quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Orçamento Suplementir

Lembram-se disto? Afinal, era mentira. Que surpresa.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Oscar gone Wilde

The more mechanical people to whom life is a shrewd speculation depending on a careful calculation of ways and means, always know where they are going, and go there. They start with the ideal desire of being the parish beadle, and in whatever sphere they are placed they succeed in being the parish beadle and no more. A man whose desire is to be something separate from himself, to be a member of Parliament, or a successful grocer, or a prominent solicitor, or a judge, or something equally tedious, invariably succeeds in being what he wants to be. That is his punishment. Those who want a mask have to wear it.

But with the dynamic forces of life, and those in whom those dynamic forces become incarnate, it is different. People whose desire is solely for self-realisation never know where they are going. They can't know. In one sense of the word it is of course necessary, as the Greek oracle said, to know oneself: that is the first achievement of knowledge. But to recognise that the soul of a man is unknowable, is the ultimate achievement of wisdom. The final mystery is oneself. When one has weighed the sun in the balance, and measured the steps of the moon, and mapped out the seven heavens star by star, there still remains oneself. Who can calculate the orbit of his own soul?

Oscar Wilde - De Profundis

Acabado de ler isto, quase que passo a ser a favor da criminalização da homossexualidade (mas só quando envolva seres com QI acima dos 180, note-se, que é para não virem todas malucas de dedo em riste com a homofobia na ponta da língua). Nunca pensei que o ressabianço pudesse ser tão sublime.

Best gift ever


Give me just a few months.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Get closer. Get closer.

Há sempre tempo. Sempre. E se vos disserem que não há, não duvidem do tempo, duvidem da vontade. Porque tempo há sempre. Tira-se de um lado, põe-se no outro. Destapam-se os pés, cobre-se a cabeça; destapa-se esta, cobrem-se aqueles. O ideal? Fazer de ti minha manta. Cobrir-me contigo. Anda, vamos para um sítio onde esteja frio, que nos sítios onde o calor não aparece as pessoas também não vêm e o tempo é só nosso. De mais ninguém, só nosso, num sítio onde sejamos manta um do outro.

E enquanto o frio não chega, fica um miminho musical de Natal, que este blog também os dá:


Life in Filme, os WWPJ de 2010. Muito provavelmente, a segunda melhor música que ouvi este ano. Santa Baby, por razões que vos são totalmente alheias, lidera destacada.

Get closer. Get closer. Get closer.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

All she wants for Christmas, is royalties

A Mariah Carey é um bocado como os reis magos: só nos lembramos que eles existem em Dezembro.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Screwed my lunch, but made my day.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A SÉÉÉÉRIO?


A revista "British Medical Journal" publica hoje um estudo sueco que demonstra que a ideia de que as pessoas precisam de "sono de beleza" não é um mito.

Segundo um grupo de investigadores do Instituto Karolinska (Estocolmo), as pessoas privadas de sono durante largos períodos de tempo parecem menos atraentes e saudáveis do que as que dormem bem.

Um grupo de 23 homens e mulheres foi a base do estudo: as 'cobaias' foram fotografadas depois de oito horas de sono e novamente depois de ficarem acordadas durante 31 horas. As fotografias foram posteriormente analisadas pelos cientistas, que, obedecendo a um padrão para tirarem as imagens (todos estavam à mesma distância da máquina, nenhuma usava maquilhagem e todas mantiveram a mesma expressão facial neutra), perceberam que, quando privadas de sono, as pessoas ficam com um aspecto menos saudável, mais cansado e menos atraente.

in Jornal i


Entusiasmados com os resultados deste estudo, os brilhantes e inteligentíssimos cientistas decidiram fazer um teste de odor: recolheram o cheiro de um grupo de 'cobaias' acabados de tomar banho e, posteriormente, submeteram os mesmos 'cobaias' ao contacto com bosta de boi durante duas semanas e meia, tendo concluído, de forma igualmente brilhante, que as pessoas que tomam banho têm um cheiro mais agradável do que aquelas que chafurdam em merda.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Cover book five

Duas novas aquisições para a minha biblioteca:




It's going to be legen...wait for it...keep waiting...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Unorthodox (yet(?) beautiful) wedding: check

De tudo, meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor ( que tive ):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes - Soneto da Fidelidade


A prova de que o piroso é relativo e, acima de tudo, é a capa dos infelizes, é que uma Conservadora do Registo Civil a citar isto pode ter o seu quê de romântico e, quase, bonito, não fosse o arraial de porrada que a senhora decidiu dar na estrutura e na respiração do poema. Sobretudo quando 99% das palavras onde a letra "v" marcava presença viram a mesma ser substituída por um nortenho "b", derivado ao facto (nas palavras da própria) de a mesma ser do Norte.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

MIdrid

Tanto, tanto para escrever, e tão pouco tempo. É que se Madrid merece uma narrativa, MIdrid merece pelo menos uma epopeia.

Madrid te mata, Madrid te dá la vida. Joder, que felicidad, y que ganas que el futuro llegue pronto. Que ganas de seguirle el Rastro, de entrar en esas tiendas que hemos visto, y todo, y todo. Asimismo ganas las tengo de pasearme por Prados y afines, o de sencillamente hacer nada - no os equivoques, es muy diferente hacer nada de no hacer nada - en un sitio que pueda sencillamente llamar nuestro.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

José Mário Branco - FMI




Foi em 1982, a propósito da intervenção do FMI em Portugal - é mais, muito mais do que isso, o FMI foi só um pretexto para esta obra de arte, e ainda bem - mas podia ter sido hoje. Ou ontem, que não me parece que estes momentos de génio ocorram logo pela manhã, já para não falar das restrições logísticas e...já chega, Rosé.

São momentos de génio que se sucedem a um ritmo frenético, quase tresloucado, proporcionados por José Mário Branco. Começam em tom humorístico, progridem para uma revolta incontrolada e terminam numa catarse à qual é impossível ficar-se alheio. Tudo junto, são 20 minutos marcantes, preocupantemente actuais e reveladores. Já para não falar da interpretação, que é brilhante, sublime, numa alteração de tons constante que muitos almejam mas poucos conseguem.

Libertem-se de estereótipos políticos, preconceitos sociais, e oiçam este vídeo pelo que ele é e vale, que é muito, imenso: um grito de revolta angustiado.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

The wonderful world of storytelling for free

Perguntas-me, às vezes, porque é que tenho por hábito - eu diria que é quase mania - meter conversa com pessoas que não conheço de lado nenhum. Como costuma dizer uma pessoa de quem muito gosto, Homo sum, humani nihil a me alienum puto, o que, sem latinas sobrancerias, quer dizer qualquer coisa como "sou homem, e nada do que é humano me é alheio" ou, se preferires, tudo o que é humano me interessa, me fascina.

E é por isso que insisto - eu diria que é quase ponto de honra - em abordar pessoas que me são completamente estranhas. Por isso, e porque estamos cada vez mais habituados a falar cada vez menos com pessoas de forma desinteressada, ou melhor, sem outro interesse que não seja o prazer de conhecer alguém que, com toda a certeza, carrega consigo algo que o/a torna especial, distinto, único.

Mas o melhor de tudo isto é que essas pessoas, nas mais das vezes, estão dispostas a abdicar dessa enorme riqueza, desse centímetro/milímtero que as torna únicas e a que Kundera se refere, a troco de um simples "olá". No caso do senhor Manuel Monteiro, reformado de 75 anos que conserva o raro e egrégio hábito de utilizar o chapéu como forma de comunicação, "boa tarde" e um estender de braço foi tudo o que bastou para receber, em troca, o seguinte:

- Manuel Monteiro, homem sério e de pouco dinheiro.

"Quanto é que lhe devo?", perguntei-lhe. Olhou-me algo atordoado, não fez caso e seguiu a contar, em traços gerais - ou melhor, a repetir, que já a tinha contado (embora não directamente para nós) - a história da sua vida, as agruras da reforma, a tranquilidade da sua casa com quintal nos arredores de Lisboa, os sobressaltos da venda ambulante em Lisboa, enfim, as peripécias que a sua pacata vida lhe permite.

O tempo corria, e por isso vi-me forçado a atalhar a conversa e a forçar, um pouco a contragosto, o seu final. Contudo, não me fui embora sem antes ouvir o meu primeiro "Bom Natal" deste ano. Da boca do senhor Manuel Monteiro, homem sério e de pouco dinheiro.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Blease hold the line

Será que, na TAP, todas as gravações de voz em inglês são feitas por pessoas a chocar uma constipação?

Greve de bom senso

Tenho por hábito, com um dia de antecedência, desejar que aconteçam determinadas coisas no dia seguinte. E qual é o meu desejo para amanhã?

