Finanças, que é seu primo direito, é "um economista de grande qualidade. (...) Acredito que aplicará o memorando [da ‘troika'] da melhor forma que puder".

in Económico

É bom ver que alguns políticos começam finalmente a crescer e a conseguir ver para além do seu próprio umbigo partidário. Hint: passar "algodão" sobre o texto.

Agora, é só conseguir encontrar um Ministro do Trabalho que seja enteado do Carvalho da Silva e sobrinho do Jerónimo de Sousa, e o país anda finalmente para a frente.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Best season transfer so far

Agora já percebi porque é que o David Luiz foi tão barato: o Benfica não divulgou ao mercado que o Chelsea, para além dos 25 kilos e de um jogador sérvio de qualidade duvidosa, atribuiu-nos também o direito a requerer a prática dos actos necessários ou convenientes com vista a uma enrabadela grátis. Ao menos isso.

Cabe um sem fim de coisas acabadas em -eira sem beira



Beirutxi com festinhas. E das boas.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Onomatopeias

E o fim-de-semana, como é que foi?
Fit fiu.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Field of Dreams

Build it, and they will come, he said in the movie. Por isso, pouco barulho, que é para o lugar continuar descampado e, assim, nosso (e de um ou outro ucraniano esporádico). Because if anyone is going to build anything there, that is going to be us. And we have already laid foundations.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Aceitooooou

(na loja do cidadão)

(funcionária) Porque é que está a aceitar isso com a mão aberta? Não vê que assim o papel cai?
(o farrapo) Olha olha...espertalhona. Deve estar a achar que me apanha.

She's so full of herself

Podes juntar-te a nós. Sim, tu lá em cima, toda cheia e redonda. No need to eclipse yourself. But do not worry about lighting up the night, cause that is already taken care of.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Vou ali ao Bombarral e já venho

Uma gargalhada provocada por azeitonas quentes que não me sai da cabeça e me aquece a alma...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

John Pepino

Tenho para mim que o pepino é a inveja dos outros vegetais. Ao passo que a desenxabida alface, o tristonho repolho, o rabanete (pobre rabanete, passa a vida a ser gozado), o tomate e outros que tal passam a sua existência a definhar numa mercearia ou hipermercado, a aguardar o futuro que o destino lhes cozinhou, o fálico pepino, já antes conhecido pelas suas potencialidades como brinquedo sexual, foi agora promovido a arma mortífera.

No fundo, o pepino está para os vegetais como o Sylvester Stallone está para o cinema: começou a carreira na indústria cinematográfica para adultos, e agora anda a brincar ao Rambo pelos supermercados e restaurantes japoneses de todo o mundo.



From hillbilly sex toy to lethal weapon: Sylvester Stallone is the cucumber in this breathtaking thriller. Coming soon to a theater near you.

sábado, 4 de junho de 2011



Só reconheço mérito à Katy Perry quando se mascara de Zooey Deschanel. Só ainda não percebi é como é que ela as encolhe.

A song. That's all it takes.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Quod nutrit me fortiorem facit

Diria que foi o pão mais nutritivo da minha vida.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Constataciones de un borracho



"Olha, tu queres ver que isto é meu. Si señora."

Fognini the Legend



Roland Garros, Day Eight

Fognini (Lo Zoppo) d. Montanes, 4/6 6/4 3/6 6/3 11/9

Os dez minutos de sonho de qualquer puto birrento. Porque, convenhamos, estava lesionado, mas aquela reacção no fim do jogo foi, no mínimo, ridícula. Já Montañes, consegue ficar para a história do ténis como o homem que perdeu com um coxo. Boa.

My Pessoa

O Amor

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer
Fala: parece que mente.
Cala: parece esquecer.

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar..

Pessoa

3 dias. 3 cartas. Qual delas a melhor.

Pantaleón y las Visitadoras



A história é simples. Pantaleón Pantoja, maniento capitão do exército peruano, conhecido pelo seu estoicismo e pacatez, é destacado para a amazónica Iquitos, povoação distante da urbana Lima. O motivo? Os soldados peruanos que lá se encontram destacados espalham o pânico entre a população, designadamente a feminina (e a restante, por arrasto), revelando sérias dificuldades ao nível do controlo do bacamarte, quando confrontandos com a beleza das loretanas. A solução para este flagelo? Criar um serviço de visitadoras, que é dizer, putas, para saciar as necessidades dos militares; serviço esse que será comandado, como se de um pelotão se tratasse, pelo capitão Pantoja. Pelo meio, a população vai conhecendo ainda o fervor de uma seita que começa a espalhar-se pela região e ameaça pôr em causa a tranquilidade local.

