terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Heart of glass

Como dizia e.e. cummings, I carry your heart. Literally.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

She finds Kiev oddly familiar


Mal sabe esta senhora e actriz que o seu nome, algures em Portugal, não só ganha um novo sentido, como serve de pretexto para uma série de aulas de geografia. Chama-se Natasha Kinski e pensa, erroneamente, que nasceu na Alemanha.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Recusada proposta do Manchester United por Di María
INGLESES OFERECIAM 10 MILHÕES DE EUROS MAIS NANI
O Manchester United apresentou esta terça-feira uma proposta de 10 milhões de euros mais o passe de Nani por Di María mas o Benfica rejeitou, adianta a TSF. Os "red devils" prontificavam-se ainda a pagar uma parte considerável do salário do português. De acordo com a TSF, Luís Filipe Vieira recusou a proposta para não enfraquecer a equipa nesta altura da época


Espectacular...isso, e o João Pereira valer mais do que dúzia e meia de castanhas.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

De Portimão para o Mundo


Bem sei que esta pérola audiovisual está também num blog da lista de favoritos deste que agora vêem e, como tal, alguns de vocês já o viram. The thing is, este vídeo tem de ser difundido, por todo o lado e o quanto antes, que agora já é tarde. Isto é boa música. É música honesta, feita por gente séria e trabalhadora. É um grito de revolta do funcionário público portimonense contra o dirigismo estatal. É isto, e muito mais.

Mas é, sobretudo, uma oportunidade única de ver, num mesmo vídeo e sob a mesma canção:

- as (únicas?) três cantoras de gospel algarvias em acção;
- o único funcionário público playboy do mundo - no qual, confesso, me inspirei para a fatiota da minha festa de 21 anos (Marco Emanuel, obrigadão);
- o Quim Barreiros (depois da colecção Berardo, o Governo volta a demonstrar que é seu grande objectivo programático manter o património cultural luso dentro de fronteiras);
- um mini-dueto, curtíssimo, mas eterno, entre o Quim Barreiros e uma das cantoras gospel;
- uma mulher que julga que graças se diz graxas;
- um sujeito, que também pensa que graças se diz graxas, algo tímido ao princípio, mas que se solta à medida que a música vai crescendo e arranca uma prestação, no mínimo, fenomenal; e
- uma performance não menos memorável do staff do som que, já na parte final, faz com que o vocábulo Portimão, proferido por Marco Emanuel, ganhe asas e voe por todo o auditório.

Tudo isto, com uma letra fantástica, plena de musicalidade e sem quaisquer contradições.


(Arrisco dizer que este vídeo é a melhor coisa que já passou por este blog. O que, convenhamos, também não era difícil. Isto deve ter sido, com certeza, uma partida daqueles maganos da Repartição de Finanças de Olhão, esses safadões. A todas as pessoas a quem devia dar presente de Natal e não o vou fazer, aqui está ele, de avanço)

Once in every joint car ride


Daquelas que, quando a lua se cruza com Júpiter e este intersecta o eixo formado pelos anéis de Saturno e a trajectória descrita pelo cometa Halley (Allie para os amigos), pode ser encontrada a tocar na 88.5 FM.

Good (yet not so christmasish) songs

Querem comprar presentes de natal sob a forma de CD e não sabem o que dar?

Experimentem isto:





(Black Kids - Cemetery Lips. Só o jogo entre o nome e a capa do CD é genial e vale a pena sair a correr para comprar o CD)





(o presente não involve mutilações ao nível da rótula. É o novo CD de Los Campesinos - Romance is Boring, responsáveis por um dos maiores - se não mesmo o maior - concertos do Optimus Alive 2009.)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Religious Babel

Tendo em conta que contratámos para treinador o filho de Deus e para ponta de lança o codificador do Espiritismo, começo a ficar seriamente preocupado com os religious beliefs de Rui Costa. Who's next, Karl Malone e John Stockton?

Sequence

Que siga esta ordem, sff:





Pode ser?

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

New York, I Love You

Visto no outro dia e recomendável, sobretudo para quem, como eu, já tinha visto o Paris je t'aime e se lembra de ter gostado (apesar de já não me lembrar bem do filme em si, o que nem sempre é - normalmente não é - bom sinal). O filme, composto por um conjunto de curtas metragens com o mesmo pano de fundo, a cidade de Nova Iorque, é a prova viva de que o amor é das coisas mais intangíveis e moldáveis que existe e, como tal, presta-se - bem ou mal, não interessa agora - a várias interpretações e manifestações nos seus vários estádios.

O filme ganha também pela escolha da cidade, cuja luz natural é absolutamente única, sobretudo pela maneira como se mistura com o verde dos parques, e ideal - muito melhor do que a de Lisboa - para cinema, parece-me.

Uma das críticas que tinha lido em relação ao filme era que não retratava fielmente a diversidade étnica e cultural que se sente na cidade. Realmente, parece que se esqueceram do Bronx, Brooklyn e Queens, e dos afro-americans (que, por sinal e sem o querer ser, é das designações mais racistas que por aí anda), mas não o filme é muito mais do que um retrato da elite branca nova-iorquina, como tinha lido por aí.


Destaco especialmente a primeira curta-metragem, onde Andy Garcia, em um par de minutos apenas, consegue ser dos maiores bosses que já vi num ecrã de cinema, e a curta-metragem do prom.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Puncta lacrimalia

Há quem não tenha sido feito para chorar. Literally. Pelo menos, é assim que Deus pensa em relação a algumas - poucas, quase nenhumas - pessoas. E a essas pessoas, fecha-lhes, por via das dúvidas e antes de nascerem, aquelas duas pintas pretas que ficam no canto de cada olho, também conhecidas, no meio da óptica, por pontos lacrimais, ou puncta lacrimalia. Porque Deus é omnipresente, mas às vezes está trânsito.

O problema é que os obstetras, quando disso se apercebem, lembram-se logo das lágrimas que derramaram - das tristes, não das outras, vá-se lá saber porquê - e não admitem que haja quem tenha nascido com instruções físicas de Deus para não verter nem uma. Vai daí, e sob um qualquer pretexto médico furado, não hesitam em desfazer o que Deus fez, quais Deus ex Medicus, abrindo os pontos lacrimais que se encontravam divinamente fechados. «Sim, essa pinta preta que têm no canto inferior e superior de cada olho», explicam aos pais, fingindo uma preocupação que mais não é do que inveja.

(ou é isso, ou então acham que a ninguém deve ser vedado o direito de poder cantar num karaoké a inesquecível música de Bonga, Tenho uma Lágrima no Canto do Olho. Se for por isso, até percebo.)

Benfica Michael Jacksoned a little

Nuno Gomes is the new black. Literally speaking.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Amor

Amar, mais não é* do que ter vontade - vontade positiva, e não vontade medrosa - que o nosso destino a todo o prazo - curto, médio, longo ou ad finem - seja definido, não só por nós, mas também, talvez sobretudo, por quem amamos. Seja homem, mulher, ou outra coisa qualquer. É como se entregássemos a essa pessoa, embrulhado (a forma do embrulho variará consoante a pessoa que entrega) num daqueles papéis de seda típicos das lojas de roupa fancy, parte da nossa autodeterminação. No fundo, amar acaba por ser uma declaração tácita, passada por quem ama em nome de quem é amado e que diz, essencialmente, "Faz de mim o que quiseres (e se possível trata-me bem)". E isso não acontece com o desejo, vulga paixão. O desejo termina quando a vontade que temos de outra pessoa é saciada, algo que pode demorar mais ou menos tempo. Normalmente, quanto mais tempo dura, mais se dá a tendência para confundir o simples desejo com amor; mas são coisas diferentes, ainda que aquele se inclua neste: o amor também é desejo, também é vontade da outra pessoa. O movimento, contudo, é inverso. Não queremos que quem amamos venha até nós, mas sim o contrário: queremos ir até essa pessoa, sair de nós mesmos na sua direcção. O movimento é centrífugo, e não centrípeto. Amor será, então, desejo corajoso (d)e entrega do nosso presente e futuro. E o simples passeio de um cão é suficiente para nos apercebermos disso, porque o amor não existe, não se manifesta, apenas nos actos grandiosos.

*claro que é mais, muito mais. Mas já que é para arriscar definir numa frase algo que todos ambicionam sentir mas quase ninguém ousa definir, que seja com alguma - indispensável - dose de bazófia.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

I would need a day (or maybe more)

No Porto, a influência de uma substância psicotrópica, e uma mãozinha dada por Guimarães, takes the optimus to a whole new level. E pode chover, pode até trovejar feio: it may shake, if the storm is really strong, it may need some fixing, but it won't fall.

Adios compañero

Angulo rescinde com Sporting.

Foi, sem dúvida, uma decisão obtusa, se não mesmo grave, de Angulo. Mas ao menos, foi recto. Esperemos que não agudize as coisas.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Portable cities

Stockholm and Kiev are not only portable but also compressable, as they fit perfectly in Lisbon, said Natasha to this fellow she had just met, in her Portuguese accent that immediately, yet surprisingly - judging by her looks - gave her away as another woman coming from Eastern Europe to try her luck in this place.