Uma tromba de água, daquelas que façam as cataratas do Niagara parecer mijo de bebé.

Chuva molha parvos, no fundo. Como se prevêm uns quantos na rua, terá de chover em conformidade. Só isso. Pela agricultura do nosso país.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Jamie Lidell

Ao almoço, isto:



E hoje à noite, no Casino Lisboa, grátes, isto:



Temo que passe despercebido, mas ouvir o Multiply em pleno Casino Lisboa será, provavelmente, das ironias mais cool que aquele espaço presenciará em toda a sua história.

Diz que é o vídeo preferido do Joe Berardo



I would like to dedicate the two most repeated words of this song to Neemias. Speak about unnerving.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

15

1-
2-
3-
4-
5-
6-
7-
8-
9-
10-
11-
12-
13-
14-
15-

Encontramo-nos no caderno?

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Pessoa esperta

A propósito de Churchill, que, quando acusado de ligeireza política por se ter mudado do Liberal Party para o Conservative Party, retorquiu, em jeito trocista e bonacheirão, "I said a lot of stupid things when I was with the Conservative Party, and I left them, because I did not want to go on saying stupid things", fui buscar este texto, de Pessoa, que só vem confirmar a falta de respeito que é não conhecer a obra deste senhor de trás para a frente:

Recentemente, entre a poeira de algumas campanhas políticas, tomou de novo relevo aquele grosseiro hábito de polemista que consiste em levar a mal a uma criatura que ela mude de partido, uma ou mais vezes, ou que se contradiga, frequentemente. A gente inferior que usa opiniões continua a empregar esse argumento como se ele fosse depreciativo. Talvez não seja tarde para estabelecer, sobre tão delicado assunto do trato intelectual, a verdadeira atitude científica.

Se há facto estranho e inexplicável é que uma criatura de inteligência e sensibilidade se mantenha sempre sentado sobre a mesma opinião, sempre coerente consigo próprio. A contínua transformação de tudo dá-se também no nosso corpo, e dá-se no nosso cérebro consequentemente. Como então, senão por doença, cair e reincidir na anormalidade de querer pensar hoje a mesma coisa que se pensou ontem, quando não só o cérebro de hoje já não é o de ontem, mas nem sequer o dia de hoje é o de ontem? Ser coerente é uma doença, um atavismo, talvez; data de antepassados animais em cujo estádio de evolução tal desgraça seria natural.

A coerência, a convicção, a certeza são além disso, demonstrações evidentes — quantas vezes escusadas — de falta de educação. É uma falta de cortesia com os outros ser sempre o mesmo à vista deles; é maçá-los, apoquentá-los com a nossa falta de variedade.
Uma criatura de nervos modernos, de inteligência sem cortinas, de sensibilidade acordada, tem a obrigação cerebral de mudar de opinião e de certeza várias vezes no mesmo dia. Deve ter, não crenças religiosas, opiniões políticas, predileções literárias, mas sensações religiosas, impressões políticas, impulsos de admiração literária.

Certos estados de alma da luz, certas atitudes da paisagem têm, sobretudo quando excessivos, o direito de exigir a quem está diante deles determinadas opiniões políticas, religiosas e artísticas, aqueles que eles insinuem, e que variarão, como é de entender, consoante esse exterior varie. O homem disciplinado e culto faz da sua sensibilidade e da sua inteligência espelhos do ambiente transitório: é republicano de manhã, e monárquico ao crepúsculo; ateu sob um sol descoberto, é católico ultramontano a certas horas de sombra e de silêncio; e não podendo admitir senão Mallarmé àqueles momentos do anoitecer citadino em que desabrocham as luzes, ele deve sentir todo o simbolismo uma invenção de louco quando, ante uma solidão de mar, ele não souber de mais do que da "Odisseia".

Convicções profundas, só as têm as criaturas superficiais. Os que não reparam para as coisas quase que as vêem apenas para não esbarrar com elas, esses são sempre da mesma opinião, são os íntegros e os coerentes. A política e a religião gastam d'essa lenha, e é por isso que ardem tão mal ante a Verdade e a Vida.

Quando é que despertaremos para a justa noção de que política, religião e vida social são apenas graus inferiores e plebeus da estética — a estética dos que ainda a não podem ter? Só quando uma humanidade livre dos preconceitos de sinceridade e coerência tiver acostumado as suas sensações a viverem independentemente, se poderá conseguir qualquer coisa de beleza, elegância e serenidade na vida.

Pessoa espectacular, este.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O que diria eu a Jesus...

Se fosse o Rui Costa? Simples: "agora ressuscita, cabrão."

Feel good music

No dia a seguir a perderem um telemóvel (ou mais), e ainda que não tenham qualquer dúvida de que o mesmo vos tenha sido furtado, desloquem-se ao concerto de Xavier Rudd mais próximo da vossa área de residência, de preferência na companhia de uma fanfa que vos faça rir com a mesma naturalidade e facilidade que um elefante meneava a tromba nas margens do Ganges antes daquilo se ter transformado no Trancão de lá do sítio (sim, estou a arriscar umas alegorias hindus pós-modernas). It works like a charm.


Xavier Rudd trata-se, para quem não sabe, de um dos melhores clientes da Diapasão e, em geral, vizinho de sonho de qualquer proprietário de um estabelecimento que se dedique ao comércio de instrumentos musicais. Para além disso, ainda se faz acompanhar de um sentido rítmico muito acima da média, uma voz tribal bastante agradável e dois artistas que têm mais groove nas unhas dos pés do que muita gente que por aí anda no corpo inteiro. Por isso vão, nem que seja uma vez. Mas não se esqueçam da fanfa.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Just a quick update to let you know this blog is alive. He just ain't been kicking lately as much as he would like to, but we'll hopefully address that matter somewhere in the near future. In the meantime, here's a small piece of advice: see this http://aeiou.expresso.pt/segredos-em-ilingeriei-revelados=f614659, and be merry.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Mi, myself and I

It is true what they say: egocentrism is indeed the incomplete differentiation of the self and the self's world. And damn, am I in desperate need of mi time.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Stand-up self-motivation comedy



Custou, mas encontrei. Ladies and gentlemen, o nosso Ricky Gervais. Quanto a vocês, não sei, mas eu já defini o meu objectivo guru: ir ver este gajo ao vivo. Faz sentido? Braço no ar (assim na diagonal, como no vídeo) para quem isto fizer sentido, malta.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Just do it



Anúncio da Nike a propósito da mudança de Lebron James, dos Cleveland Cavaliers, para os Miami Heat (ou como diria o Carlos Barroca, para os Heat, de Miami. Em boa verdade, não sei se o Carlos Barroca fazia isto ou não, mas falar de basquetebol sem falar do Carlos Barroca é como falar do Rio de Janeiro e não dizer água de coco algures no meio da história.). Cutting things short, neste momento invejo os supporters dos Miami Heat mais do que Caim invejava Abel (não o do Sporting, o outro).

O Orçamento da Assembleia da República vai passar, em 2011, para uns "simbólicos" e patrióticos EUR 114.478.882,46, o que significa uma redução de quase 80 milhões de euros, comparativamente ao Orçamento de 2010. Estarão então os deputados de parabéns, por semelhante esforço nestes tempos de crise? Não, claro que não. Seria o mesmo que aplaudir alguém que deixou de gastar uma exorbitância pornográfica de dinheiro e passou, apenas e só, a despender uma batelada. Reconheça-se a redução, mas exija-se mais, muito mais. Se é crise, é crise para todos.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

And then came bagaço

Suppose that every day, ten men go out for beer and the bill for all ten comes to $100. If they paid their bill the way we pay our taxes, it would go something like this:

The first four men (the poorest) would pay nothing.

The fifth would pay $1.

The sixth would pay $3.

The seventh would pay $7.

The eighth would pay $12.

The ninth would pay $18.

The tenth man (the richest) would pay $59.

So, that's what they decided to do. The ten men drank in the bar every day and seemed quite happy with the arrangement, until one day, the owner threw them a curve. 'Since you are all such good customers, he said, 'I'm going to reduce the cost of your daily beer by $20. Drinks for the ten now cost just $80.

The group still wanted to pay their bill the way we pay our taxes so the first four men were unaffected. They would still drink for free. But what about the other six men the paying customers? How could they divide the $20 windfall so that everyone would get his 'fair share?' They realized that $20 divided by six is $3.33. But if they subtracted that from everybody's share, then the fifth man and the sixth man would each end up being paid to drink his beer. So, the bar owner suggested that it would be fair to reduce each man's bill by roughly the same amount, and he proceeded to work out the amounts each should pay.

And so:

The fifth man, like the first four, now paid nothing (100% savings).