A história, romanceada, tem uma base verídica, e é hilariante do princípio ao fim. A riqueza das personagens e dos diálogos é enorme, mas destaco, acima de tudo, os relatórios de Pantita para o exército a descrever os seus planos e intenções. Não terá sido certamente por este livro que Vargas Llosa ganhou o Nobel, mas deve ter dado um empurrãozito. De puta madre.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

No you can't



quinta-feira, 26 de maio de 2011

The land of Thais



O objectivo? Visitar o máximo de terras cujo nome tenha sido inventado por adultos que gostam de falar à bebé (mind the spelling): Chiang Mai, Chiang Rai, Kosamui, Pi Pi, Kopangan, Ko Tao, Ko Lanta, Bangkok, Phuket. Ainda não descobri, mas aposto que deve haver uma Cuxicuxi e uma Gugudádá. Mas este é só o primeiro de muitos objectivos: perder-me nos cheiros, nos sons e nas pessoas. Viajar contigo e em ti. Assistir a utilizações inusitadas de bolas de ping pong, e outros artefactos que tal. Ver Budas até enjoar. Passear de tuk tuk (designação inventada pelas mesmas pessoas que baptizaram as terras do país). Confiar no meu tailandês para escolher a comida. Perder a noção do tempo e do espaço. Perder-me contigo e em ti. Sair daqui. Desaparecer. Apostar que é mulher e perceber que é homem. Apostar que é homem e não perceber o que é. Passear nos mercados, nos templos e nas ruas. Juntar músicas e momentos. Tirar fotografias. Muitas. Bancar o herói enquanto afasto um bicho qualquer do bungalow. Ler. Ler. Ler mais. Curtir à grande. Crescer. E depois voltar.

Random fact about the author #2



Estou para o Youssou N'Dour e para o Rui Reininho como o Fernando Pereira estava para a Tina Turner e o Eros Ramazotti. Ali entre o Seven Seconds Away e o Ana Lee. True story.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

This is it

Que me é este escritório, este meu Patrão Vasques, salvo o obstáculo ocasional de ser dono das minhas horas, num tempo diurno da minha vida, como diria Pessoa? Nada mais. E a ser assim, cumpre-me saltar e ultrapassar o melhor que sei e posso o dito obstáculo, qual queniano de colarinho branco. Estranha corrida esta, em que a meta está na partida e se corre, corre, durante o dia, para lá voltar mais tarde.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Música para os meus ouvidos

Custou, mas foi. E o dia para o anúncio não podia ter sido melhor. O primeiro clube de cinema com duas portas está a chegar a Portugal. And it is going to be legendary.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Ben the Man





É que só dá vontade de o encontrar na rua e dizer-lhe: meu grandessíssimo filho da puta.

E nem me estou a referir aos impropérios que este gajo merece por ter deixados os Postal Service ao abandono. Ele, e o Tribunal Penal Internacional, por ter assistido, impávido e sereno, a esse crime musical contra a humanidade. Entrasse eu por aí, e não saía deste post nem amanhã. Nem imaginam o quão frustrante é ter como banda preferida uns badamecos com tantas músicas como um deficiente com seis dedos em cada mão.

O insulto deve-se apenas ao teor dos vídeos. Um sem-vergonha de primeira apanha, é o que ele é.

Acrescenta aí à lista ouvir um concerto deste gajo, faxavore.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Deep waters

Vou mergulhar no Código Contributivo. Se não voltar, já sabem onde encontrar-me.

So they say

Eu estômago-te.

MIracles

Acodem eles a Fátima, que nem loucos. Peregrinam, alguns de lés a lés. Mal sabem que esse milagre já era.

É uma questão de tempo, até começarem a afluir em massa para o santuário de Alcântara. Onde deveriam estar todos, hoje, a dar graças a quem merece.

Amen.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Advanced English

Isthem ander very whaning scaven and I napel domer inum crion...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Ain't about the music



As coisas que tu me fazes...

All you need to know about Portugal in 6:44



Chapada de luva branca aos nórdicos. Genial. Só não sabia é que já havia internet em Cascais.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Contraditório sem direito

Antes de mais, sei que corro o risco de perder alguns leitores, ao dar-me ao trabalho de responder a um indivíduo que optou, sem nenhuma pistola apontada à cabeça (pelo menos que se saiba), pelo cor-de-rosa como cor para o seu blog. Não obstante, cometo essa ousadia, sob pena de deixar passar em branco o conjunto de calúnias e impropérios que me foram dirigidos no único blog português que foi decorado pela Gracinha Viterbo.

Noto que o rosado biltre tomou conhecimento dos meus feitos enquanto estava no Rio de Janeiro, muito provavelmente enquanto envergava uma das suas chemises floridas ou de padrões reveladores de um daltonismo preocupante. Folgo em ver que até do outro lado do Atlântico se dá ao trabalho de consultar boa literatura, embora a forma como decidiu ocupar o tempo na cidade maravilhosa não esteja, de todo, isenta de críticas.

Quanto ao teor do post propriamente dito, se é que o chorrilho de argumentos ad hominem merece esse epíteto, evidencia o desespero próprio de quem, sabendo que o seu recorde tinha (mais uma vez) sido batido, e à falta de resposta contundente com factos, decide fazê-lo com palavras, arte em que é versado. Já o mesmo não se pode dizer em relação à dança, arte que não pratica, e ainda bem, até porque um poste a dançar, assente sobre duas bigornas (ainda havemos de encontrar os teus pés, não te preocupes), seria coisa estranha e nunca antes vista.