A tour to this place

O fim-de-semana comprido que passou ficará para a história como aquele em que, pela primeira vez, este blog foi objecto de uma visita guiada. Free of charge. Ficou todo inchado, o gajo.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

The Founding Brothers

A propósito deste post, e para qualquer pessoa que se interesse por história - sobretudo a americana -, recomendo, sem hesitar, a leitura deste livro:


Bem escrito, é um livro histórico onde o autor, ao contar uma série de episódios marcantes no período seguinte à fundação dos EUA, não tem medo de interpretar os elementos que analisou, o que acaba por romancear um bocado a coisa, e dá outra piada ao livro. Outra coisa não se esperava de um escritor com um nome próprio tão bonito e místico.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Hence the ghosts

Both Shaggy and Scooby-Doo have nearly insatiable appetites, and are readily bribed by Scooby Snacks, as well as tendencies towards goofing off and cowardice. They justify their constant hunger by saying, "Being in a constant state of terror makes us constantly hungry!". However some believe the pairs constant eating is a subtle reference to munchies, a result of marijuana consumption.

Suddenly, it's all crystal clear. Literaly speaking.

Ashton says BURN to the rest of the world

Demi Moore: 47 anos, zero photoshop. Ashton Kutcher says BURN to the rest of the world.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Walt fucking (that was his middle-name) Whitman

From this hour I ordain myself loosed of limits and imaginary lines,
Going where I list, my own master total and absolute,
Listening to others, considering well what they say,
Pausing, searching, receiving, contemplating,
Gently, but with undeniable will, divesting myself of the holds that would hold me. I inhale great draughts of space,
The east and the west are mine, the north and the south are mine.
I am larger, better than I thought, I did not know I held so much goodness.

Now I see the secret of the making of the best persons, It is to grow in the open air, and to eat and sleep with the earth.

These are the days that must happen to you:
You shall not heap up what is called riches,
You shall scatter with a lavish hand all that you earn or achieve,
You but arrive at the city to which you were destined,
You hardly settle yourself to satisfaction before you are called by an irresistable call to depart,
You shall be treated to the ironical smiles and mockings of those who remain behind you,
What beckonings of love you receive you shall only answer with passionate kisses of parting,
You shall not allow the hold of those who spread their reached hands toward you.

Allons! to that which is endless as it was beginingless,
To undergo much, tramps of days, rests of nights,
To see nothing anywhere but what you may reach it and pass it, To conceive no time, however distant, but you may reach it and pass it,
To look up or down no road but it stretches and waits for you,
However long but it stretches and waits for you,
To see no being, not god's, but you also go thither,
To see no possession but you may possess it, enjoying all without labour or purchase,
Abstracting the feast, yet not abstracting one particle of it.
To carry buildings and streets with you afterward wherever you go,
To gather minds of men out of their brains as you encounter them, to gather the love out of their hearts,
To take your lovers on the road with you, for all that you leave them behind,
To know the universe itself as a road, as many roads, as roads for travelling souls.

Allons! the road is before us! It is safe-
I have tried it- my own feet have tried it well- be not detained!
Let the paper remain on the desk unwritten, and the book on the shelf unopened!
Let the tools remain in the workshop! let the money remain unearned!
Let the school stand! mind not the cry of the teacher!
Let the preacher preach in his pulpit! let the lawyer plead in the court, and the judge expound the law,
Camerado, I give you my hand! I give you my love more precious than money,
I give you myself before preaching or law: Will you give me yourself? will you come travel with me?
Shall we stick by each other as long as we live?



Walt Whitman, Song of the Open Road.


Este gajo era um génio. E talvez tenhas razão, oh Guigos, quando dizes que vejo génios em todo o lado; mas se os vejo, porquê fechar os olhos? Dá-me um gozo enorme conhecer toda e qualquer criação artística que esteja para além das minhas capacidades, e da minha imaginação, se possível.

(Duas tarefas a curto prazo: comprar o Leaves of Grass, deste senhor, e uma colectânea do E.E. Cummings. Vai daí, talvez não seja má ideia começar a pensar em contratar alguém para me ler livros. Que não pode ter mais de 30 cm e tem de ter uma voz e dicção extremamente agradáveis, já que o seu posto de trabalho será num dos meus ombros. Aceitam-se candidaturas.)

Do I contradict myself? Very well then, I contradict myself, (I am large, I contain multitudes.)

Walt Whitman, Song of Myself.

The song tells me there's a beach

Bem sei que já passaram semanas (já passaram semanas!) desde o concerto de Kings of Convenience. Que se lixe, até podiam ter passado anos, porque eu comecei, há momentos, a ouvir uma música deles - mais precisamente, Me in You - e percebi agora, finalmente, porque é que gosto tanto disto: porque dá-me vontade de largar tudo, sem saber para onde, sem destino, até chegar, sem fazer por isso, chegar porque sim, porque tinha de chegar, ao lugar que vejo desfocado mais ou menos no segundo em que a música começa e o primeiro acorde de guitarra acústica me entra nos ouvidos (neste caso, o primeiro som até vem de um piano, mas o sítio desfocado não muda, é o mesmo). E não é tanto pela vontade de fugir; é mais pela vontade de chegar e ficar nesse sítio que se vislumbra nos primeiros segundos da música - e só nesses - e que parece ser um dos lugares mais bonitos do mundo. No fundo, a música mais não é do que a descrição sonora de uma paisagem onírica. Daí, percebi agora, gostar tanto dela.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

It was massive indeed





Massive Attack, domingo, no Campo Pequeno. Martina Topley-Bird e Deborah Miller, a gorda mais sexy que já vi, encheram o palco com as suas vozes; e os Massive Attack, com um espectáculo de luzes absolutamente deslumbrante - sem deixarem de dar as habituais estocadas políticas -, fizeram o resto. All in all, the concert was just a Protection away from perfection. A perfect concert, because the show ain't over when the fat lady sings: the show is over only when Rosé Mari says so.

domingo, 22 de novembro de 2009

Ganas de irme a Colombia


"Yo creo que Dios no me puso ojos en la cara porque se demoró poniéndome ojos en el alma."
Leandro Díaz

Das frases mais bonitas que tenho visto por aí. De Leandro Díaz, cego e suposto mestre do vallenato, música popular colombiana. Mas tem mais, pelo menos mais uma, igualmente boa.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Excesso / XX, an exception to the potato / patato rule


E isto pode considerar-se um grande som em qualquer parte do mundo. Agora, um conselho: estão a ver os vídeos da Jessica Simpson, Shakira, etc.? Com este, é para fazer o contrário, ou seja, não ver o vídeo e pôr o som no máximo.

É que The XX estão no mesmo saco de Magic Numbers e de outras bandas: devem ser vistas de olhos fechados. Para apurar a audição, claro.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

MESSIas


Aqui, genial.

It'll surely get massive.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Super slow-mo

Não sei o que é que o dia de hoje tem de especial. Talvez nada, e por isso mesmo tenha muito, como se a normalidade do dia lhe desse uma intensidade diferente, uma vontade de futuro: acho que nunca, até hoje, parar e olhar para trás me deu tanta vontade de continuar e olhar para a frente (e para o lado, porque continuar em frente sem poder olhar para o lado não me faz sentido). Travelling without moving is something I recommend to you all, specially when the destination looks and feels like this.

Cria-se, assim, um dilema, porque a vontade de fast-forward choca com a vontade de slow-motion, como nos bons livros, onde apetece, simultaneamente, que o livro nunca acabe e que o livro acabe rápido. How will the story unfold? Who knows, but each day gets better, that's for sure. Deve ser para casos como este que inventaram o super slow-motion, confiantes de que os extremos realmente se tocam e que de um se pode ver e sentir o outro, como se a total inexistência de velocidade, o saborear de cada momento, transmistisse uma sensação de velocidade vertiginosa. E transmite. Mas sem que as vozes fiquem distorcidas, because that's just creepy. Funny, but creepy.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Les bons pleurnicheuses se rencontrent

Sporting quer Carvalhal.

Não deixa de ser digno de registo que o clube e o treinador que mais se queixam das arbitragens em Portugal estejam a pensar juntar os trapos. Vai ser uma pândega.

Owl City - Fireflies

Owl City - Fireflies

Lidera o Hot 100 da Billboard e, à falta de Postal Service, é o melhor que se arranja. E não é nada mau, até porque "fireflies", em português, quer dizer "pirilampos", e deve ser dado crédito a quem consegue fazer uma boa música sobre pirilampos. Mais, se pensarmos que um pirilampo mais não é do que um vaga-lume, então estou quase a dar-lhe um Emmy, na categoria de "Bom trabalho". Por falar em palavras curiosas, se um dia tiver muito dinheiro e não souber o que fazer com ele, acho que desafio um artista de renome a escrever uma música do caraças sobre gambozinos. E por falar em gambozinos, fica aqui o significado da palavra, retirado do dicionário ao qual me desloquei por ignorância ortográfica, e que acaba por ser, muito provavelmente, a melhor coisa deste post:

gambozinos

s. f. pl.
1. Ictiol. Peixes ou pássaros imaginários, para a pesca ou caça dos quais se convida o pacóvio, que certos graciosos querem enganar.