The sixth now paid $2 instead of $3 (33% savings).

The seventh now pay $5 instead of $7 (28% savings).

The eighth now paid $9 instead of $12 (25% savings).

The ninth now paid $14 instead of $18 (22% savings).

The tenth now paid $49 instead of $59 (16% savings).

Each of the six was better off than before. And the first four continued to drink for free. But once outside the restaurant, the men began to compare their savings.

'I only got a dollar out of the $20,'declared the sixth man. He pointed to the tenth man,' but he got $10!'

'Yeah, that's right,' exclaimed the fifth man. 'I only saved a dollar, too. It's unfair that he got ten times more than I!'

'That's true!!' shouted the seventh man. 'Why should he get $10 back when I got only two? The wealthy get all the breaks!'

'Wait a minute,' yelled the first four men in unison. 'We didn't get anything at all. The system exploits the poor!'

The nine men surrounded the tenth and beat him up.

The next night the tenth man didn't show up for drinks, so the nine sat down and had beers without him. But when it came time to pay the bill, they discovered something important. They didn't have enough money between all of them for even half of the bill!

And that, boys and girls, journalists and college professors, is how our tax system works. The people who pay the highest taxes get the most benefit from a tax reduction. Tax them too much, attack them for being wealthy, and they just may not show up anymore. In fact, they might start drinking overseas where the atmosphere is somewhat friendlier.

David R. Kamerschen, Ph.D.

Professor of Economics, University of Georgia

Conclusão? Em Pyongyang, ninguém deve beber bujecas.

terça-feira, 26 de outubro de 2010


E o Neemias está...a chorar. What a fucking surprise.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Safari-cola

Nunca pensei, desde os 16 anos, algum dia vir a dizer isto, mas...eu gosto de Safari-Cola. Muito. E recomendo.

Ídolos

Continuo sem perceber. Olho (normalmente) para a esquerda, e está tudo igual. Faço o mesmo em frente, e o micro-porco, a Diana e o Filipe continuam sem aparecer. Something's wrong.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

My walls my walls are coming down, the here and now is coming round x 15 (or "n")

Agora, até a jogar Brickbreaker.

Chromeo


I present you Chromeo, uma dupla composta por Patrick Gemayel e David Macklovitch. Auto-descritos como "the only successful Arab/Jewish partnership since the dawn of human culture", they sure are damn right. Cruzam coisas boas demais para não serem ouvidos e dançados, vezes sem conta.

Night by night



I Could be wrong (feat. Ezra Koenig)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Flag me up

O meu Outlook, neste preciso momento, parece uma conferência das Nações Unidas. O que, no caso concreto, não é nada bom.

Ich verstehe nicht

Comecei a aprender alemão. O objectivo? Conseguir cooperar um dia, em regime Rosa Lobato Fariesco, com os Rammstein. Contudo, e por ora, só me apetece espancar à vergastada o gajo que decidiu inventar o "neutrum". Realmente, der e die são claramente insuficientes. To hell with das linguistic eunuchs!

And now, for you, and you only: ich f%=$& (that's how they say it back there in Ze Germany) mag dich, meine funfin.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Inception


O melhor filme que me lembro de ter visto nos últimos tempos.

E depois de o terem visto, don't miss out on this:

That Cobb is dreaming and still finds his catharsis (that he can now look at the face of his kids) is the point. It's important to realize that Inception is a not very thinly-veiled autobiographical look at how Nolan works. In a recent red carpet interview, Leonardo DiCaprio - who was important in helping Nolan get the script to the final stages - compares the movie not to The Matrix or some other mindfuck movie but Fellini's 8 1/2. This is probably the second most telling thing DiCaprio said during the publicity tour for the film, with the first being that he based Cobb on Nolan. 8 1/2 is totally autobiographical for Fellini, and it's all about an Italian director trying to overcome his block and make a movie (a science fiction movie, even). It's a film about filmmaking, and so is Inception.

Depois de terem lido esta crítica, o filme ganha contornos de obra prima. Un-fucking-believable.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

212

Os dois. A dois. Com espaço para cafés, chás, laranjadas e afins. E agora arranca, que eu vou contigo, sempre contigo, mas aproveito para ir à casa-de-banho.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dr. Carlão


É por isto que gosto de ti, Carlão. Não, não tem nada a ver com o míssil que trouxeste escondido na caneleira esquerda, e que carregaste contigo durante 80 minutos do jogo contra aquele porto de sarjeta. Disso, eu já estava à espera. Eu gosto de ti, Carlão, porque consegues fazes a minha vida mais feliz quando eu menos espero. Vives a vida como se levasses injecções tri-diárias de epinefrina, e isso é louvável.

Refiro-me, como já deves ter percebido, ao teu gesto de carinho, aquando da celebração de mais uma das tuas obras de arte. Mais precisamente, aos 24 segundos. Estavas tu, na tua habitual felicidade revoltada, a festejar o que tinhas acabado de fazer, a insultar os cameramen e os fotógrafos por não terem filmado o golo como tu gostarias, o público por não estar a festejar o suficiente e, em boa verdade, o resto do mundo, por não serem dignos da tua genialidade (tudo isto através do teu barbaric yawp, a tua interjeição preferida, diria exclusiva, que soa qualquer coisa como "AAAAAAAAAAAAAARFFFFFFFFHHHHHHHH") quando te lembraste, suponho, que a tua mulher está prestes a dar à luz. E fizeste aquilo, como que a dizer-lhe "AAAAARRRRRRHFFFF" (ou seja, esse puto não sai??!!). Ao que parece, o gajo já se meteu em escaramuças, por duas vezes, com o líquido amiótico. Só Deus sabe o que seria deste mundo se fosses obstetra.

Como dizia um amigo meu, do Carlos a gente não gosta. Nós gostamos é de ti, Carlão. E sabes porquê? Não só porque nos surpreendes, mas porque puxas o lado paternalista do adepto do teu clube. Contigo, a única reacção possível é uma festinha na cabeça, um "pronto, pronto...", e assobiar para o lado, com um sorriso orgulhoso, "este miúdo...". E quando assim é, torna-se impossível não gostar de ti.

Pior do que está não fica?


Tirica, deputado federal eleito pelo Estado de São Paulo com mais de 1 milhão de votos. Não sabe ler, desconfia-se que não sabe escrever, mas vai representar o Estado de São Paulo na Câmara dos Deputados. Ao seu lado estará, entre outros, Romário, eleito pelo Rio de Janeiro. Classy.

Somebody like you..as a ticket



Hala Madrid, no dia 1 de Dezembro, para ver estes Senhores, los Reyes de León. Sinto-me, neste momento, uma pita de 15 anos. Até vim trabalhar de purpurinas e tudo. Só não percebo se este estado se deve ao concerto ou ao body ticket. À atenção da Ticketline.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

You're Australia's "For a Few Seconds Until I realized I've screwed this $#!!# Up" Next Top Model



I guess this sets a whole new world record on women's vulnerability triggers.

And I bet he's on his way to Ozzie land right now:

Agora chucha, chucha no dedo


Algo me diz que esta lesão marca o princípio da morte lenta de Cardozo no Benfica. Or so I hope.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Tango


It really takes two you to tango. Não haverá, no mundo inteiro, outra dança tão bonita, tão teatral, com tanta carga emocional e tão humana como esta. Até um cego consegue dançá-la, porque não está nos olhos, está nas sugestões, na pressão, no encontro das luzes. É por estas, e por outras, que me automutilo diariamente por ainda não ter ido à Argentina.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Joaquin Phoenix

There you go: it was all just a lie. In your face, worldwide media.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Barcelona goes stealth


Genial campanha de marketing das Pastilhas Gorila de menta.

domingo, 19 de setembro de 2010

This is sexy



Tenho para mim que isto devia ser a introdução de todas as coisas do mundo. Antes do princípio de um filme. Cada vez que se ligasse a televisão. Cada vez que se ligasse qualquer coisa. Sempre que se abrisse a porta de casa. Sempre que se abrisse qualquer porta. Quando se começasse a escrever um SMS. Quando se começasse a escrever. Antes de abrir uma gaveta da cozinha. Antes de abrir qualquer coisa. And the list goes on.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Les mots avec des ailes

J'ai accompli de délicieux voyages, embarqué sur un mot...

E cá vamos nós para o terceiro, que bem podia ser o primeiro, pela maneira como elas continuam a voar. Desta vez, com Balzac na capa. It is a pleasure to have you on board of Words Airline. We do hope you enjoy the flight, which is expected to take forever.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ambição

Pessoa sem caneta é pessoa sem ambição.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Da retoma (a memo)

Muito se fala da crise. Muito se espera de todos. E de nós? A retoma não é o Estado, não é a União Europeia, não é o FMI, por mais culpa que "estes" possam ter no estado actual do país. After all, you have got to wean the baby from the pacifier. A retoma somos nós, e enquanto assim não for, enquanto a retoma forem os outros, sebastianiza-se a coisa e viveremos, quanto muito, da esperança em dias de nevoeiro.