Dada a ausência de envio de mensagens provocatórias nos últimos tempos, conduta que o caracterizou durante o brevíssimo período em que era detentor do recorde, imagino que esteja a fazer uma travessia pelo deserto. Que seja profícua, que deixe lá a sobranceria e que dela saia fortalecido, são os meus mais sinceros desejos.

Como já tive oportunidade de o dizer, aplaudo e incentivo a concorrência, ao contrário de outros. Por isso, espero, sinceramente, que o sujeito em causa desenvolva as capacidades necessárias para que possamos estar, novamente, lado a lado. Até porque, como disse e bem, solitário a pares não faz sentido nenhum.

E no meio disto tudo, estava a fazer uma chamada e do lado de lá atende a senhora Fátima Buchas. Fica o apontamento.

Um abraço,

El mata piojos

quinta-feira, 5 de maio de 2011

On motivation

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Lion taming made easy



Nunca voltes ao sítio onde foste feliz. A menos que te tenha sabido a pouco. E sabe sempre. Quero perder a conta.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Xtra Xtra Xtra

Já se encontra aberto ao público aquele que é, muito provavelmente, o sítio onde mais aprendo, todos os dias, sobre música.

Se gostam do que vão ouvindo aqui, you'll get psyched over this.

Music for the Feople. Assim mesmo, com F. Como Pharmácia.

http://musicforthefeople.blogspot.com

Sí eres tu

Complete the following word

Bada...

terça-feira, 26 de abril de 2011

You break records; I make history

Quem me conhece, sabe que gosto de competir, de ter concorrência. Leva-nos a exigir mais de nós mesmos. Mostra o caminho para a superação. Obriga-nos a trabalhar os nossos pontos fortes, mas também os fracos. It makes us put our money where our mouth is.

Isto a propósito de um apanascado amigo meu, que recentemente decidiu aventurar-se pelas veredas da blogosfera. Alguns saberão que não tardou a utilizar este canal de comunicação para fazer eco das suas proezas no Arkanoid, rectius, Brickbreaker.

Pois bem, esqueceu-se Zi Golden Thumb de um elementar dogma quando optou por se pavonear dos seus feitos na praça pública : You break records; El mata piojos makes history.

Assim, na qualidade de recordista do mundo, com 25340 + 4420 (vinte e nove mil setecentos e sessenta) pontos, sinto ser meu dever deixar aqui um conselho para este talentoso neófito, na esperança de que a mão invisível do mercado que me impeliu a mim o motive também a ele:



And back to poker it is.

(Not so) secret recipe

You + Bindi + Primark = An Easter they (and I) will never forget.

Inspiration

quinta-feira, 21 de abril de 2011

There's Morr(ison) to come



(warning: *SPOILERS FOR HOW I MET YOUR MOTHER* contained herein) And when you thought the show could not get any better, here's when they play the Portuguese-speaking-Jennifer Morrison card. Awesome.

Slapsgiving

Pior do que estar absolutamente fodido com o que se passou ontem, é ter de partilhar o gabinete com um tripeiro que passa parte considerável do tempo em silêncio. Vistas as coisas, e ao contrário do que pensava, é pior. Se estivesse sempre a cantar, acabaria por ser, inevitavelmente, chato. Ao remeter-se ao silêncio, passa a ser intimidante. É como se soubesse que vou levar uma chapada, a mão estivesse armada, mas ela nunca mais viesse. Just get on with it.

Stairway to Heaven

terça-feira, 19 de abril de 2011

Director de mind games



Podes ter admitido, no último sábado, que o Barcelona era a melhor equipa do Mundo, mas não deixas de ser um grande boss, José. Também, com esse nome, fica fácil.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Guess what?

Parabéns. Vou já aí.



Just keep on smiling (and singing) and the music will eventually come to you...

Things to do before I die


Check.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A tradição ainda é o que era



Happy Mello's day. Beijem-se, peshoas.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Libertação de post

Pedia alguns momentos da vossa atenção para a mais recente campanha da Activia. O produto em questão é «um produto lácteo com fermentos vivos, um alimento probiótico que ajuda a melhorar o conforto intestinal, incluindo a sensação de barriga inchada e o trânsito intestinal lento». Dito de outra maneira, mais elegante e enxuta, estamos perante um "lacticínio pro-flatulência". Nos tempos que correm, onde a concorrência é feroz, é bom vermos empresas a apostarem na especialização.

A escolha do slogan, por isso mesmo, é feliz, mas falta-lhe arrojo: segundo consta, perfilavam-se várias alternativas: "Largue-se activamente"; "Dê voz aos pantufinhas"; "Abra-se ao mundo"; e "Activia...fica cá uma brisia". No fim do dia, o cinzento e corporativo "Liberte-se" prevaleceu - passa a mensagem e incentiva ao comportamento, sem ser demasiado ostensivo. Atendendo ao produto e ao público alvo (população masculina em geral, pessoas que gostam de pôr vídeos no youtube com isqueiros e adolescentes que padecem de onanismo olfactivo em noites de insónias depois de um jantar mais condimentado), esperava-se mais.