Continuação.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Daftest Boy Alive


Harder, better, faster, stronger. Way everything. Mash-up de 1517, de Whitest Boy Alive, com Harder, Better, Faster, Stronger, de Daft Punk. It can't get much better, electronic wise.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Magusto de ti, Isaltino

Caro Isaltino,

Word on the street has it que és algo para o fura-vidas. Dizem que enriqueceste à custa de uma mão cheia de trafulhices e que tens usado dinheiros camarários para aumentar o teu nível de vida. Sabes o que penso disso tudo? Não vou estar com papas na língua, meu caro amigo barbudo: a ser verdade, não é bonito.

Contudo, desde ontem que, se não concordo com essa tua suposta atitude, por razões de pundonor e patriotismo - à escala camarária, é certo -, pelo menos compreendo-a. Afinal de contas, uma tuna como aquela, seguida de actuações dos disco-jóqueis - perdoa-me se o arcaísmo for de alguma forma ofensivo, não é essa a minha intenção - Panças e Moustache, deve ter sido - só pode ter sido - o resultado de várias noites de árduas negociações em salas fumarentas e de luz trémula, onde tiveste de dar o melhor de ti para persuadir tão cotados artistas a actuar na tua urbe.

Como esta, muitas outras negociações, com artistas de igual ou maior - não me parece que existam, mas nunca fiando - prestígio, houve certamente. A confirmar-se semelhante cenário que, diga-se, me parece bastante verosímil, para não dizer axiomático, parece-me elementarmente justo que te faças pagar condignamente pelo suor com que ficas nas estopinhas enquanto tentas fazer da tua Oeiras um sítio melhor, e que ontem foi nossa por coisa de duas horas (deduzo que não te importes e que até tenhas um certo gosto nisso).

Para terminar, e fazendo minhas as palavras de um peculiar munícipe teu, com que certamente já te terás cruzado por essas bandas, não estou aqui para te enganar: em continuando - não achas esta combinação de proposição e gerúndio, que tanto se usa agora, deliciosa? - a existir a festa da Castanha, com um cartaz de calibre equivalente ao que se apresentou ontem, e festividades semelhantes, então, meu caro amigo, tudo farei para encontrar uma peneira com a dimensão adequada para tapar o sol da tua vigarice.

Com os melhores cumprimentos,

Rosé Mari

P.S.- Da próxima vez, pede aos assadores de castanhas para distanciarem ligeiramente as geringonças medievais do fogo que as aquece e assa. Palmo, palmo e meio deve chegar. É que algumas estavam algo queimadas. Mas de resto, impecável.

Books

Depois disto, um livro que mais parece um sonho (digo sonho porque o livro é curto e dá a sensação que acaba quando acabou de começar e porque parece que lhe faltam partes, à semelhança dos sonhos), em que a personagem principal, José Costa, é um ghost-writer que deambula entre o Rio de Janeiro e Budapeste, e que com o tempo deixa de ser José Costa para passar a ser Zsoze Kosta - condição que tenta negar para voltar a José Costa, percebendo depois que será Zsoze Kosta para sempre -, e que com o tempo gets lost in translation (o cliché assenta que nem uma luva) only to find himself again, e que com o tempo passa de ghost-writer a ghost-written, e que com o tempo deixa que outros façam dele aquilo que ele nunca teve coragem de fazer mas sempre quis secretamente...


isto:


«The Tale of Genji, as translated by Arthur Waley, is written with an almost miraculous naturalness, and what interests us is not the exoticism — the horrible word — but rather the human passions of the novel. Such interest is just: Murasaki's work is what one would quite precisely call a psychological novel. [...] I dare to recommend this book to those who read me.»

Jorge Luis Borges, The Total Library


Por muitos considerado como o primeiro romance moderno, ou o primeiro romance psicológico de sempre, foi escrito por uma mulher, no século XI, no Japão. Pertanto, como diria o Jesus, de um romance psicológico que não se assume como tal, passado em pleno século XXI, salta-se para outro, que não o podia ser mais, no Japão feudal do século X. Tudo a ver.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Benfiquismos II - He's family indeed

- Tio, a China, o Japão, a Coreia do Sul e a Coreia do Norte jogam bem futebol? - perguntou, cada vez mais eufórico.

- Não. Quer dizer, mais ou menos. A Coreia do Sul e o Japão não são maus,

- Eish, o Japão não é
muita bom? - interrompe-me, semi-desiludido.

- Não, mas também não é mau. É médio. A China e a Coreia do Norte é que são péssimos. - respondo, algo apanhado de surpresa com a pergunta.

- Sim, como é que eles, na Coreia do Norte, querem jogar bem se não deixam entrar ninguém, não é? - atira, "porque lhe tinham dito que é assim na Coreia do Norte", para, momentos depois, e já minimamente familiarizado com a situação geopolítica das Coreias e com o presidente
muita mau Kim Jong-il, desinteressar-se - porque quer lá saber, e muito bem, da postura militar e nuclear agressiva desse país - e dirigir toda a sua curiosidade para uma questão que, mal sabia ele, viria a ser muito mais importante nessa noite, e que era esta:

- Como é que se chama o guarda-redes da Naval?

Benfiquismos I - Golias Luiz

Ontem, depois do jogo, a caminho de um mais que merecido McDonalds, Manuel Pedro Gomes, na TSF, destacava a capacidade volitiva do Benfica. Nunca tinha ouvido a expressão num contexto ajurídico (e mesmo aí...), mas suponho que se tenha lembrado dela ao ver a maneira como este miúdo empurrou, durante uns bons 30 metros, o Marinho, jogador da Naval que saía a passo para ser substituído:


Não engana, ali temos capitão.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

I'd give it all up for a hand in my hand



Bem sei que é preciso um esforço hercúleo para ignorar o cabelo do gajo, mas acho que vale a pena. É o que dá ir ao barbeiro à ACAPO.

And I guess I shall be spending Monday thinking about Sunday and hot chocolate.

Sporting precisa de pontes

Acho extremamente injusta esta reacção dos adeptos do Sporting. Queria ver qualquer um de vocês a ser, ao mesmo tempo, treinador de uma equipa profissional de futebol e encarregado de educação de um miúdo tão problemático que, ainda por cima, está a estudar em Espanha.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

and ever and ever or until a new manager arrives

Leonel Pontes forever. E longe de mim meter o bedelho em alvalade, mas não acham que é um bocado estranho que, das três contratações que fizeram, duas estejam no banco, sendo que uma delas é suplente do Saleiro e a outra é como o Robert mas sem saber marcar livres nem cantos (dito de outra forma, é só velho)?

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

What a fucking concert



Obrigado Kinjeófconvince.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Erlend and Eirik are playing tonight

Apetece-me bastante ouvir hoje as vozes de Erlend Øye e Eirik Glambek Bøe - e aproveito para fazer duas considerações à volta de Kings of Convenience, de que me dei conta agora, enquanto ia à Wikipedia ver o nome dos vocalistas da banda. A primeira é esta: é muito mais cool dizer o nome do vocalista do que da banda. Dá um ar muito mais connaisseur e quase familiar, como se o vocalista fosse, não meu amigo, porque aí era de nome próprio para cima (extreme coolness), mas, vá, conhecido de um amigo meu. Neste caso, em que são dois a cantar, desperdiçar a hipótese de falar de Erlend Øye e Eirik Glambek Bøe em vez dos Kings of Convenience é pura estupidez.

Dizia eu que me apetece muito ouvir KoC, ou melhor, Erlend Øye e Eirik Glambek Bøe, e não é só porque há qualquer coisa na sua música que me faz lembrar aqueles abraços que resolvem problemas e afastam medos, porque os há também assim, daqueles que demoram segundos mas parece que se prolongam por uma infinitude de tempo. No, there's more to it.

Já a segunda consideração, tem a ver com o meu nome, que ficaria muito melhor com a aplicação de uma linha oblíqua no "o". Rosé Mari? Giro. Røsé Mari? Altamente cool em qualquer parte do mundo. Ainda pensei em ver como é que ficava com um trema no ï, mas percebi de imediato que a linha que separa, na acentuação, a cooleza da homossexualidade, é bastante fina.

Lost in translation

O conselho que daria a todos os aspirantes a estagiários? Não se baldem às aulas de T.T.I.

Tio no tienes ni idea del puto gol banal que ha sido



E eu continuo na minha: a melhor coisa que os espanhóis têm, são as capas dos periódicos deportivos. Here's why.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Que dites-vous ?... C'est inutile ?... Je le sais ! Mais on ne se bat pas dans l'espoir du succès ! Non ! non, c'est bien plus beau lorsque c'est inutile !