Este texto há-de continuar, mas aqui fica o intróito, que o bloco de notas ficou em casa.

Snooze me up



when i said ' I can see me in your eyes',
you said 'I can see you in my bed',
that's not just friendship that's romance too,
you like music we can dance to,

Sit me down,
Shut me up,
i'll calm down,
and i'll get along with you(...)

The soundtrack to a morning super-snooze.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Kings of Leon - Radioactive

Novo single dos Kings of Leon, Radioactive. Faz parte do novo álbum, que gosta de ser chamado por Come Around Sundown (ou então, simplesmente, Kikinha).

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Aqui a publicidade é caseira e familiar




Café Ciência, no Pavilhão do Conhecimento, na Expo (aquele amontoado de prédios, depois de Xabregas, onde é possível visualizar toda a palete de cores da CIN). Já abriu, com o selo de qualidade do Grupo Lágrimas. Selo esse que, entretanto, foi retirado, para não dar mau nome ao café. É passar e experimentar. Diz que é bom ao quadrado.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

My right side

Eu bem tentei. E nada. Por várias vezes dei por mim a travar bruscamente o carro e a guinar furiosamente o volante para ambos os lados. E nada. Pus a música o mais alto que o meu vetusto rádio permitiu, por entre graves e distorcidas queixas. E nada. Rodei o banco, de forma desesperada, para a direita e para a esquerda, cheguei-o repetidamente para a frente e para trás, subi-o e desci-o vezes sem conta. E nada. Dancei, disse piadas, frases de amor, cantei em falsete, de tudo fiz. E nada. Cheguei, inclusivamente, a praticar respiração boca-a-almofada. E nada. Iludi-me, atirei para os olhos a areia que inconscientemente trazia no carro, numa vã esperança de com isso te trazer comigo e aos dias de férias passados. Só então percebi que não havia volta a dar. Por mais que tentasse, não estavas, não vinhas. Finalmente percebo o porquê de lhe chamarem lugar do morto.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Room for more

Vendo bem as coisas, não mudou nada. Nunca me fui embora, nem nunca irei. Se bem que, sentindo-as melhor, mudou tudo.

Não concordo com os que dizem que não podemos voltar ao sítio onde fomos felizes. Às vezes, não só podemos como devemos voltar lá. Só é preciso que haja espaço para mais. E assim se explica tão desafinada cantoria matinal.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

As primeiras palavras de João Pereira, quando recuperou do traumatismo craniano?

"Foda-se, ainda me lembro de quem sou."

Mmmmf mmmff

Os pêssegos deviam ser vendidos juntamente com alguns pares de tampões para os ouvidos. Pelo menos, desconfio que o meu colega de gabinete era pessoa para incentivar e até fazer campanha pela ideia. Digo isto porque não me parece que nutra especial interesse pelo mmmf mmmf que estive a fazer durante os últimos cinco minutos. Aliás, vai-se a ver, e existe uma relação de proximidade intrínseca entre o mmmmf mmmf dos pêssegos e a flatulência debaixo dos lençóis: são tão bons, que não foram feitos para serem partilhados. E sim, eu sei que consegui estragar o vosso próximo pêssego. Ter este poder é giro.

Machado de Assis

Comecei devagar. Três dias depois, discutindo-se o orçamento da justiça, aproveitei o ensejo para perguntar modestamente ao ministro se não julgava útil diminuir a barretina da guarda nacional. Não tinha vasto alcance o objeto da pergunta; mas ainda assim demonstrei que não era indigno das cogitações de um homem de Estado; e citei Filopémen, que ordenou a substituição dos broquéis de suas tropas, que eram pequenos, por outros maiores, e bem assim as lanças, que eram demasiado leves; fato que a história não achou que desmentisse a gravidade de suas páginas. O tamanho das nossas barretinas estava pedindo um corte profundo, não só por serem deselegantes, mas também por serem anti-higiênicas. Nas paradas, ao sol, o excesso de calor produzido por elas podia ser fatal. Sendo certo que um dos preceitos de Hipócrates era trazer a cabeça fresca, parecia cruel obrigar um cidadão, por simples consideração de uniforme, a arriscar a saúde e a vida, e conseqüentemente o futuro da família. A Câmara e o governo deviam lembrar-se que a guarda nacional era o anteparo da liberdade e da independência, e que o cidadão, chamado a um serviço gratuito, freqüente e penoso, tinha direito a que se lhe diminuísse o ônus, decretando um uniforme leve e maneiro. Acrescia que a barretina, por seu peso, abatia a cabeça dos cidadãos, e a pátria precisava de cidadãos cuja fronte pudesse levantar-se altiva e serena diante do poder; e concluí com esta idéia: O chorão, que inclina os seus galhos para a terra, é árvore de cemitério; a palmeira, ereta e firme, é árvore do deserto, das praças e dos jardins.
Memórias Póstumas de Brás Cubas

Devorem Machado de Assis. E se não gostarem de ler em "brasileiro", azar, habituem-se. É que este gajo não escrevia em "brasileiro", mas sim na língua universal dos génios. Como se isso não fosse suficiente, ainda fazia malabarismo com palavras, dogmatizava o indogmatizável e discorria sobre o indiscorrível, como no trecho acima. Só assim, aliás, conseguiu elevar duas histórias potencialmente desinteressantes a obras-primas. E agora, depois de O Alienista e Outros Contos, Dom Casmurro e o já citado Memórias Póstumas..., segue-se o Quincas Borba, personagem desta última obra que deu em livro.
Lobo Antunes deve ter razão: o livro é, efectivamente, um ouvinte, que está ali ao serviço do leitor. Só assim consigo explicar que, ao ler a história de Brás Cubas, desse por mim a pensar que a vida de Quincas Borbas, personagem secundária daquele livro, daria um livro espectacular, para depois constatar que Machado de Assis pensou da mesma forma me ouviu. How cool is that?

My own personal Soma

Da minha experiência pessoal, concluo que devias ser partilhada, pelo menos 9 dias por ano, com o mundo inteiro, num L por Portugal. Conhecesse-te Huxley, e a Soma talvez tivesse merecido um nome diferente.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Gone went gone

Três dias aí,
Três dias ali.
Seis dias de ti,
O que é que ainda fazemos aqui?
Idem Ibidem

Islândia


To do list:

You, me, Iceland. Alguém quer vir?

Sou menino para ficar a ouvir isto o dia inteiro. E a dançar sentado, com uma ligeira ginga, a mexer um ombro de cada vez, de sobrancelhas levantadas e cara meio espantada, como quem pergunta "o que é isto?".

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Peter Pan



This blog used to have rythm / can't stop the rythm.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Formentera: relato de viagem

A todos os que estão a pensar ir a Formentera, eis a minha experiência de viagem:

Para lá chegar, é uma chatice. Duas longas viagens de avião aviões, um barco - perigoso - onde os passageiros são forçados a remar à vez, horas de espera no aeroporto, enfim, uma viagem interminável. Podia a enorme chatice que é a jornada ser compensada pela oferta da ilha, mas não.

As praias, são poucas, pequenas e de calhau. Vá lá que não se perde grande coisa, porque o tempo mais parece o de São Martinho: frio, chuvoso e ventoso. Após todos estes anos, descobri finalmente onde é que o Inverno faz férias nos dias bons de Salgados. Por outro lado, ainda bem que assim é, porque se sol houvesse, não havia maneira de fugir ao calor. O mar é tão picado que mais parece que Formentera se encontra situada em pleno mar alto, algures na Escandinávia (sem suecas). Se tiverem um barco e se quiserem aventurar por aquelas bandas, sugiro que contratem o Russell Coutts. E a água era quente, ao menos, Rosé Mari? É questão de perguntar aos tubarões-brancos que por lá vi de gorro e luvas.

Mulheres, nem vê-las, exceptuando as praticantes de halterofilismo e lançamento do disco que por lá se passeavam, sisudas e consternadas, caso estas se tivessem decidido a fazer o bigode. Igualmente agradáveis - e conversadoras - eram as suas companhias: inúmeros cidadãos do leste, em quantidade bastante superior do que as suas conterrâneas, acabados de cumprir o serviço militar e com aquele sorriso caloroso que só a vivência num regime comunista consegue oferecer.