No entanto, e para compensar o facto de terem vestido o slogan de fato e gravata, a activação da campanha é um tiro em cheio. Vejamos o site: começo por destacar o grito de revolta ("Liberte-se") que recebe o visitante, a convidar à insurgência intestinal, contra os silenciosos samurais e demais adeptos do bullshido. De seguida, no canto inferior esquerdo, são-nos sugeridas 15 dicas para nos começarmos a libertar da sensação de barriga inchada, ou seja, a largarmo-nos forte e feio: das mais conhecidas (movimentos do quadril, etc.) até às mais inusitadas (como seja evitar sapatos de camurça). Adicionalmente, o site presenteia-nos com um conjunto de receitas para nos começarmos a libertar com todo o sabor, ou seja, a largarmo-nos forte e feio. Não faltam as já conhecidas e flatulentas iguarias de todos nós: feijoada à transmontana, a salsicha com couve lombarda, cozido e francesinha, sendo de destacar a inclusão, à última da hora, da cachupa. Por fim, no canto inferior direito, é-nos dada a hipótese de ver como é que a Fernanda Serrano se começou a libertar com Activia, o que não só é esteticamente agradável, como despreconceituoso. Ao fim e ao cabo, se a Fernanda se pode libertar, não há que ter vergonha nisso.

E, como se isto não chegasse, o iogurte ainda é bom.

Brilhante.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Couch potato recipe

Receita de Sunday Couch Potatos:

Comece por deixar as batatas de molho em água salgada. De seguida, seque-as ao sol, por uma hora, hora e meia, até que uma delas fique bem tostada. Alimente-as, e deixe repousar por algumas horas. Quando estiverem moles e preguiçosas, agite-as e mude-as de travessa. Alimente-as de novo. Misture com milho e açúcar frito (atenção para não deixar queimar), ligue o forno e deixe aquecer. Sirva quente.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Luís Filipe, Salvio sff

Mr. Migoo

Sexiest person in the world right now.

This is how each and every day should start.

A culpa não é da gente, é do estrangeiro capitalista

E como já seria de esperar, eis que vem a tão propalada ajuda externa. Mais uma vez, a classe política faz aquilo em que é perita: desresponsabiliza-se, passando a batata quente da recuperação do país para alterações hetero-impostas, de forma a que a água que se acumula no capote governativo saia de lá sem ninguém dar por isso.

Atira-se areia para os olhos dos portugueses, porque a verdadeira austeridade é a que aí vem, e quando o sacrifício começar realmente a ser exigido, a culpa será dos "estrangeiros", dos "capitalistas" amorais e sem escrúpulos. E nisto, a caravana política vai passando alegremente, desfilando de forma impune ao som de uns quantos latidos fugazes e distantes.

Mas o pior disto tudo, é pensar que quando as contas estiverem reorganizadas, a falta de uma mudança auto-imposta e estrutural na mentalidade da sociedade civil portuguesa vai-nos reconduzir, inevitavelmente, ao mesmo problema. É uma questão de tempo. Enquanto se governar um país e se achar normal que a despesa seja superior à receita, ano após ano, e não se perceber que isso, no longo prazo, é insustentável, estamos mal, muito mal.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O que me vai na alma benfiquista

Sejamos enxutos, justos e honestos, em relação ao que se passou domingo:

- Jesus ignorou a importância deste jogo e, como tal, abordou-o de forma totalmente errada, esquecendo-se de que pode vir a ter de jogar contra o clube adversário por mais duas vezes este ano. O ascendente criado no jogo da primeira mão da taça cai por água abaixo, e a equipa entrará na segunda mão sob o espectro desta derrota;

- Roberto volta mais uma vez a ser o catalisador da derrota do Benfica. E se é verdade que o guardião tem potencial, também o é que não está preparado para assumir a titularidade na baliza de um Benfica que queira ser europeu. O grande problema, aqui, é que promover Júlio César a titular vai encostá-lo definitivamente e comprometer um investimento avultado. Por isso, ou se promove Moreira, sob o argumento da experiência, ou se vai buscar um guarda-redes em fim de carreira, para uma/duas épocas no Benfica;

- Cardozo revelou, uma vez mais, que é mais infantil do que o meu sobrinho mais novo. A grande diferença, porém, é que enquanto este chora quando as coisas não correm como quer, o paraguaio agride o adversário que se encontrar no local mais próximo da sua área de residência - dado o grau reduzido de mobilidade - no relvado;

- O clube adversário merece o campeonato, e é um justo vencedor. Justificar a má prestação do Benfica e a vitória adversária com arbitragens, bruxarias e coisas que tal só vai prejudicar o Benfica, e impedir-nos de corrigir o erro que esteve na origem dos problemas nesta época, e que mais não foi do que a política de contratações. Podem ter sido contratados jogadores de inquestionável valor (Salvio e Gaitan), mas não foram contratados jogadores de topo para posições chave (médio interior e guarda-redes), nem alternativas credíveis para posições sujeitas a grande desgaste (laterais). Assim, um Benfica que ambicionava muito arrisca-se a terminar a época com pouco. Reconhecer o mérito da vitória adversária não é sinal de fraqueza, mas sim, e quando muito, de inteligência, permitindo que a época vindoura seja preparada de forma mais competente.