Edmond Rostand, Cyrano de Bergerac

Portugal rocks by comparison

Depois de uma ida ao estrangeiro, qualquer que seja o tema de cavaqueio - sejam praias, Coca-cola, M&M's ou berlindes -, a conversa descamba sempre para "Epah, mas não há praias/Coca-cola/M&M's/berlindes como os nossos", seguida de "Realmente, um gajo está-se sempre a queixar mas tem uma sorte do caraças de viver neste país". No fundo, muito nos queixamos, mas até gostamos de viver, por comparação, neste rectângulo de brandos costumes.

Music and roulottistic metaphors


Esta é a primeira consequência - espera-se que de muitas -, ainda que indirecta, de ter, desde há algum tempo, começado a frequentar um certo blog onde a música boa sai à mesma velocidade que couratos e bifanas em dia de jogo na Luz. Vale ainda a pena ouvir este cover, também desta senhora, de uma música já de si catita, de Bon Iver. Vais longe, cachopa Goulding.

E para quem quiser dedicar 26 minutos ao concerto de amanhã, há sempre isto, e não deixem de ouvir o último minuto:








segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Ego-boosting advice

Sugiro, a todos aqueles que estejam com problemas de auto-estima e de amor próprio, que se mascarem de William Wallace e vão passear, como quem não quer a coisa, para o Bairro. Conselho (vivamente) alargável a mulheres.

Oh, the subtlety



"You'll meet someone that'll make you feel seasick", he heard a voice saying to him, in what seemed to be a dream, even though he felt wide awake and focused in the battle that was about to begin. «That's something impossible», he thought. «There's no account in history books of a warrior suffering from seasickness, and the war is taking place nowhere near the sea, so I've got nothing to worry about». He refuses to admit it but he considered, for a moment, taking a few anti-sickness pills with him - he immediately put the idea aside, because there was also no register of a medicine-carrier warrior and he certainly didn't want to be first one. After all, a warrior shall carry to the battlefield nothing but his sword, axe and courage (and a few clothes, if possible, but no boxers). And so he did, as he entered the war scenario rising his sword and waving his axe, ready to fight anything that dared to cross his path.

Little did he know that, later into the battle, he would stumble upon someone that looked like bridget jones but sure wasn't one, and by being no bridget jones he just couldn't understand if he should or should not feel threatened by her, and by not being able to understand so - along with the "ands" and "ifs" that kept popping-up inside his head - he started to feel that seasickness he had been warned about. «Damn, I really should've had brought those stupid pills with me», he secretly thought (but if you happen to accidentally meet him and ask him that same question now, he'll most likely deny it and affirm, in an all so superior and warriorish way, that pills are for losers).

sábado, 31 de outubro de 2009

Inside and outside



sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Estranha-a-Velha

Gostava de saber qual é o fenómeno que leva a que todas as terras com nomes estranhos estejam situadas no Norte. Aposto que houve um movimento migratório qualquer que me escapou nas aulas de Geografia.

Zombie lover

Cara Revista Maria,

O meu nome é Rosé Mari, tenho 23 anos, e sou de Lisboa. Sou um rapaz jovial, chistoso, de bem com a vida, e de um modo geral vivaço. É, por isso, com um misto de curiosidade e de preocupação que te escrevo. De há uns tempos para cá, dei por mim a gostar, mais do que seria normal, de filmes de zombies. E o pior, Revista Maria, é que no dia seguinte, é frequente andar com vontade de cometer um ou outro suicídio. Não te arrelies, que eu por enquanto continuo com uns pulsos espectaculares e um pescocinho imaculado, mas não sei se algum dia isto não descamba. Terá alguma coisa a ver com o facto de ver os filmes à noite? É que eu dormir, Revista Maria, até durmo bem, o problema é mesmo o dia seguinte. Será isto normal? É normal sentir-me atraído por zombies? Deveria procurar apoio psicológico?

Mas nem tudo são perguntas e inquietações. Não te disse no princípio da carta, mas escrevo-te também com boas notícias. Lembras-te daquela minha fobia de tubarões, de que te falei há um mês? Pois bem, julgo que vais gostar de saber que já consigo ver o Jaws, do Spielberg. Tenho é de pôr os diálogos em espanhol. Estarei a fazer batota?

Despeço-me com um abraço, esperançoso que as vendas por aí estejam a ir de vento em popa.

O teu leitor incondicional,

Rosé Mari

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Més que un cotxe

Depois de um arranjo na oficina me ter custado umas centenas de euros, sugere a minha mãe que tente vender o carro. Sim, o Veloso. 5.000 euros, talvez dêem por ele, diz.

Não sei, mas desconfio que vai ser difícil explicar-lhe que, por esse preço, talvez aceite, se estiver bem disposto, vender um dos encostos de cabeça do banco de trás. Sem estofos.

Cool guys don't look at explosions

terça-feira, 27 de outubro de 2009

She kissed a girl and she liked it?











A actriz sul-africana Charlize Theron beijou outra mulher a troco de uma doação de 93 mil euros para a Organização Não Governamental OneXOne.

Nunca pensei que o lesbianismo e a beneficência pudessem ser duas realidades compatíveis.

estado de Graça

«Queres a melhor vista de lá? Não, não é aí. Tens de descer as escadas, virar à direita e encostares-te à parede. That's where you'll get the best view of the city.»


Deve ser a isto que chamam o estado de Graça. But then again, não acredito que saibam do que estão a falar.

Repeat after me

BENFICA
GOOOOOLO de Cardozo
Lançamento de Aimar para a esquerda, onde Coentrão aparece a cruzar rasteiro para a entrada do dianteiro paraguaio que, sem dificuldade, faz o 1-0.

BENFICA
GOOOOOLO de Saviola
Na sequência de um pontapé de canto, Coentrão cruza do lado esquerdo e o argentino, na pequena área (sem marcação), marca de cabeça.


No futebol é 11 para 11, a bola é redonda e centro de Coentrão é...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O escritório onde trabalho conseguiu cometer a rara proeza de receber um estagiário que consegue reunir no seu nome o de dois laterais não titulares do Benfica: Patrick Schaffer, chama-se. Por este andar, e se tudo correr bem, no Inverno chega o Sidney Roderick e para o ano vêm o Urreta Coentrão e o Weldon Gomes.

domingo, 25 de outubro de 2009

"Fuerte"

Assim muito de repente, digamos que há, vá, como é que eu hei-de pôr isto, já sei, coisas, é isso, coisas, que marcam a alma e a vida da gente.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

His father was just into Rubens

Rui Mâncio: «Ruben Micael é caso de polícia»

Rui, está bem que o nome é feio, mas também não é caso para tanto.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

I've got a feeling



que são todos alunos do Técnico. Em Erasmus. No Quebec.

Marathoning



«O painel de especialistas propositadamente convocado para o efeito é unânime em considerar: «Se o percurso é extenso e sinuoso, com curvas que escondem subidas acentuadas mas também descidas propícias ao descontrolo, também não é menos verdade que Rosé Mari se apresenta numa forma soberba. Conhece o trajecto, está fortíssimo do ponto de vista físico e psicológico, e isso revela-se na sua aparência, que está mais laroca do que nunca (este último comentário foi proferido apenas pela mulher do painel, Rosa Mota, cujo coração não resistiu ao apelo lançado por Rosé Mari e abraçou a sua causa com unhas, dentes e uma quantidade abundante de body hair)».

Quando instado a comentar o que espera desta maratona, Rosé Mari prefere remeter-se ao silêncio, mas é vê-lo todos os dias, em pleno Estádio Nacional, a treinar às 7 da manhã com um sorriso de orelha a orelha (exactamente, o mesmo Rosé Mari que revelou, em tempos, partilhar da opinião de Marco Fortes, segundo a qual, relembre-se, "de manhã está-se bem é na caminha"). E sempre, sempre, sob o olhar vigilante e os preciosos conselhos de Rosa Mota. «É impressionante, parece estar mais determinado a cada dia que passa. E mesmo nas raras alturas em que há o risco de desanimar, diz-me apenas "Rosa, aperta comigo", e é isso que eu faço, aperto com ele. Desportivamente falando, é claro, se bem que se não houvesse esta relação treinadora-atleta até era campeã olímpica para lhe dar uma ou outra trinca.

Fontes próximas de Rosé Mari transmitiram-nos que o atleta está ciente das dificuldades da prova, mas que quando lhe perguntam se tem medo, a reacção é invariavelmente a mesma: primeiro, responde que quem deixa de ser feliz pelo medo de sofrer mais vale dedicar-se aos 1500 m, "essa corrida de meninos, com todo o respeito que tenho pelo Caster Semenya", diz; em seguida, começa a cantarolar uma música, há quem diga que é de Death Cab for Cutie, pode ser de Massive Attack, os especialistas desconfiam de Discovery e há quem diga inclusivamente que já o ouviu a entoar Zero 7 e Dave Matthews; e depois, logo a seguir, saem disparados a correr, ele e a música. Por apurar continuam ainda as razões pelas quais Rosé Mari insiste em treinar com uma máscara que lhe tapa apenas os olhos e com a mão direita a segurar, umas vezes Rosa Mota, outras um saco de batatas.