E se lerem isto já com bilhete marcado para Formentera, levem comida. A menos, claro está, que o vosso paladar nutra especial predilecção por salsicha com couve lombarda. Longe de mim ser injusto: há boa salsicha com couve lombarda em Formentera. Comi, inclusivamente, uma das melhores mousses de salsicha com couve lombarda de toda a minha vida. Pedia-se, contudo, um bocado mais de imaginação do ponto de vista culinário. Ah, não se esqueçam também de levar bebida. Se bem que, disseram-me lá, água com cal faz bem ao organismo. Por outro lado, a mistelgada com sensivelmente 70% de álcool e de nome quase impronunciável sai, feitas as contas, bastante económica. Pena é que só esteja à venda, de forma racionada, entre as 10 e as 11 da manhã.

Por fim, aconselhava ainda que a viagem fosse feita com um grupo grande. Claro que poderão sempre travar amizade com as baratas que lá se encontram a banhos. Vai-se a ver, e são dos seres mais faladores - e irrequietos - que poderão ter a sorte de encontrar na ilha. Ia-me esquecendo, levem colunas, mas não ponham a música muito alto a partir das 10:30, que os polícias são um bocado chatos com o recolher obrigatório. Despertador é que não precisam, a não ser que acordem antes das 6:30, hora em que os altifalantes da ilha entoam o hino regional.
No meio disto tudo, o melhor mesmo são os domingos de regresso, que quase chegam a dar vontade de repetir a viagem outra vez.

E pronto, this is Formentera in a nutshell.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Worth every second of the wait.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Quem quer ganha

O bagulho é simples: certo dia, andava eu em passo diletante pelas ruas de Lisboa, quando me apercebi de uma donzela em apuros. Aproximando-me, fiquei de imediato deslumbrado com a sua imensa nobreza e beleza, sentimentos esses que logo deram lugar a uma enorme comoção, ao assistir a tão bela sílfide, de aspecto seráfico, a reclamar para si a propriedade de uma mota que se encontrava em concurso. Ao ver-me, clamou:

- Oh, nobre cavalheiro, cuidai vós de me auxiliar em tão temerosa demanda?
- Claro que sim, formosa chavala. - respondi.
- Gentileza como a vossa é rara nesta praça, onde me encontro a suplicar aos deuses, na esperança de que as minhas súplicas sejam ouvidas e que a Fortuna me presenteie com tamanha dádiva motorizada. - bradou.
- Mas, oh esbelta rapariga, como poderei eu, que mais não sou do que um simples mancebo, ajudar-te em tarefa de traquejados cavaleiros? - inquiri.
Responde-me ela: elementar, meu mancebo extraordinariamente atraente. Diriges-te à página http://www.rexonaf4e.com/, seleccionas "Galeria", e votas nesta fotografia:



- Pensas tu, elegante princesa, que com um simples voto poderei trazer o calor pelo qual a tua alma anseia? - perguntei.
- Com um, não, mas com algumas centenas, certamente verás a minha alma rejubilar e, com isso, o brilho nos meus olhos e sorriso. Podes votar as vezes que quiseres. E um truque: quando votares, carrega no f5, que a página faz refresh, e podes voltar a votar! - explicou-me, sem hesitar.
- Que assim seja, se Deus quiser. Não percamos mais tempo, que a votação termina no sábado. Alahou, Alazão. A salvar esta donzela!

E nisto vim aqui parar. Pois bem, rapaziada, a história, como vêem, é simples: vão a este site, dirigem-se à Galeria e votam na fotografia com o nome de Mariana Dias. Várias vezes. Todos os dias. Sempre que cá vierem. É só fazerem refresh. Eu não sou de ameaças, mas se a fotografia não for a mais votada até sábado, nunca mais escrevo aqui. E também não sou de promessas, mas se a donzela ganhar a mota, ofertarei aos leitores deste blog algo de muito especial, dentro das minhas modestas capacidades intelectuais, claro está. Obrigado.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

É o chamado tilt humorístico



Vem e apaga a luz fecha a boca
Que o amor é cego meu bem.

Gabriel o Pensador (covered by Floribela)

Must.make.more.jokes. Too.many.ideas. Cannot.stop.laughing.inside. Must...tilt.

Once upon a 19 July

Para ser grande, sê inteiro

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.


Ricardo Reis

Algures no Castelo, reina um Sonho, acompanhado apenas de laboriosas vespas. Alto, bem alto, tão alto que o lugar só se alcança após subir uma escada de caracol.

Lá chegou de noite, meio adormecido e com cheiro a mar, como bom sonho que era. «Só acordas quando as pessoas forem dormir», ensinaram-lhe, ainda quando era miúdo, na EB 2,3 dos sonhos onde estudava. E ele, o Sonho, jamais esqueceu essa importante lição.

Passou o grande portão encarnado e, entrando no palácio, serpentou por entre labirintos perdidos no tempo até encontrar a escadaria cujo nome se fica a dever, não só à sua forma, mas também à inevitável languidez com que a subida se processa. Galgou a dita escada e, uma vez nos seus aposentos, o primeiro que fez foi conhecer os cantos à grande casa - todos os sonhos têm uma casa. Só depois se instalou, quando ganhou consciência de si mesmo. Porque os sonhos também crescem.

E por lá ficou, desde então e até hoje, verdadeira majestade onírica, senhor absoluto do que já foi, do que estava a ser e do que há-de vir, a aguardar pacientemente, porque certo, o regresso daqueles que por lá passaram com ele.

Belmonte, esse.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Ho chi mi


Or like they say it back here, Ho chi mi...obrigado. Can't say it enough.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Pista

PARVO Hou daquesta!

DIABO Quem é?

PARVO Eu soo.
É esta a naviarra nossa?

DIABO De quem?

PARVO Dos tolos.

DIABO Vossa.
Entra!

PARVO De pulo ou de voo?
Hou! Pesar de meu avô!
Soma, vim adoecer
e fui má−hora morrer,
e nela, pera mi só.

DIABO De que morreste?

PARVO De quê?
Samicas de caganeira.

DIABO De quê?

PARVO De caga merdeira!
Má rabugem que te dê!

DIABO Entra! Põe aqui o pé!

PARVO Houlá! Nom tombe o zambuco!

DIABO Entra, tolaço eunuco,
que se nos vai a maré!

PARVO Aguardai, aguardai, houlá!
E onde havemos nós d’ir ter?

DIABO Ao porto de Lucifer.

PARVO Ha−á−a...

DIABO Ó Inferno! Entra cá!

PARVO Ò Inferno?... Eramá...
Hiu! Hiu! Barca do cornudo.
Pêro Vinagre, beiçudo,
rachador d’Alverca, huhá!
Sapateiro da Candosa!
Antrecosto de carrapato!
Hiu! Hiu! Caga no sapato,
filho da grande aleivosa!
Tua mulher é tinhosa
e há−de parir um sapo
chantado no guardanapo!
Neto de cagarrinhosa!

Furta cebolas! Hiu! Hiu!
Excomungado nas erguejas!
Burrela, cornudo sejas!
Toma o pão que te caiu!
A mulher que te fugiu
per’a Ilha da Madeira!
Cornudo atá mangueira,
toma o pão que te caiu!

Hiu! Hiu! Lanço−te üa pulha!
Dê−dê! Pica nàquela!
Hump! Hump! Caga na vela!
Hio, cabeça de grulha!

Perna de cigarra velha,
caganita de coelha,
pelourinho da Pampulha!
Mija n’agulha, mija n’agulha!

A propósito de Jamie Lidell



Viver um dia de cada vez quando se pode viver uma vida de cada vez? Na, para isso não contem comigo. Pelo menos, não com Dias assim.

Musical Whiskas


Não disse isto a ninguém, por isso mantenham o segredo, mas quando começar no sábado a ouvir a voz de Ezra Koenig, algures numa aldeia ao pé de Sesimbra, eu vou ser um gajo extraordinariamente feliz. Quão feliz? Extraordinariamente. Quanto é extraordinariamente feliz? Basicamente, no festival que se avizinha, os Vampire Weekend são os meus Whiskas Saquetas musicais. E tudo o resto, a menos que os orgasmos radiofónicos do locutor da Radar sempre que fala de Grizzly Bear se revelem justificados, é um gigante Blá Blá Blá, com uns acordes de guitarra e umas batucadas pelo meio.

Acreditem que é verdade quando vos digo que ainda vamos dizer aos nossos filhos que tivemos a sorte de ver os Vampire Weekend ao vivo. E que vê-los foi extraordinariamente feliz.

E por falar em feliz, feliz é uma palavra bastante infeliz.

É verdade, quem conseguir que faça o esforço de estar na sexta-feira, pelas 19:00, no SBSR. Ou muito me engano, ou Jamie Lidell vai proporcionar um belíssimo blá blá blá.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Financial Times Special Report on Portugal

Financial Times Special Report on Portugal.