- Se eu tivesse o controlo dos botões do estádio, teria apagado a iluminação, mas não acendido rega. E não se pense que seria por desportivismo, porque não se trata disso, mas apenas e só porque a presença da água só contribuiu para dar aos festejos um toque diferente. Saiu-nos, pois, o tiro pela culatra.

- Ainda a respeito da pretensa "falta de desportivismo" do Benfica, duas notas: é certo que não devemos pautar o nosso comportamento pelo dos outros, mas também não devemos passar por cima do nosso amor próprio e dignidade; esta, a dignididade, não fica posta em causa pelo apagar de luzes num estádio, ou pela existência de música alta no mesmo. Em nenhum momento foram os adeptos do clube adversário impedidos de festejar, forçados a abandonar o estádio e/ou o relvado. Agora, o Benfica também não é obrigado a criar condições para os festejos alheios, em caso algum e sobretudo quando (i) os festejos têm lugar no Estádio da Luz, e (ii) o clube adversário é o maior rival do Benfica e representa muito do que está mal no futebol português. Defender essa postura, sob a capa de uma politicamente correcta moralidade, é reveladora de uma grande hipocrisia. Por identidade de razão, não deveria também o Benfica ter deixado que os adeptos do clube adversário invadissem o relvado, ou proporcionado condições para que as músicas do clube adversário se ouvissem nos altifalantes do estádio, como faz quando festeja os seus próprios títulos? Quais são as condições mínimas para festejar? A moralidade da conduta bastava-se com a mera tolerância do festejo? Sim. E o apagar de luzes é sinal de intolerância? Não me parece.

- Os adeptos do Benfica debandaram do estádio, quando deveriam ter ficado e calado os festejos do clube adversário com cânticos de apoio à equipa. É por estas, e por outras, que o presidente deveria exigir mais e melhor dos adeptos: muito embora sejam os primeiros a acorrer quando tudo corre bem, não hesitam em debandar quando a tristeza bate à porta;

- A época está longe de ter acabado. Ainda temos três troféus em jogo. Cabe, pois, a Jesus não deixar a equipa desanimar. O jogo contra o PSV, depois de domingo, assume contornos ainda mais decisivos do ponto de vista motivacional.

Se calhar não fui tão breve quanto desejaria. Paciência.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Ai weiwei

Ai weiwei detido há mais de um dia.

Ai weiwei, ai weiwei. Eu juro-te que não queria, mas tu obrigaste-me. Custava assim tanto? Agora olha, auguenta-te.

Oh happy day

Queque a queque. Um de cada vez (ou então não). A dar voz à praia, que a merece.

terça-feira, 29 de março de 2011

Letter from Ireland

Dear Portugal, this is Ireland here. I know we don't know each other very well, though I hear some of our developers are down with you riding out the recession.

They could be there for a while. Anyway, I don't mean to intrude but I've been reading about you in the papers and it strikes me that I might be able to offer you a bit of advice on where you are at and what lies ahead. As the joke now goes, what's the difference between Portugal and Ireland? Five letters and six months.

Anyway, I notice now that you are under pressure to accept a bailout but your politicians are claiming to be determined not to take it. It will, they say, be over their dead bodies. In my experience that means you'll be getting a bailout soon, probably on a Sunday. First let me give you a tip on the nuances of the English language. Given that English is your second language, you may think that the words 'bailout' and 'aid' imply that you will be getting help from our European brethren to get you out of your current difficulties. English is our first language and that's what we thought bailout and aid meant. Allow me to warn you, not only will this bailout, when it is inevit-ably forced on you, not get you out of your current troubles, it will actually prolong your troubles for generations to come.

For this you will be expected to be grateful. If you want to look up the proper Portuguese for bailout, I would suggest you get your English-Portuguese dictionary and look up words like: moneylending, usury, subprime mortgage, rip-off. This will give you a more accurate translation of what will be happening you.

I see also that you are going to change your government in the next couple of months. You will forgive me that I allowed myself a little smile about that. By all means do put a fresh coat of paint over the subsidence cracks in your economy. And by all means enjoy the smell of fresh paint for a while.

We got ourselves a new Government too and it is a nice diversion for a few weeks. What you will find is that the new government will come in amidst a slight euphoria from the people. The new government will have made all kinds of promises during the election campaign about burning bondholders and whatnot and the EU will smile benignly on while all that loose talk goes on.

Then, when your government gets in, they will initially go out to Europe and throw some shapes. You might even win a few sports games against your old enemy, whoever that is, and you may attract visits from foreign dignitaries like the Pope and that. There will be a real feel-good vibe in the air as everyone takes refuge in a bit of delusion for a while.

And enjoy all that while you can, Portugal. Because reality will be waiting to intrude again when all the fun dies down. The upside of it all is that the price of a game of golf has become very competitive here. Hopefully the same happens down there and we look forward to seeing you then.

Love, Ireland.