As suspeitas de doping não se fizeram esperar, fruto de imagens recentes que revelam o atleta a ingerir comprimidos durante os treinos e mesmo no decurso da corrida. No entanto, o clima de suspeição foi prontamente afastado, não só pela respectiva Federação, que garantiu realizar um controlo anti-doping mais apertado que o normal ao atleta, mas também por Rosa Mota, que veio a público, na sequência da divulgação do referido conteúdo audiovisual, afirmar peremptoriamente que "o meu menino não precisa disso do dópin,
o que ele toma é tudo natural"».

O que é certo, no meio de tudo isto, é que o km 20 já lá vai e, apesar de faltarem mais 22,195, Rosé Mari ainda não precisou de recorrer ao "seca suor" extremamente vintage e sensual que ostenta no seu pulso esquerdo. E, diga-se ainda, que bem que lhe fica a fita que usa na cabeça.


No dia 25, são mais 10 Km. Obrigado, Paulo Catarro.

domingo, 18 de outubro de 2009

And Carradine works in the kitchen

Serei o único a pensar, cada vez que vou à Brasserie, que vai ser desta que aquela empregada que parece ter acabado de sair das filmagens do Kill Bill vai sacar da catana que tem escondida nas costas e vazar-me uma vista logo a seguir a servir-me um entrecôte mal passado?

sábado, 17 de outubro de 2009

Louder. Louder. Fuck, louder.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Say that again and I'll


Well I most certainly hope so. Didn't know Gmail could have this effect on a Friday afternoon. Thank you, Mr. Page and Mr. Brin.

É só mau





Encontrem a semelhança. Hint: enormous amounts of hair gel.

Melhor frase de sempre

Come vinagre durante o estágio, que depois tudo te saberá a mel.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009



Parte de uma viagem inesquecível a um lugar que, quando eu era mais novo, ficava na Suiça. I suppose what they say is true: you really can't reach paradise without closing your eyes first. I'll

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Tu queres ver, não pensaram os 5

Juntaram-se os 5. Podia dizer-se com toda a certeza que eram grandes amigos. Afinal, já se conheciam há uns anos: 23, se não me falha a memória. Tinham todos uma novidade para contar, diziam animados. «Nem vão acreditar», pensavam os cinco, sem saber, em uníssono. Não digo que não tenham chegado a estranhar que a combinação tivesse sido sugerida por todos em datas bastante próximas, mas não fizeram disso caso. Compreensível, se pensarmos que achavam convictamente que a sua novidade era deles e só deles, porque tamanha sorte não poderia nunca bafejar 5 de uma vez só.

Não tiveram de se deslocar muito, uma vez que se encontraram a meio caminho de todos menos um. Por sinal, até era a casa de um deles, o mais comunicativo, e que ao ver chegar os 3 amigos - o quarto amigo chegou atrasado, porque vivia mais longe -, desde logo começou numa descrição imensa de um sabor e textura únicos que a todos deixou curiosos.

Já empolgado com o que ouvia, um dos três ouvintes não deixou que a primeira história chegasse ao fim e começou a contar a sua. Parecia louco, tal era a forma como falava. Anunciava, de forma irrequieta, a descoberta de um cheiro doce e inebriante, que fazia com que o sentisse e como tal o procurasse, mal dele se afastava, em todos os cantos e recantos. Chegou inclusivamente a afirmar estar a ser alvo de uma perseguição, como se se tratasse de um opositor de fundamentalistas bascos. Dois dos amigos continuavam contemplativos, cada vez mais interessados, mas sem nunca, porém, nem sequer por um segundo, desconfiarem daquilo que se tornará óbvio no fim desta história.

Nisto, eis que chega o quinto amigo. Qual? Mais atenção, o que estava atrasado, porque morava mais longe. Tinha vindo às apalpadelas, por não se lembrar muito bem do caminho; e esbracejava, pois tinha uma novidade para contar. «Todos temos», responderam em coro, dois deles mais alto. «Mas a minha é que é», e acto contínuo, começa a descrever uma textura estranhamente semelhante à do primeiro amigo. «Só pode ser coincidência, isto é só meu», pensou o primeiro amigo, inicialmente chateado, depois a rir-se de si mesmo, por lhe ter passado pela cabeça que aquela sensação poderia ter escolhido mais alguém que não ele. «Impossível», concluiu. Estava, portanto, já distraído e imerso nos seus pensamentos, e pouco ouvia a descrição animada e cheia de curvas do quarto amigo, que mais parecia estar a descrever um acidente natural de uma beleza imensa e, diz quem conhece, indescritível. Devia ser por isso - ou talvez fosse por uma razão bastante mais óbvia - que se socorria constantemente de gestos para completar a sua história. Perdia-se na descrição que fazia, por sucumbir repetidamente ao irresistível desejo de nela passear, ainda que com a sua mente apenas. E à medida que avançava no que tinha para contar, voltavam a ouvir-se, cada vez mais alto, as vozes dos dois amigos que já tinham falado.

A dada altura, tomando consciência de que monopolizavam o diálogo, viraram-se os três para os dois amigos que os observavam, atentos a cada pormenor da conversa, um mais focado nos sons que ecoavam pela sala, outro nas expressões faciais e corporais de quem contava a história. Por breves momentos, e pela primeira vez desde que tinham chegado, fez-se silêncio, tendo os dois amigos interpretado, e bem, que o mesmo significava uma concessão tácita da palavra. Um dos amigos olhou para o outro, como que fazendo-lhe sinal para avançar. E assim fez: meio absorto, quase que hipnotizado, entrou num relato de sons, suspiros, palavras, histórias, músicas e, inclusivamente, silêncios, que se entrelaçavam e o envolviam numa teia, sim, uma teia, que o sacudia de si mesmo e o levava a viajar por sítios que até então desconhecia. Nesta parte final, identificaram-se todos, mas não disseram nada. Parecia estar ligeiramente anestesiado, e falava ao som de uma música inaudível para os demais.

Cansado de falar, coisa que não fazia muito, virou-se, com cara de bons ouvidos, para o amigo que faltava e que o observava fixamente. «E tu?», perguntou-lhe. Fixo agora noutro ponto, este imaginário para os demais mas real para ele, começou a descrever, com um brilho nos olhos, uma paisagem surpreendentemente parecida com a do amigo que tinha chegado atrasado. Contou formas, cores, contornos e paraísos de uma riqueza visual que faria baça a maior das pedras preciosas, e as parecenças com algumas das descrições iam-se adensando cada vez mais, sem que ninguém percebesse ou quisesse perceber.

Cada vez mais entusiasmados com a conversa, foi com enorme surpresa que um deles, o que falou em segundo lugar, começou a sentir um cheiro - primeiro distante, depois mais próximo - a cigarro. Não era só a cigarro, tinha mais qualquer coisa. Cheirava a fumo. Pouco tempo depois, estavam os cinco à procura, em vão, da sua origem. Digo em vão porque só o encontrariam se ele quisesse. Vindo de um canto a baixa-luz que todos juraram, no dia seguinte, já ter procurado, apareceu a fumadoura figura, limitando-se a dizer: «Ainda não perceberam que falam todos do mesmo?», desaparecendo logo de seguida e deixando cinco atónitos amigos, na casa de um deles (o comunicativo), que ficava a meio caminho da casa dos restantes (menos da de um), a juntar as peças das histórias de todos.

E foi então que o primeiro se reviu na textura do terceiro, que por sua vez se encontrou nas curvas e formas do quinto, quinto esse que percebeu que aqueles movimentos só podiam dar origem ao som descrito pelo quarto. Só o próprio quarto e o segundo, então, teimavam em não acreditar na figura misteriosa, mas não demoraram muito a ser convencidos, pelos demais, que aquilo que descreviam mais não eram que efeitos diferentes de uma mesma realidade que até há pouco tempo julgavam ser só deles. E assim, com efeito, como bons amigos que eram, aceitaram partilhar a origem, mas como bons amigos que eram, não aceitaram fazer o mesmo com os efeitos. Esses, continuariam a pertencer e a enlevar exclusivamente a cada um, de forma pessoal e intransmissível.

(isto continua)


Bem me parecia que tinha isto ligado. Estes gajos da Apple inventam com cada coisa, realmente.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Não senhor, o outro é que é maluco

"O Cristiano Ronaldo não tem magia negra nenhuma. Teve o azar de se lesionar e de o médico da selecção portuguesa de futebol ter dito que ele podia jogar contra a Hungria, agravando ainda mais a lesão", disse o bruxo.

Em Espanha, Pepe, insiste que fez magia negra ao jogador português e que nada o fará voltar atrás.

"O máximo que o tal homem que diz que é bruxo pode ter feito, foi uma feitiçaria psicológica para atormentar o Cristiano e a família", frisa Fernando Nogueira.