This is how we're seen from the outside. Worth the read.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

The Maccabees


Hoje, no Optimus Alive, a não perder. A julgar pelo tempo que a manhã demorou a passar, as 19:15 hão-de chegar daqui a umas 12 horas. Até lá, (des)espero por tudo aquilo a que quero ter direito hoje à noite.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Mundial 2010

Messi? Ronaldo? Kaká? Onde estão eles? Surpresa? A meu ver, não. De um lado, temos uma selecção onde 90% dos titulares jogam em duas equipas, e cujo núcleo duro joga junto, entre camadas jovens e selecção, há mais de uma dezena de anos. Do outro, temos dois dos grandes responsáveis - Sneidjer e Robben - pela final algo atípica deste ano da Champions. A Argentina, ao deslocar-se para a África do Sul sem um seleccionador, correu demasiados riscos: um bom jogador de futebol não significa, necessariamente, um bom treinador. O Brasil, esse sim, poderia ter feito mais: mas Fabiano não é o Fenómeno e Kaká foi paulista preguiçoso e desinspirado, não Gaúcho.

As surpresas positivas acabaram por ser, a meu ver, o Uruguai e a Alemanha. No entanto, se num caso não dava para mais, no outro Xavi, Iniesta, Alonso e Busquets fizeram um quadrado que secou brilhantemente as contra-ofensivas germânicas. Mérito a Del Bosque, que percebeu que o ponto forte desta equipa estava na maneira como, com não mais de três passes, conseguia pôr dois/três jogadores em situação de golo. Daí, if you ask me, o jogo ter sido tão cínico. A Espanha teve a bola, como já se esperava, mas teve-a 20 metros mais atrás do que costuma ter, para se resguardar. E quando menos se esperava, o pequeno Puyol serviu-se dos seus cento e setenta e oito (!) centímetros para saltar mais alto do que toda a gente e fazer a diferença.

E agora? Gostava que ganhasse a Holanda: Sneidjer, Kuyt - jogador que aprendi a admirar - e Robben merecem. Mas, infelizmente, não me parece. O estilo de jogo de ambas as equipas é parecido - o que se compreende, uma vez que esta fornada catalã é muitíssimo influenciada pelas ideias de Cruyff -, mas a Espanha fá-lo melhor que a Holanda. De qualquer das formas, vai ser uma final aberta, com golos e espectáculo, que é o que se quer.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Foda-se Cardozo (afinal não)



A história conta-se num vídeo e em meia dúzia de palavras. Larissa Riquelme, avantajada adepta do Paraguai, prometeu que, caso o Paraguai ganhasse à Espanha nos quartos-de-final, abraçaria o naturismo em plena praça pública. Note-se, aliás, a maneira blasé como respondeu ao entrevistador, neste vídeo:


À pergunta do entrevistador:

«Para mi Larissa, con todo respecto, tu no tienes que decir "yo me desnudo si llego a final, no antecipes hasta la semi-final".

Respondeu Larissa:

No, creo que es igual, me voy a desnudar en la semi-final o en la final, me dá igual.»


Pois bem, depois da eliminação de Portugal, se mais razões fossem necessárias para torcer pelo Paraguai, eis que Larissa se encarregou de transformar a população masculina heterossexual mundial numa gigante hincha paraguaiana(*). De repente, qualquer homem (*1) passou a ser capaz de entoar a plenos pulmões o hino daquele país e de sentir um complexo de inferioridade relativamente a todos os outros países sul-americanos e a Espanha, só comparável ao da Bolívia (*2).

Posto isto, qual seria a atitude de qualquer pessoa esclarecida (*3) quando, aos 56 minutos do jogo dos quartos-de-final, visse o árbitro a apontar para a marca de grande penalidade, na sequência do puxão de Piqué (tão óbvio, que só pode querer dizer uma coisa: Piqué queria perder o jogo, o que se compreende (*4)) ao Tacuara? Para além de marcar - se já lá não estivesse -, de imediato, um bilhete de avião para Asunción? (*5) Obviamente (*6), socorrer-se de todos os meios, lícitos e ilícitos, para impedir que Oscar Cardozo pensasse sequer que tinha o direito de marcar aquele penalty. Aliás, quando tanto se fala da homossexualidade de Joachim Low, seleccionador alemão, não percebo como é que ninguém ainda alcançou que se há treinador roto na África do Sul, é Gerardo Martino, seleccionador paraguaiano. Ao que parece, assim que viram o Tacuara a pegar na bola, centenas de milhar de benfiquistas (*6) lançaram-se, debalde, rumo ao estádio, tentando evitar o inevitável. Jesus, na sua vivenda na Costa, dizia "foda-se este gajo aqui não, uma coisa é a Superliga ou a Champiôs Liga, outra é a Clarissa".

Quando Cardozo fez aquilo que 6 milhões de benfiquistas já esperavam, ou seja, falhar o penalty, a desilusão foi geral (*7), incluindo nas hostes espanholas. Piqué, frustrado, levou as mãos à cabeça. No final do jogo, a comoção era ainda mais notória, no Paraguai e um pouco por todo o lado. Consta, aliás, que o próprio Villa levou uma carga de porrada no balneário pelo golo que marcou, a começar pelo Piqué - desfeito em lágrimas - e a acabar na Sara Carbonero.

Quando todos (*7) ainda choravam a derrota paraguaiana, eis que Larissa, num gesto magnânimo, revela que, não senhor, se vai descascar à mesma, para premiar o esforço dos jogadores do Paraguai. Cardozo, e grande parte dos homens deste mundo (*8), agradecem. Como se isso não chegasse, a menina Riquelme não foi de modas, e fê-lo já hoje. Tenho, aliás, para mim, que se os jogadores do Paraguai não se tivessem esforçado, Larissa diria que tiraria as roupas por terem chegado aos quartos-de-final. Mais, arrisco dizer que se o Paraguai não tivesse ido ao Mundial, Larissa prometeria despir-se caso o certame fosse na África do Sul e, pelo menos num jogo, algum jogador de qualquer selecção tocasse na bola com o pé direito. À atenção da classe política portuguesa: esta senhora cumpre as suas promessas, mesmo que os outros não façam a sua parte. E, já agora, também à atenção de todos os fabricantes de bolsas para telemóveis: há outras maneiras de ter o telemóvel à mama mão.


* Declaração: O autor deste blog, não se revendo no sentimento generalizado que o anúncio em questão provocou nos quatro cantos do mundo, gostaria de deixar registado o seu protesto incondicional e irrevogável a propósito desta atitude deplorável da cidadã paraguaiana Larissa Riquelme. Mais, aproveita o presente escrito para condenar, de forma veemente, o exibicionismo demonstrado em não mais do que uma ou duas fotografias da referida senhora a que o autor - por intermédio de terceiros, note-se - teve acesso, nas quais esta se exibe, na pior das hipóteses, com um inadmissível e pornográfico decote. Adicionalmente, considera que esta atitude não contribui para a dignificação da mulher, constituindo um passo atrás na luta pela sua valorização enquanto membro intelectualmente activo e participativo da sociedade hodierna. Por fim, e salientando a vergonhosa configuração maxilar de Larissa Riquelme e a sua fraquíssima capacidade de dicção, o autor não quer deixar, em jeito de antecipação, de elucidar ainda as más-línguas de que a presente declaração foi elaborada de forma absolutamente livre e esclarecida, sendo totalmente alheia ao facto de a sua namorada frequentar o presente blog.
*1 repete-se, ipsis verbis, o referido na primeira nota.
*2 repete-se, ipsis verbis, o referido na primeira nota.
*3 repete-se, ipsis verbis, o referido na primeira nota.
*4 repete-se, ipsis verbis, o referido na primeira nota.
*5 repete-se, ipsis verbis, o referido na primeira nota.
*6 repete-se, ipsis verbis, o referido na primeira nota.
*7 repete-se, ipsis verbis, o referido na primeira nota.
*8 repete-se, ipsis verbis, o referido na primeira nota.

Doris Days


But you...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

PT, Telefónica e Vivo: Now what?

Muito se podia dizer aqui sobre este assunto. Opinar sobre o mérito do negócio, analisar a estratégia de cada uma das partes envolvidas, comentar o uso da golden share, and the list could go on.

No entanto, parece-me que o mais importante, agora, sobretudo do ponto de vista da utilidade marginal deste blog fraquinho, é esclarecer o que se vai passar a partir do dia 8 de Julho, dia em que o Tribunal de Justiça da União Europeia se vai pronunciar sobre a golden share que o Estado tem na PT.

