quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

NO CUME DAQUELA SERRA

Plantei uma roseira
O mato no cume cresce
A rosa no cume cheira

Quando cai a chuva fria
Salpicos no cume caem
Lagartos no cume entram
Abelhas no cume saem

Mas se cai a chuva grossa
A água do cume desce
O orvalho no cume brilha
A floresta no cume cresce

Depois que a chuva cessa
Ao cume volta a alegria
Pois torna a brilhar de novo
O Sol que no cume ardia

E à hora crepuscular
Tudo no cume escurece
Pirilampos do cume saem
E a estrela no cume aparece

Poema da autoria de um senhor de 87 anos, cuja identidade permanecerá anónima. Genial.

2 comentários:

lourenço disse...

lagartos no cume entram...

(tu disseste...)

maxado...

ze maria disse...

eu n, o senhor que escreveu o poema!