Pepe enviou uma carta ao Real Madrid a informar o clube do objectivo dos actos que terá realizado: acabar com a carreira de Cristiano Ronaldo. Em comunicado, o gabinete de imprensa do clube madrileno desvalorizou o caso, revelando mesmo que já não era a primeira vez que recebiam cartas com ameaças de feitiçarias.

"O Cristiano Ronaldo não tem que ter medo de nada, tem é que fazer a fisioterapia para ficar bom e não se deixar intimidar pelo efeito psicológico que este caso lhe provoca", salientou a mesma fonte.


Aqui. É bom ver que:

(1) ainda há bruxos sensatos;
(2) a bruxaria lusa, aqui muitíssimo bem representada pelo bruxo de Fafe, é uma bruxaria realista, de matriz anglo-saxónica, com os pés - e vassoura - bem assentes na terra e ajustada aos tempos modernos, ao contrário da sua anacrónica congénere espanhola, ainda bastante influenciada pela doutrina germânica de bruxedo, muito em voga na Idade Média mas claramente ultrapassada nos dias de hoje;
(3) o bruxedo nacional não se deixa influenciar por essas coisas do além...espera aí, o que é isto?

Se amanhã, quarta-feira, Cristiano estiver no Estádio D. Afonso Henriques a assistir ao jogo Portugal-Malta, Fernando Nogueira vai-lhe entregar "um amuleto contra o mau-olhado".

"Se não estiver presente, o amuleto vai pelo correio até Madrid para proteger o nosso jogador de alguns loucos que há em Espanha", finalizou o bruxo de Fafe.

Fernando Nogueira, o Bruxo de Fafe, também garante que Ronaldo não está sob nenhum feitiço negativo: 'Nenhum bruxo pode revelar publicamente as suas magias porque senão corre risco de vida. Além disso ele disse que o seu vudu já surtiu efeito, o que é mentira, porque a magia negra só dá resultado ao fim de 90 dias.


Ah, estávamos a ir tão bem, Fernando. Mas não deixa de ser digna de registo a forma lúcida e preocupada como te referes a esses "loucos" que existem em Espanha. Realmente, é por causa de badamecos como esse tal de Pepe que a reputação do bruxedo ibérico anda pelas ruas da amargura.

E gosto sobretudo da constatação da eficácia diferida da magia negra. Tenho a certeza que essa frase foi dita com a arrogância característica de quem transmite uma verdade evidente. Aliás, algo me diz que a frase original era qualquer coisa do género: "porque a magia negra só dá resultado ao fim de 90 dias, por amor de [um qualquer ser abominável superior que habita numa floresta bastante escura]".

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Noah &...The Whale

Sou facílimo, preocupantemente fácil, com bandas de que gosto. Noah & The Whale é uma delas. Rendo-me instantaneamente. E nem é pela graça do nome da banda, que a tem, acreditem que a tem. Também não é pela sonoridade das músicas, pela mistura instrumental, pela voz de Charlie Fink, nem pelo simples facto de me fazerem lembrar os Coldplay em versão indie.

Gosto de Noah & The Whale, sobretudo porque as suas músicas são completamente instrumentalizadas pelo vocalista, que as usa para sair - ou para se afundar ainda mais - da fossa para onde o fim da relação com uma ex-membro da banda, Laura Marling (que também não canta nada mal, mesmo), o atirou. Por isso é que o Público descreve o seu último álbum como um dos melhores sobre dor de corno que já foi feito, porque apesar de ser sobre a dor de corno e a incapacidade de Charlie Fink para amar, a melodia não é triste. Talvez seja, por vezes, melancólica, mas as mais das vezes não o é, pelo contrário. E ainda, com jeitinho e no primeiro álbum, apanham-se músicas da altura em que estava todo apaixonadão, que são igualmente boas. Por isso, if your spirits are high, focus on the instruments; if they're not, melo-indulge yourself with the lyrics.

Lisbonska

E à medida que o tempo passa, mais vou percebendo que não estou em Lisboa; estou algures na Escandinávia, em pleno Verão, onde os dias são interminavelmente longos e as noites irremediavelmente curtas. O que, convenhamos, pode vir a ser bastante chato: primeiro, porque não vou conseguir votar nas autárquicas; depois, porque sou capaz de apanhar um resfriado, e não sei se estou preparado para os rigores de um eventual frio nórdico. Talvez seja melhor começar a pensar numa ida para a Índia - não só é mais quente, como diz que pelas bandas de Agra há um palácio à indiana com uma história gira por trás.


Há malta com MUITO tempo livre. E ainda bem. Especial atenção ao volte-face final, que me levou às lágrimas.

Nobel da Paz

Barack Obama wins Nobel Peace Prize.

Boa. Não, a sério. Boa. Não te chega seres Presidente dos E.U.A. e jogares ao mesmo tempo no Benfica e no Porto, ainda que em posições não muito diferentes para não dar muito nas vistas?Guloso do caraças. Também queres as taças e as medalhas que tenho no quarto? E o meu diploma de curso, também?

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

The Dodos - Visiter



Ritmo frenético da guitarra, contrastante com a voz. It's fucking guay.

Gostava, muito rapidamente e porque tenho de ir continuar a trabalhar no idioma de Napoleão, de dar os parabéns a Serge Gainsbourg, uma vez que concluí tratar-se do único homem que consegue não ficar completamente homossexual a falar francês. Moi, je suis proche aussi. Félicitations, cher ami.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Wrong and wrong


Kate Beckinsale Is the Sexiest Woman Alive.

Antes de mais, não é a primeira, é a segunda. Para a próxima, perguntem-me antes de se porem aí todos lampeiros a disparar prémios de sensualidade, só porque são uma revista.

E boa, façam a notícia e nem sequer mencionem o meu nome, que ando a defender a causa desta senhora faz anos, qual paladino de fanfa. Nem um "Credits for this award go to Rosé Mari" ou coisa do género.

A Selecção é de todos

Jovem, estás à deriva? Sentes-te perdido e sem rumo, em Portugal ou no estrangeiro, a vaguear por um clube de meio da tabela, ou até pior? Não desesperes mais, há um lugar para ti na Selecção Nacional. Alista-te e junta-te a ilustres medíocres como Nuno Assis, Edinho, César Peixoto e Pedro Mendes.

O quê? Continuas cabisbaixo por não seres de nacionalidade portuguesa? Deixa-te disso, pois a equipa de todos nós não olha a cores, credos, raças, talento nem nacionalidades.

Não percas mais tempo, junta-te a nós e vem fazer de Portugal uma equipa espectacularmente fraquinha.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

BBC Radio 1 Live Lounge



Vale a pena explorar esta senhora, vocalista dos The Noisettes. E com um gajo assim na bateria, vale sempre a pena. Assim de repente gostava de ser bife, só para poder ouvir este programa da BBC Radio 1 a caminho do escritório.

Neca and necast

O vocalista destes gajos tem um picanço com o dos We were promised jetpacks a ver quem consegue ficar com mais cara de neca em videoclips. Desde que continue a cantar assim, fine by me. Gosto sobretudo a partir dos 2'36''.

E talvez a música até nem seja nada do outro mundo. Mas já deviam todos saber que uma música é muito mais do que um simples conjunto de notas e / ou uma voz cantada. A música não entra só pelos ouvidos, entra também pelos outros sentidos, que a "ouvem" da maneira que sabem e conseguem. E, por isso, para mim esta música é das melhores coisas que tenho ouvido nos últimos tempos. Não seria, mas passou a ser: cheira a mar numa tarde de Outouno fria q.b., entre outras coisas.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

I'm not responsible for this post

:)

1.401 dias, 5 horas e 56 minutos - ou 916 posts - sem esta coisa ridícula que dá pelo nome de smiles. Isto é claramente carregueira a mais, só pode. Ou a menos.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Duck season was not until March

À procura de filmes no Cinecartaz, deparei-me com este: Caçadores de Vampiras Lésbicas. Imagino dois amigos à conversa, já com um nível de substâncias psicotrópicas na marmita bastante acima da média:

«- Vamos fazer um filme?
- Eish, isso era brutal...
- Pois era!E vamos fazer um filme de quê?
- Hum...já sei!Um filme de vampiros, como aquela série que deu na RTP2 quando éramos putos, a Vamp.
- A Vamp? Epah isso é só a melhor série de sempre! Quando era puto, depois de ver os episódios, fingia que mandava uns raios das mãos iguais aos deles.
- Era a Vamp e o Carrossel!
- Pois era...
- Mas falta aí qualquer coisa. 'Bora fazer um filme com caçadores de vampiros, mas os gajos têm de andar armados até ao tutano, com bazookas às costas, pistolas nos pés e uma coisa qualquer que os faça voar.
- Voar?Porquê?
- Então os vampiros não voam? Como é que queres que eles os apanhem?
- Bem visto, realmente.
- E uns óculos com infra-vermelhos para verem à noite.
- Isso.
- E conhecimentos de kung-fu superiores aos do Chuck Norris.
- Isso não só é impossível, como é estúpido.
- Tens razão.»
(algumas substâncias psicotrópicas depois)
«- Mas assim continua igual à Buffy...
- (...)
- E se em vez de vampiros forem só vampiras?
- De que é que estás a falar?
- Do filme.
- Ah!Foda-se, óbvio que sim.
- Mas e depois as vampiras safam-se com quem? Com os caçadores? Tem de haver cambalacho.
- Isso não pode ser.
- Pois não, porque assim ias acabar por ter vampiros, e só podem haver vampiras.
- Já sei...as vampiras são todas lésbicas.
- Exacto!E óptimas!
- Claro. Elisha Cuthbert, Jennifer Connely, Demi Moore, Megan Fox...E pode haver uma que não seja tão óptima mas que seja uma raçuda do caraças.
- Sim, aquela que dá origem a discussões intermináveis entre nós, primeiro sobre ela, e depois sobre outras miúdas parecidas e igualmente polémicas, usadas como termo de comparação para justificar a opinião dada. E o nome do filme?
- Os Caçadores de Vampiras Lésbicas!
- Impecável, é catchy pa' caraças. Agora só falta arranjarmos uma equipa de filmagem, realização e produção que esteja tão janada como nós estamos agora.»