Sunday Independent


Might as well stop the whining and start working harder, while we are at it and we know how the bailout is working back there.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Appetizer for bigger things

Of course I am not scared. Heathrow. Metro. Most ridiculous bomb threat ever. Draycott. Family. The Phene. Controlled drunkness (good job). Draycott. Family. Aubaine. Bittersweet breakfast. Portobello. Street singing. Can I buy those tears? Portobello. Active vintage silences all over the place. Freud Museum. Breaking the law (here's the couch, here's your picture). Camden Town. Banksy. Cabaret Pub. Original fish and chips pie (straight from the tank). Camden Town. Lights and colours. Smells and looks like Bangkok already. Draycott. Family. The mistery boot. Watermelon martinis. Hakkasan. Best chinese food ever (no unanimity here). Draycott. Family. Thames strolling. Tate Modern. Ai Weiwei, Ai weiwei. Where's the gardener my friend? Pollock et al. Fashion assisting. Best picnic ever. Feeling a Londoner already. I could actually live here. Time to go. Family. When do you return? When do we return? Metro. Heathrow. Of course I am not scared.

quinta-feira, 24 de março de 2011

London baby, yeah!

Just lay on the couch...



and dream of this instead:






terça-feira, 22 de março de 2011

Le Roi Est Mort, Vive Le Roi!

Acabou de nascer. Está bem de saúde, é preto, o manípulo das mudanças é enorme, ostenta uma orgulhosa carapinha com uma superfície calva e retráctil no meio, e pesa 1040 kgs.

Aguarda nome de baptismo.

Farewell Veloso

Um gigante e sentido abraço de despedida a ti, meu já saudoso companheiro de viagens e aventuras por esse país fora. De norte a sul, estiveste sempre comigo, fizesse chuva ou sol, frio ou calor, fosse de noite ou de dia. Sempre com a música certa e com um ouvido amigo, nunca te ouvi um queixume que fosse, por mais pessoas que tivesses de carregar às costas. Impressionante.

Espero que sejas bem tratado, que te levem a ver o rio de que tu tanto gostas, mas que nunca te afeiçoes a quaisquer outras festinhas no tablier que não as minhas.

Vai dando notícias. Sabes onde eu moro.

Até sempre, Veloso.

segunda-feira, 21 de março de 2011

My heart's keeper. My heart skipper.

Fim-de-semana a saber a Verão. E a outras coisas, entre tumbas e chapuns, que nos fizeram perder a noção do tempo e dos dias, e que nos levaram prolongar o domingo até que a segunda-feira viesse exigir o seu espaço na semana. E por isso o sobrevivente 19 já lá vai, bem guardado e atachado. Nem precisou de reclamar o seu espaço, porque ele lá estava à sua espera, esse compartimento de 24 por 7 com iluminação à altura. Começa a ser inato. Ainda bem que assim é. My heart's keeper. My heart skipper.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Copying for dummies

Crise? Não há crise.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Sobressalente

Acho uma injustiça para Jorge Jesus que a palavra sobressalente tenha caído em desuso. Tratava-se de uma das poucas palavras, ainda por cima inteiramente aplicável ao glossário técnico do mundo da bola, que o douto treinador podia dizer a seu bel-prazer, sem correr o risco de ser troçado por isso. Desconfio, aliás, que essa grafia se deve ao próprio, que incutiu o seu cunho pessoal ao sensaborão e afectado vocábulo sobresselente.

A lot of Macdonalds and a little luck would also take you there. Or probably it's the other way around.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Vai-se a ver e H3

Deve haver mais gajos a pedir aquele hambúrguer do h3 com foie gras e cebola confitada do que gajos a pensar votar no Zeferino Boal. Já no Abrantes Mendes, a proporção sobe para níveis de profiteroles.

Do you wanna? I know I wanna

Diz que vêm dar a segunda parte do concerto que começaram no Optimus Alive há dois anos. E ainda bem. Can't wait for the deja-vu.

terça-feira, 15 de março de 2011

Si si me encanta bailar la danza del vientre

The way I see it, o Piqué fingiu-se roto para sacar a Shakira. Boss. E o Ibrahimovic, a julgar pela fruta que mandou na jornada passada, não deve ter achado muita graça à coisa. You gotta take one for the team sometimes, Zlatan.

Your call is on hold

segunda-feira, 14 de março de 2011

País de sócios

- Tens aí um euro que me arranjes para o parquímetro, sff?
- Epah, ter até tenho, mas não te posso emprestar. Vou constituir uma sociedade hoje.

Elton John says please hold the line

Muito se pode escrever sobre os minutos que uma pessoa passa agarrada a um telefone, naquele limbo conhecido por "chamada em espera". Mas surpresa, surpresa, é quando alguém na Segurança Social achou que a música adequada para fazer companhia ao expectante contribuinte era uma versão instrumental do Nikita. Qualquer coisa como isto. E eis como, pela primeira vez, dei por mim a pensar "não atendam, não atendam, não atendam". Sacanas.

domingo, 13 de março de 2011

Gothic is cool II

Os Belle and Sebastian têm uma música, Suicide Girl de seu nome. Música engraçada, e tal. Este é o ponto de partida deste post. Quer dizer, não é bem. Ou melhor, é ponto de partida sem ser razão de ser. E eu poderia estar aqui a explicar-vos a história do vídeo que verão dentro de momentos, não tivesse a autora do mesmo tratado de me poupar esse trabalho, no texto que se segue:

This is SuicideGirls love letter to Belle and Sebastian. NSFW

I have been a HUGE Belle and Sebastian fan since my best friend put "The State I'm In" on a mix CD we played incessantly on a cross country road trip.