Ponto prévio: todo o raciocínio assenta na premissa de que o Tribunal vai declarar que a golden share na PT, tal como está estruturada, constitui uma violação, pelo Estado, dos princípios da União Europeia de livre circulação de capitais e de liberdade de estabelecimento. Sinceramente, não vejo as coisas a ocorrerem de outra forma, quer pelo historial de decisões do órgão jurisdicional em casos semelhantes, quer pela opinião do advogado geral - figura associada ao Tribunal que emite pareceres, prévios à decisão, com poderes meramente consultivos -, quer pela análise que faço do caso. À cautela, não se fiem neste último argumento, que destas mãos sai muita estupidez, mas sim nos dois primeiros.

Declarando o Tribunal que a golden share na PT constitui, efectivamente, uma violação do Tratado, o que acontece? Num mundo perfeito, a Alessandra Ambrósio passaria a fazer strips diários no Marquês de Pombal, acompanhada da Heidi Klum e da Monica Bellucci (de há cinco anos), em jeito de protesto, até o Estado acabar com a dita acção d'oiro. E porque é que eu digo isto? Enganam-se - ainda que moderadamente - aqueles que pensam que faço esta sugestão apenas por gostar bastante da Praça do Marquês. Sugeri-o, apenas, porque é mais provável que isso aconteça do que a golden share acabar nos próximos tempos.

"Mas a decisão não é de um Tribunal?", perguntam. É sim, respondo. Sucede, contudo, que não há nenhuma sanção directa/imediata em caso de não-cumprimento, pelo Estado, da referida decisão. Por isso, apesar de o Estado estar obrigado a pôr termo à violação do Tratado - isto é, à golden share -, caso não o faça a Comissão terá de iniciar outro procedimento judicial para que lhe seja aplicada uma multa, que pode ser fixa ou diária até ao fim / correcção da golden share. Até lá, zero, ziltch, nada, népias de consequências jurídicas. E isto não é brincadeira nenhuma: estamos a falar, na minha modesta opinião, de pelo menos um aninho de despe-despe e luxúria gratuitos no centro de Lisboa.

Isto faz sentido? O Tribunal não deveria ter meios ao seu dispor para pôr termo imediato à situação? Mais ou menos. To put it mildly, chamemos a este aparente non-sense "consequências inevitáveis da salvaguarda do equilíbrio entre a soberania dos Estados-Membros e os poderes da União Europeia". Assim, o Tribunal da União Europeia, enquanto guardião do Tratado, mais não pode fazer do que declarar se um determinado Estado-Membro está ou não em violação do mesmo, e aplicar sanções pecuniárias caso essa situação não seja corrigida. Para garantir os direitos dos particulares e analisar a validade de um acto concreto à luz do ordenamento interno e da União Europeia, existem os tribunais nacionais.

Resumindo, o que vai acontecer a partir de 8 de Julho? Se José Sócrates decidir fazer birrinha, nada.

Air - All I need


This song has the rare ability of taking you to places. E é música que encaixa em qualquer altura do dia. Na alvorada, à tarde, no lusco-fusco, à noite...se bem que, em boa verdade, outra coisa não seria de esperar.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Um já está

Para os mais distraídos, a contratação de Roberto, para além de ter significado um risco, quis dizer outra coisa: que Di Maria já estava vendido. Ou muito me engano, ou, como já tinha referido, o negócio vai andar pelos 30 milhões mais objectivos e, eventualmente, a cedência de um canterista madrileño.
Resta é saber quem é o outro jogador, cuja venda tem sido mantida no segredo dos deuses. Inclino-me para David Luiz, também a rondar os 25/30 milhões. E digo mais: já deve estar praticamente fechada.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Macbook, at last. E agora, mãos à obra.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Sandolelo

A história começa num bairro na zona das Olaias, com um rapaz de 20 anos que se perdeu de amores por uma jovem da família Cabral de 19 anos. A tradição despertou a ira da comunidade cigana. Os casamentos mistos nunca foram bem aceites e mesmo aqueles que os levaram adiante, é frequente serem votados ao ostracismo. Os jovens não aguentaram a pressão e fugiram para longe.

Os últimos dias de Maio e o início de Junho tornou-se, segundo os familiares do jovem, "um inferno". O nome de família bastou para serem agredidos na rua e insultados quando permaneciam nas suas casas. O facto das duas famílias viverem na mesma Rua Fábrica das Moagens, a principal do bairro, só piorou o conflito.

Há muito que agentes das brigadas PSP estavam atentos quer às queixas, quer à possibilidade de existirem armas. Pouco passava das sete da manhã de quarta, quando elementos à civil das brigadas de investigação criminal da 5ª Divisão da PSP de Lisboa entraram em algumas casas da família Cabral e apreenderam três espingardas de caça, dois revólveres, uma pistola, uma pressão de ar, munições, um sabre turco e ainda 80 gramas de haxixe e duas de cocaína. As buscas decorreram no bairro e no Montijo.


Realmente, a situação é chocante. Anda o Sandokan exilado nas Olaias e ninguém avisa o James Brooke...vá lá que lhe tiraram o sabre.

The title is self-explainatory



Finalmente, cinema português de altíssimo gabarito!

A year has gone by (and what a year)



Sabias que faz hoje um ano que o Michael Jackson morreu? E desta vez, sem afastamintos (digo-te isto ao ouvido).

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Tis a strange world cup my friend


Este sim, poderia ter sido o hino do Mundial. Ou, então, qualquer música de The Very Best (The Very Best!) Amadou e Mariam, Rokia Traoré ou Tinariwen (estes dois últimos, a precisarem de alguma coisa que animasse a música é certo, mas a música e as cicatrizes do sofrimento africano estão lá)...porque até eu tenho mais de africano do que a Shakira.

We'll never run out of gas.

terça-feira, 15 de junho de 2010

O perigo do Mundial

Leio, nos jornais, que o Benfica só está interessado em vender o Di María por 40 milhões de euros. Mais, no Record, é dito ainda que Florentino Pérez já chegou aos 35 milhões de euros, mas que os dirigentes benfiquistas se mantêm intransigentes. Abaixo do valor da opção de compra, nem pensar.

Pois bem, a ser verdade esta informação, não acho que a jogada seja especialmente inteligente, porque quem está a assumir o risco do Mundial é o Benfica. Com efeito, se a proposta está nos 35 milhões de euros, temos dois cenários possíveis:

Cenário 1 - O Di María faz um Mundial épico.

Cenário 2 - O Di María não faz um Mundial épico.

No cenário 1, bastará ao Real Madrid subir a oferta em 5 milhões de euros, uma vez que o interesse do jogador na transferência é público. Já no cenário 2, será difícil convencer os merengues a raisar a oferta. Aliás, o mais provável é que o clube espanhol se sirva de exibições menos conseguidas do argentino para fazer baixar o preço, argumentando que o risco do investimento assim o aconselha e justifica. Até porque, em bom rigor, 35 milhões de euros é muito dinheiro por um jogador que, pese embora seja internacional argentino, é-lo numa equipa treinada por Maradona, e ainda só fez uma época fenomenal.

Assim, ao protelar a transferência, o Benfica pode, com isso, (i) ganhar, no máximo, 5 milhões de euros, ou (ii) ver a oferta reduzida, sabe-se lá para que valores. E este risco, o risco do Mundial a que me referi, não me parece que seja compensatório, pelo menos em termos abstractos, para o Benfica. Pus de lado cenários limite, como o interesse desaparecer ou a oferta disparar para valores acima do valor de opção, porque não me parecem prováveis.

Digo isto, porque sou dos que acredita que o Mundial não é bom para inflaccionar negócios em curso, pelo contrário, até porque de um jogador que esteja com a cabeça no seu futuro profissional e consciente de que as suas exibições no certame - que, já de si, é fonte de pressão suficiente - poderão influenciar decisivamente a sua cotação numa negociação em concreto, não são de esperar grandes exibições. Let's just hope I'm wrong.

É possível que o Real Madrid ofereça os 40 milhões de euros? Claro que é. Mas os 5 milhões de euros de diferença falados são claramente "mais caros" para o Benfica do que para o Real.

Memória futura


Juan, num alpendre, aos toques numa bola, indiferente à voz que vem chegando, cada vez mais ofegante, vinda lá de dentro.
- Juan, Juan, anda cá ver isto.
- Quem é que fez isso, a Vera??
O fim da pergunta coincide com o barulho de passos frenéticos a aproximarem-se, e com eles vem também uma voz, mais uma, outra.
- Zé Maria, dá cá isso!
- Que chata, Vera!
E nisto, chegam Miuky e Cereja. E a história continua.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

They starve in Ivory Coast and Korea DPR

Assim de repente, a única coisa boa deste grupo do Mundial é que limita bastante a típica piadinha gastronómica.