Pelos vistos encontraram.

Bueno dias



UNESCO declara o tango Património Imaterial da Humanidade.

Piazzola, Gardel e Gotan Project agradecem. Não ir, acho que chega a ser falta de respeito.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

And counting

Quantos Tejos tem o Tejo?

Let them be merry

Continuo na minha, Falcao é fortíssimo de cabeça, mas não é bom - não pode ser bom - com a bola nos pés. O que não implica, como se viu ontem, que não possa ser bom de calcanhar. São coisas diferentes, or so I hope.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

The Shins - Plenty is never enough

Uma corrente preguiçosa, adormecida por um Verão nocturno fora de tempo, guarda - como aqueles guardas-nocturnos que já não guardam coisa nenhuma, fazem apenas parte da mobília - um lugar à espera de ser conquistado. Quer dizer, há quem por lá já ande a zumbir (esfregaram as patas assim que perceberam).

Um livro qualquer


Plenty is never enough. Mais outra na gaveta.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A planta que fuma


Pretty much self-explanatory. Brilhante, apesar de o gajo da direita ser um bocado florzinha.

O efeito descredibilizador de um gelado

Saudades dos dogmas sociais? Também pensei que sim. Este é simples e inquestionável, como qualquer dogma que se preze e seja digno do epíteto que ostenta, todo ele sobranceria e presunção:

«É absolutamente impossível ter qualquer tipo de credibilidade a comer um gelado.»

Dúvidas? Sugiro que façam a seguinte experiência: ofereçam um gelado a um amigo vosso, mas antes, peçam-lhe para dar a sua opinião sobre um tema sério, em relação ao qual tenham a sua opinião em conta. A seguir, dêem-lhe um gelado e repitam a experiência.

Já me ia esquecendo, mas como é óbvio, quanto mais velha a pessoa e mais "de puto" o gelado - sendo que o mini milk é o descredibilizador máximo -, melhor o efeito.

Watermat



Gadget especialmente vocacionado para famílias, amigos, namorados - pré ou não - e emigrantes clandestinos.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Bússola eleitoral



As perguntas são parvas porque levam a respostas que nem sempre correspondem à realidade, viciadas por advérbios que não têm nada de lá estar: perguntar se "O Benfica deve ter jogadores estrangeiros" é completamente diferente de perguntar se "O Benfica deve ter exclusivamente jogadores muito estrangeiros". Other than that, um bocado o que estava à espera, à excepção do campo "estilos de vida e ética".

E realmente gosto bastante de MMS, tenho vindo a gostar cada vez mais, e de M&Ms, mas desconheço a ideologia política de qualquer um dos dois.

Fried Friday

As equipas que jogarem contra o Barcelona vão começar a perceber que a única maneira de os parar é à paulada. Isto, se se vier a confirmar, como eu penso, que todos temos um Jaime Pacheco dentro de nós, normalmente escondido atrás do pâncreas.

Modest Mouse - Dashboard




Esta música acabou de fazer com que ficasse mais de um minuto dentro da garagem, de carro parado, a ouvi-la. Pior, esta música fez com que eu reabrisse o portão da garagem para que a interferência que começou a aparecer quando aquele se fechou desaparecesse. E isto foi só uma maneira rebuscada que encontrei para dizer que esta música é daqui (e quando escrevi "daqui" estava a segurar com o polegar e o indicador no lóbulo de uma das minhas orelhas e com os outros três dedos esticados). E esta foi outra, pelos vistos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Atleti

Para muitos, o Atlético de Madrid é o clube de Futre e Gil y Gil, e agora de Simão; para a maioria, os colchoneros são o segundo clube de Madrid; para a família do Zé Castro, é o clube do Zé Castro. Mas os madrilenos são também conhecidos por terem os melhores anúncios de sempre (?) de promoção do clube e da temporada desportiva, lado a lado com aquele do Rui Costa:

(no princípio desta década o clube foi despromovido para a 2.ª Liga. Quando subiram, apareceu este anúncio)


(2005/2006)


(2006/2007, à volta da guerra civil espanhola)


(2007/2008




(2008/2009, ano do regresso à Champions)


(and last, but not least, Atlético de Madrid me mata, com o sócio n.º1 do clube)

Arigatô

Piquenas facadas nipónicas em nome de surpresas.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A insustentável leveza do ser


A insustentável leveza do ser, de Milan Kundera, devia ser de leitura obrigatória. Em português - ou em francês, se preferirem, que até foi a língua em que o livro foi escrito, apesar da nacionalidade checa do escritor. Verdade seja dita, só pus o nome do livro aqui em francês porque acho que L'insoutenable légèreté de l'etre consegue ter ainda mais estilo que a tradução para português, e está taco a taco com a equivalente inglesa, The unbearable lightness of being, nome que também não deixa de ser do cacete. Como é óbvio não foi por isso, ou não foi só por isso, mas se percebessem tudo deixavam de vir cá.

Sem querer estragar a história, Kundera parte de uma ideia de Parménides (que não se cansa de desconstruir e questionar), segundo a qual as coisas "leves" são positivas e as "pesadas" são negativas. A esta associa duas outras: a da inevitabilidade das coisas, o es muss sein! de Beethoven, o "tem de ser!", referindo-se constantemente ao poder e à beleza dos acasos como antecâmara do amor, porque o que tem de ser, tem muita força; e à impossibilidade do eterno retorno, ou seja, de tomarmos banho duas vezes na mesma água de um rio - ou mais, para aquela malta que toma todos os dias banho no rio.

Recorrendo, por várias vezes ao longo do livro, a estas três ideias principais, constrói um romance - com várias histórias de amor e atracção interligadas e às vezes parece que paralelas - que se mistura com a realidade histórica da Checoslováquia sob ocupação russa, conseguindo descrever as relações de força e fraqueza no amor, bem como a influência que o passado familiar pode ter na vida amorosa de uma pessoa, de uma forma que eu nunca tinha visto num livro. E de vez em quando sai-se com umas tiradas de génio, como esta:

O amor não se manifesta através do desejo de fazer amor (desejo que se aplica a um numero incontável de mulheres), mas através do desejo de partilhar o sono (desejo que só se sente por uma única mulher).

É tão genial, que chega a ser tipo brutale.

O caminho

The walls, the walls are coming down
The here and now is coming round.


You're the one to blame. Não paraste.

Dirty Dancing

Tive a sorte de estar no ginásio à hora em que o Dirty Dancing estava a ser transmitido na SIC. Digo-me afortunado porque, como imagino que seja do senso comum, as academias de culto do corpo são não raramente frequentadas por indivíduos com especial apetência para atracar de popa.

Ora, o Dirty Dancing a passar num ginásio tem exactamente o mesmo efeito que a Alessandra Ambrósio (ou, verdade seja dita, qualquer mulher que não esteja de touca e a cheirar a courato) a atravessar as roulottes do Estádio da Luz em dia de derby: pára tudo. Halteres a passearem perdidos pelo ginásio e o caraças, como aquelas bolas de arbustos secos em cidades-fantasma do faroeste.

E acho que isto chega para perceber o espectáculo que presenciei ao entrar no ginásio ontem à tarde: meia dúzia de homens - que não deixam de o ser, só porque o Fado decidiu incutir-lhes uma predilecção por abafar a palhinha; já a utilização do H maiúsculo pode levantar alguma dúvida e celeuma entre os mais valentes - a abanar o pé, a anca (aqui usada propositadamente no singular) e uma das mãos, entre suspiros e olhos já lacrimejantes com a pinta de garanhão sentimental do Swayze. Com a minha esguia presença a passar discreta, não se coibíram de começar pouco tempo depois a comentar o efeito que estes filmes por eles apelidados de "sentimentalões" tinham nas suas pessoas: "eu ponho-me logo a chorar que nem uma maria madalena", dizia um; "eu agora dou por mim a chorar com todos os livros que leio", respondeu o outro. "ah, mas este filme é muito sentimental", chutava, com alguma falta de jeito (porque desde o Graeme Le Saux que não há registo de um homossexual bom de bola), um terceiro.