When their new album Write About Love came out and had a song called "Suicidegirl" on it, I had a complete fan girl moment which indie rockers are supposed to be too cool for.

When I told the other girls we were all so honored that we decide we had to do something to let them know how much we loved it. Carrina, Cheri and I got together with Mike Marshall who made our other movies and created our video ode to Belle and Sebastian.

Hope you like it!

xoxo
-missy



Com esse talento, Missy, porquê enveredar pelo suicídio? Sei lá, cinema, fotografia, não?

Gothic is cool I

You make gothic look cool.

Snobismo é burrice

Essa D. Ana assim tão honesta, tão perfumada, tão esplendidamente bela, só apresentava, mesmo como esposa, um feio senão - o papá carniceiro. (...) Não! mancha teimosa, realmente, só o pai carniceiro. Mas nesta Humanidade nascida toda dum só homem, quem, entre os seus milhares de avós até Adão, não tem algum avô carniceiro? Ele, bom Fidalgo, de uma casa de Reis donde Dinastias irradiavam, certamente, escarafunchando o Passado, toparia com o Ramires carniceiro. E que o carniceiro avultasse logo na primeira geração, num talho ainda afreguesado, ou que apenas se esfumasse, através de espessos séculos, entre os trigésimos avós - lá estava, com a faca, e o cepo, e as postas de carne, e as nódoas de sangue no braço suado!

Eça de Queiroz - A Ilustre Casa de Ramires

O que tem de genial, tem de verdadeiro. Snobismo é burrice.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Entrevista

- E você, o que o traz a esta edição deste certame? Veio cá pelos desfiles?
- Nah, eu vim mais pelas revistas.

Esta greve EMEL

Finalmente, uma greve que EMEL.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Finalmente, 25 anos depois, marcarei presença no certame de moda da capital. É o que dá ter uma mãe camionista. It took an angel.

quarta-feira, 9 de março de 2011

segunda-feira, 7 de março de 2011

E pronto. O campeonato fica cada vez mais difícil. E tudo porque ninguém avisou o Javi que não podia pontapear a bola daquela maneira. Ou que não podia pontapear bolas ao pé do banco do Braga.

Ou isso, ou ninguém explicou ao Xistra como é que se pontapeia uma bola daquelas. Impecável.

Mas enquanto haja pontos, e não haja mais Xistra, a malta acredita.

Packaging made easy


Já percebo porque é que as peixeiras e os talhantes são pessoas sempre bem-dispostas. Pudera...assim, fica fácil.

sábado, 5 de março de 2011

I'll carry us

Relembre-se cummings, porque sim:

i carry your heart with me(i carry it in
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)

i fear

no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you


Nunca uma coisa chamada reeducação postural global - nome podre de pomposo, note-se - fez tanto sentido. Mas troque-se a distante Amadora, já agora, por um lugar que fique mais à mão e no coração, because therapy is where your heart is. Como hoje.

Hop in
, assim com aquele medo entusiasmado (era bom; querias) que é tão teu. My back's ready. I'll carry us.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Project shootout

E outro para dar um tiro no gajo que se lembrou de montar o primeiro project finance e que achou que ter várias sociedades dentro do mesmo grupo era uma ideia tipo brutale. Deve ter feito imensas due diligences na vida.

Churzzzzchill

E, se possível, arranjem-me um gajo que esteja interessado em resumir-me a biografia do Churchill.

Cacatua Verde



Antes que me esqueça: vão ver esta peça. No D. Maria II. Quem diria que a Rita Blanco é uma actriz do cacete...

They will see us waiving from such great heights

Senhores, senhoras e transeuntes da Almirante Reis em geral: o prazer foi todo meu. Agradecido pela amabilidade e disponibilidade.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Taking the force of the blow



Baby steps. Or even steps that would make baby steps look like the steps of a giant. But together. At all times. Looking straight at each other, within the cave of our hands, back to basics, back to that place safe of harm. But together. At all times.

Piadas aleatórias e extremamente inteligentes e apuradas sobre coisas divertidas e interessantes, para amenizar a coisa.

terça-feira, 1 de março de 2011

A coisa má de se ter o coração na boca é que fica uma chatice para se conseguir respirar em condições. E também não dá muito jeito para comer nem beber. Conclusão: tudo em baixo fica vazio. Vazio.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Coisas boas que mi mostras



Already in countdown mode, com o mata-tubarões já a postos. E que bom que é perceber que não estava sozinho, na adolescência, quando ouvia (foram só uma ou duas vezes, e estava a jogar CM quando isso aconteceu) All Saints a cantar esta malha. Sabes tanto, Danny.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

JJ

Há que reconhecer que o gajo é milagreiro: a transformação de Coentrão, a recuperação de Roberto (e a de Saviola e a de Aimar!), a adaptação supersónica de Jara e Gaitan, o aproveitamento que tira do Sálvio, a forma como lapidou Di Maria, etc.

Aliás, JJ ainda tentou pôr o Peixoto a jogar à bola, mas as más-línguas celestiais contam que recebeu, de imediato, uma reprimenda superior. Ao que consta, show-off por show-off, já tinha chegado aquele episódio lamentável em que andou a brincar aos hoovercrafts no Mar da Galileia.