Vai daí, o caminho pode ser outro: "vimo-nos negros, ficámos de olhos em bico, [inserir situação associada à equipa defrontada], mas chegámos aqui".

Já que não os podes vencer...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Memórias de uma Geisha


Memórias de uma Geisha ou, em boa verdade, Karaté Kid para miúdas. A fórmula é exactamente a mesma, com a diferença que o Daniel-San não muda de nome vinte e cinco vezes durante o filme, ao contrário de Chyio/Sayuri/Nitta Sayuri/Sayuri com Sono, e o Myagi não tem mamas. Deve ter poucas crises de identidade, uma geisha, deve deve.

Curiosamente, o efeito que esses filmes têm em mim é o mesmo - à semelhança, aliás, do que aconteceu depois de ver o Último Samurai: uma vontade enorme de largar tudo e fazer o Japão de uma ponta à outra, perdido na convivência entre as tradições milenares japonesas e as influências ocidentais recebidas. Only, this time, with company.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Aplauso condicionado

Teresa e Lena realizam hoje primeiro casamento ‘gay’ em Portugal

Nada contra, tudo a favor, desde que frequentem uma certa piscina.

Ne variestu

Pouco importa para onde vamos; o que importa é o sentimento que nos move, o vento que nos empurra, aquele pequeno nada que nos dá vontade de fugir de tudo, menos de nós.

Vindos do Norte, vindos do Sul. Pouco importa de onde vimos ou voltamos; o ponto de encontro é o mesmo, que por nós lá espera, imóvel e imutável como só os melhores amigos o sabem ser, porto de abrigo de desejos e confidências, refúgio que aumenta de tamanho a cada passagem. Como esse, outros há, and there's plenty of room for them to grow, until the day they'll eventually touch each other.

Porque o melhor, o que vale a pena, não é a chegada. É o caminho. A eterna vontade de viagem. E quando assim é, pouco importa o que ouvimos. Que varie tudo, menos tu.

sexta-feira, 4 de junho de 2010


Os Campesinos deste ano no Optimus Alive: Local Natives, confirmados hoje para o festival. My personal bet.




Isto chega? Ainda por cima, é ecológico! Green is the new black, some illuminati would say.

Mais um, just in case:

terça-feira, 1 de junho de 2010

Go long. Eu trato do espaldar.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Simian Mobile Disco

Samps,

Para não dizeres que já não ponho sons aqui:



This is pretty much all you need to know! A não perder, no Optimus Alive.

Menos...muito menos. E agora arranca, ressabiada.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Di Magia

- Luis Filipé?
- Hola Florentino, que tal?
- Pués muy bien, y tu? Mira...estoy aqui con el mejor entrenador de vuestro país y...
- Qué? Porqué estás con Jesus coño hijo puta imbecil??
- Calma Luis Filipé...estoy hablando de Mourinho.
- Ah, ese.
- Te decía que estoy aqui con Mourinho y hablábamos de como nos gustaría muchisimo fichar un jogador de Benfica.
- Quién?
- El argentino, Di María. Quanto vale, 30 kilos?
- No...Di María tiene casi 70 kilos. Descobrió el Cerelac. Coentrão lo presentó.
- Qué dices hombre?? Estoy hablando del importe que tendremos de pagar para ficharlo.
- Ah...pués entonces, 40 milliones de euros.
- Cuanto?
- Un momento, que el tío está jugando contra el Canadá.

- 50 milliones.

(e note-se na reacção do Maradona, não de treinador mas de pai babado com o golo que o puto acabou de marcar. Não se ouve, mas nos festejos diz, entre dentes, "sacana do puto...")

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Norris who?



Liam, depois, quando te der jeito, achas que consegues tirar o Steven Seagal e o Chuck Norris do teu bolso pequeno das calças e deixar os gajos fazer mais um ou outro filme e / ou série? Sob tua supervisão, obviamente. Obrigado por seres o maior boss de sempre. E que saudades de um filme destes, ainda por cima visto assim. Thanks to you too, I guess.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Nike ad(dicted)


Melhor anúncio de sempre da Nike. Period.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Song of the day


Every dollar counts
And every morning hurts
We mostly work to live
Until we live to work

She said, "You know, there's nowhere else to go."
But change in rolls
It struck me that the two of us could run

Words away from cars
And all the stars in bars
Where a little bit of condensation means so much
And a little bit of change is all your little fingers touch

I said, "You know, there's nowhere else to go."
But change in rolls
It struck me that the two of us could run

Cause honey with you
Is the only honest way to go

(music goes on, but we're not there to listen to it anymore)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Joke of the moment

Discussing the environment with his friend, John asked, “Which of our natural resources do you think will become exhausted first?” “The taxpayer”, replied his friend.

sábado, 15 de maio de 2010

At your service, m'am.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ibrahimovamos a mi casa con tu hermana


O facto de a resposta ser em italiano ainda melhora as coisas.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Vamos Atleti

Detesto o Quique; adoro o Simão; fico maluco com a afición do Atleti (claramente a melhor, se não a única, de Espanha) e com os anúncios do clube, como já tive de oportunidade de deixar bem claro aqui. Posto tudo isto na balança, mais isto...



vamos Atleti!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Carrega meu Vafica...

Fez-se justiça na Luz. A melhor equipa deste campeonato foi campeã, sem margem para dúvidas, com 5 pontos de vantagem e o melhor marcador. Agora, é reforçar as bases que sustentaram o crescimento verificado nesta época e, com sorte e engenho, talvez estejamos a assistir ao começo de uma nova era no futebol português. Felizmente.

A partir de hoje, e julgo que nos próximos tempos, quando passarem pelo Marquês, olhem lá para cima, e tentem perceber como é que ele chegou lá. Eu, que assisti à colocação da bandeira, gostava de conseguir perceber como é que se processou a descida do leão. Aliás, ainda tentei dar uma volta à rotunda para ver se o via a descer, mas fiquei ligeiramente enjoado. Cá para mim, trata-se de um cidadão que reside, desde a inauguração da estátua, em 13 de Maio de 1934, com a sua família, incumbido exclusivamente da colocação daquela bandeira em dias de festa da nação benfiquista. Ermita do Marquês, chamar-se-á certamente.

Mas o melhor da festa, melhor do que os dois golos do Tacuara, os festejos efusivos de Kaz Martins, a corrida apoteótica de Jesus para levantar a taça, e o prazer de assistir, em pleno Marquês, a Di María, Aimar, Javí Garcia, Luisão e Saviola a cantarem, a plenos pulmões "SLB, SLB, SLB, GLORIOSO, SLB", e outros cânticos que tal, foi o regresso a casa, com o serviço VIP Carris a demonstrar que não é à toa que é líder incontestado de mercado, com monopólio de índole perpétua e uma atenção, mesmo a altas horas da noite, reveladora do porquê de arrasar a concorrência. Diz, aliás, que a frota vai ser melhorada muito em breve. O cliente agradece, sem no entanto perceber como é possível melhorar o imelhorável.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Cada um vê o que quer

Benfica não tem dimensão moral.

Exemplo mais cabal de um chorrilho de argumentos ad hominem não podia haver: estratégia, aliás, brilhantemente usada, com frequência, pelo principal clube da cidade do Porto. Não se desmentem os factos, questiona-se a legitimidade de quem os trouxe à baila.

E a parte melhor, é esta: «este campeonato será para sempre recordado por túneis e pelas decisões da Comissão Disciplinar». Peço desculpa, mas eu prefiro lembrar-me deste campeonato, qualquer que seja o resultado final do mesmo, como o campeonato das arrancadas estonteantes de Di Maria, das desmarcações geniais de Aimar, dos cortes in extremis de David Luiz, dos 24 golos de Cardozo, dos coelhos tirados da Cartola por Saviola, das goleadas na Luz, da recuperação em Marselha, dos 4-1 em alvalade e dos 3-0 no Algarve.

No entanto, faça-se justiça, este campeonato também fica para a história como a competição de um gigante Braga que continua a lutar pelo título, de um porto que preferiu justificar o péssimo nível exibicional em 2/3 do campeonato com uma perseguição que ninguém mais viu a não serem os próprios, e de um sporting que se arrisca a terminar o campeonato a 30(!) pontos do primeiro lugar.

Mas isto sou só eu...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Faça-se batota e registe-se a efeméride depois de ela ter acontecido.

Acrósticos mal lidos em Dséssimbêra: who would've known?. Porque voltar ao sítio onde não se sabia que se ia ser feliz faz todo o sentido, quando se vai para encontrar aquilo que se procurou sem perceber porquê.