E já no fim, o coup de gras, no fim de uma série de exercícios que suponho que tenha sido extenuante para o aqui visado, que incluíram uma série de grunhidos desprovidos de qualquer virilidade e cuja reprodução neste blog poderia afastar os mais sensíveis: "ai, até me faltou o ar agora, bem que o Swayzi (assim mesmo, com o "i" no fim) podia estar aqui para me dar uma mãozinha.". "Seu maluco", ouviu-se algures do banco do supino.

Quando for o "Ghost: O Espírito do Amor", acho que vou para lá mais cedo.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Fanfarlo



Que coisa boa, acabada de descobrir sem razão especial.

She was a doctor from out of town

He recalls the shape of a woman, a dancing shape, moving to the sound of one of his favourite songs, in a way that gave the impression that she was the only one on the dancefloor of that dim-lit hip club he used to go to (a lot could be said on the reasons that took him there every week, but now is neither the time nor the place to do so - this story is not about him).

Night and spirits were both high and so he thought 'why not?' while he kept getting closer and closer, approaching the shape from her back.

'Hey.', he said, and it looked as though they were long time passion driven lovers - they obviously weren't since he had only seen that shape wandering around that place a few times before.

Nevertheless, he felt confident. Come to think about it, he had no reason not to.
She didn't answer back, pretended not to notice that stranger's voice on her left ear and kept on dancing. He did not take it as a tease; after all, in his head she was all alone dancing with herself. But as you will see, she did notice him. That was exactly why she did not answer at first, as she wanted to enjoy that unexpected voice first before reacting.

He stood there, taking a few sips of his whiskey and dancing to a beat he could not care less about (do not get him wrong though, he was into music. However, for those long minutes his mind was not set on the sound echoing from the speakers). By doing so, the shape lost her vagueness, as he was too close to avoid paying attention to a couple of details that immediately caught his eye: her left hand playing with her hair and the way her right arm strechted every now and then to grab the bottom of her t-shirt. All this she did while dancing at the same time, and he started to feel a dizziness one feels when one's being driven crazy.

A short statement about this character: he had a strange yet understandable resistance to "meant to bes", "meant to happens" and whatnots, but he knew he was going to get that girl tonight. And right he was.

Minutes went by until she slowly but firmly turned to him for no particular reason other than out of curiosity for the carrier of that soothing voice. After she did so, the distance between them was hardly longer than a whisper.

'Hey there sweet stranger, I've been watching you. You look familiar, you know, like someone I'm looking for.', she replied back. 'Let's go.', just like that, out of the blue.
"Let's go". He felt his heart racing when he heard this, but on the outside he looked calm. 'Where to?' he asked, trying to keep his cool.
'That's up to you. I already did my share.'
He laughed. 'And what's your name?'
'That depends on how good you are.', she uttered defyingly to his hear. He laughed once more, this time in a more confident way.

Gone they were, coming across a few waltzing John Does among the crowd on their way out. He was ahead holding her hand but he knew she was leading. 'Because I'm letting her.', he thought.

She was leaving next day, she told him. By the end of the night, let's just skip some horizontal details and say he got to know her real name. Or so he believes. He thinks he'll never see her again. She knows she will. That undisputable knowledge came to her as clearly as clear can get the second she realized the sweet stranger was that specific someone she had been looking for (once again, don't misinterpretate this: she was really looking for a guy, she just didn't know how he looked and thus kept on searching, until that night). How the hell did she find out "the" guy was him? I have no idea, but she knew she had found him. And she was right.

Obama do Biafra



Deu-se ao trabalho de pôr aparelho e tudo, mas aquele corte de cabelo não engana. Primeiro Adu, depois Obama...quem disser que Luís Filipe Vieira não tem visão estratégica é, no mínimo, parvo.

(e nem me venham com conversas que é porque são os dois pretos, porque isso é racismo)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009



Não tens nada a ver com isso, Senhor Turismo de Portugal.

It's going to get massive



Esta cachopa vai abrir o concerto de Massive Attack em Novembro. Mais uma boa razão para comprar o bilhete.

Vota Pereira

Depois de ver as entrevistas aos candidatos às legislativas na diagonal, acho que vou votar no Ricardo Araújo Pereira.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Back to reality II - Holy malária

Supostamente, e para além do já conhecido repelente, há duas maneiras eficazes de evitar a malária, que giram à volta da mesma ideia-base: fazer com que o corpo emane um cheiro que afugente os mosquitos.

A primeira, consiste em tomar doses cavalares de vitamina B; a segunda, recentemente desenvolvida por uma mente iluminada em solo timorense, tomar o mínimo de banho possível. Tal como com a presunção e com a água benta, o mesmo adágio se aplica ao combate à malária: vitamina B e banho, cada um toma o que quer.

Back to reality I

Se por acaso forem ao Sudeste Asiático, não dêem boleia ao troglodita indonésio que vai passar o dia seguinte ao vosso regresso a dar-vos marretadas na cabeça e a cantar, aos vossos ouvidos, o hino indonésio de trás para a frente. Jet lag é só um nome pomposo para a coisa.

Era eu. Now what?

domingo, 13 de setembro de 2009

Regresso

Nao sei como é que me vou re-habituar a deixar de ter o mar como uma das paredes de minha casa. A realidade está a 31 horas de viagem de um paraiso - esperas em aeroportos incluidas - mas, felizmente, a alguns minutos de outro.

domingo, 30 de agosto de 2009

Bali

Já há uns dias na Indonésia. Não faço a mínima ideia que dia é hoje, e mesmo que mo digam, sei que daqui a umas horas já não vou saber outra vez. Nem quero. Bali é um paraíso, e digam o que disserem, ainda está em estado bruto, muito pouco lapidado, e ainda bem, à excepção de Kuta e arredores, mas que também não deixa de ter a sua graça, desde que não seja too much. As pessoas são simpáticas, de sorriso fácil e sincero, apesar de às vezes poder parecer que o CD é sempre o mesmo - como é bom, muito bom, mesmo que seja, ninguém se importa com isso. O trânsito é caótico, mas flui, há sinais e pouco mais. Comecei a tentar fazer surf, o que não deixa de ser digno de registo.

O La Joya, hotel onde estou a dormir, é um paraíso, but it could use an extra pair of brown eyes. O frio, esse gajo chato, ainda não descobriu o caminho para cá, acho que já tomei banho na piscina às 3 da tarde e às 3 da manhã.

Certamente ficarão contentes por saber que estou a fazer de Rodrigo Amado um homem. Tem sido uma tarefa árdua, mas acho que é possível. Segue-se Timor Oeste, amanhã.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Ja em Kuala Lumpur. Sem acentos, abafado pelo clima tropical, agarrado a um cheiro e a um dedo que silencia.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Out of the Office

Até ao próximo dia 15 de Agosto estarei ausente do escritório, pelo que não poderei ler a sua mensagem. Se o assunto for urgente, estou contactável através do número de telemóvel + 351 91 x. Muito obrigado,

I will be out of the office until 15 August and therefore will not have access to my e-mail. If the matter is urgent, please contact me on my mobile telephone + 351 91 x. Thank you,

José Maria Júdice

E que bem que sabe carregar no OK.

Rosé Mari on tour

Parto amanhã, durante 21 dias, rumo ao Sudeste Asiático, mais precisamente para visitar Bali, arredores, e Timor, com um cheirinho de um dia, em modos escala, em Kuala Lumpur. Qual é o interesse disto? Para vocês, muito pouco; para mim, muitíssimo.

Tenho uma curiosidade imensa em conhecer Timor. Falam-me da sua enorme beleza natural, para depois me alertarem para a sua pobreza extrema. «É lindo, mas muito pobre, muito primitivo», dizem, fazendo acompanhar o segundo adjectivo de uma carga fúnebre. «Porquê o "mas", a adversativa, a oposição?», penso. Não me parece que as duas realidades sejam incompatíveis, pelo contrário. É uma estranha forma de beleza, a que se faz acompanhar pela pobreza - diferente, mas não menos bela. Tenho também vontade de comparar o lado indonésio com o lado timorense, perceber se a diferença existe, seus contornos e manifestações.
Dizem-me que Bali é turístico. Pelo que investiguei, que foi pouco, percebo que há muito, muito mais para ver em Bali para além do seu lado turístico - espero conseguir encontrá-lo.

Sei que vou escrever durante a viagem, só não sei é se o farei aqui. Mas hei-de pensar muito em vocês enquanto estiver, debaixo de água, a ver peixes que nunca vi na vida, ou num pôr-do sol com uma Bintang gelada como companhia; também é possível que me lembre da vossa existência a ouvir histórias de pessoas que só voltarei a encontrar nas memórias que guardarei delas, ou perdido nos mercados locais, inebriado com o cheiro das gentes e das especiarias, fascinado com um admirável mundo novo. Mas não deixa de ser estranha, inesperada, confusa, esta vontade de ficar.

A malta vê-se em Setembro, mais precisamente no dia 15.