E em relação ao campeonato, enquanto houver pontos, há esperança. Carrega Benfica.

James Blake



Quem me conhece, sabe que sou admirador confesso de Feist. Do seu timbre que conjuga, de forma surpreendente, o cristalino, a insustentável leveza da sua intensidade musical e o tosco, e da maneira como (desculpa Academia de Estrelas) consegue, sem grande esforço, pôr a alma na voz.

É por isso que, até hoje, não me tinha passado pela cabeça que alguém ousasse pegar numa música dela e tentasse, num registo - ainda por cima - semelhante, fazer o mesmo. Por maioria de razão, tampouco imaginaria que iria gostar mais dessa música, do que do original.

Pois bem, e não é que este biltre, que não tem outro nome, fez isso mesmo? E melhor, consegue fazer tudo isto, que não é pouco, a ostentar o nome de um jogador de ténis, o que só por si merece um ponto de bónus.

Formidável.

Sporting?


Tiririca?

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Black Swan

Senhor Aronofsky, Senhora Portman e Senhora Kunis, por esta ordem, um muito obrigado pelo espancamento que proporcionaram ontem à noite dentro da minha cabeça. É daqueles filmes que convém ir ver com uma psicóloga.

Não posso ainda deixar de soltar um valente impropério intelectual pelo facto de Barbara Hershey, mãe da Nina, não ter sido sequer nomeada para um Óscar. Mais lixado do que ela, só o Boss AC. Afinal de contas, tratava-se, muito provavelmente, do único filme de hollywood onde a sua música poderia fazer parte da banda sonora.

Já em relação a Vincent Cassel, o director da companhia de teatro, que mais não é do que tudo aquilo que Joaquim d'Almeida sempre tentou ser e nunca conseguiu, não tenho pena nenhuma que não tenha sido nomeado: é bem feito, que é para não seres guloso. Querias a Monica Bellucci, a Senhora Portman, a Senhora Kunis e um óscar?Estás aqui, estás a tentar entrar pela direita no Lux, campeão.

What the f#ck did I do in Amsterdam?



Já é a segunda vez que isto acontece. Aparentemente, na Holanda, sou mulher e, como se isso não fosse suficiente, estou casada. Só gostava era de conseguir perceber o porquê. Terá sido por causa da lua-de-mel de sábado?

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Se endireito é porque endireito, se não endireito é porque não endireito

Disseram-me, no outro dia, que tinha a coluna direita de mais. Ora, sabendo que isso pode acontecer, a expressão não deixa de ser contraditória e, mais, notoriamente estúpida.

Ao ouvir essas palavras lembrei-me, de imediato, dos gajos que usam óculos "porque vêem bem de mais". Sempre que ouvia dizer isto, pensava: "sim, és tu e o super-homem". Daí partia, inevitavelmente, para um diálogo imaginário na minha cabeça que não acabava nada bem para o avantajado interlocutor, com o qual não vos maçarei.

Importa apenas registar isto: tenho a coluna direita de mais. Sim, és tu e o Mário Jardel.

Telmo, como eu te percebo.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Omnipotência motivacional

- Jorge Jesus, esta é a psicologia.
- Psicologia, este é o Jorge Jesus.
- Passicolegia? Quem é essa gaja?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Mellows Beach

Se não vamos à praia, pois que a praia, urbano-disfarçada, venha até nós.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Simplesmente Bela



Descobri(mos), muito provavelmente, o sítio mais castiço e genuíno de Lisboa. Daqueles que, de tão bom que é, nem apetece partilhar. Não se trata de egoísmo, mas sim afecto.

Na porta, nada chama a atenção. Nem é suposto. Afinal de contas, se turista aqui entrou, entra ou haverá de entrar, não foi, não é e não será certamente chamado. Mas atenção: não quer isso dizer que não seja bem-vindo. Pelo contrário, se por acaso por ali passar e, reparando no tesouro mais bem escondido de Alfama, afortunadamente decidir entrar, será bem recebido como os outros, os do bairro - que compõem maioritariamente a casa, e ainda bem - e os de fora. A única condição? Deixar todo e qualquer pretensiosismo de fora. Porque quem ali entra, aceita Alfama como ela é, respeita-a e rende-se aos seus encantos. E se há coisa de que Alfama não gosta, é que a tentem mudar, ou que dela se queixem, sobretudo no que toca aos seus modos populares e genuínos. "Aguentem um terramoto, e depois venham falar comigo", parece dizer com a sua voz sinuosa.

(a continuar...)

Foal on me



This is some good shit. Let's disappear till tomorrow.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Qualquer meia dúzia de notas lhe caía bem

Ela era daquelas miúdas que ficava bem com qualquer tipo de música.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

É preciso falar mais melhor bem de Portugal

"There are people talking, people who don't know anything about Portugal.

Sócrates to the Wall Street Journal


And then he added, in an almost imperceptible whisper: without counting with me until death.

Mais do mesmo...

Mais do mesmo...


P0-1B



mais do mesmo...



e mais do mesmo.

Autocarro apedrejado à saída do Porto