terça-feira, 11 de abril de 2006

Os míudos já não cantam como dantes


A última Sábado traz um artigo, na parte de educação, relacionado com as cantigas entoadas pelas crianças, que foram alvo de uma mudança.

Reza o artigo que se tem pedido aos professores para alterar as letras violentas de músicas como o Atirei o Pau ao Gato, tendência essa que surgiu nos EUA, aposto que por obra e graça de duas feministas de esquerda (peço desculpa pelo pleonasmo). O texto tem várias pérolas que não podia deixar de comentar.

Começa por informar que já existem duas versões alternativas ao célebre Atirei o Pau ao Gato, uma com sotaque brasileiro, onde se faz o seguinte apelo: "não atire o pau no gato", pois "O gatinho é nosso amigo/não devemos maltratar os animais." (as escolas que adoptaram esta versão acompanham a cantilena com um charro que roda pela turma toda);outra, que à boa maneira portuguesa, limitou-se a substituir (leia-se remediar) as palavras perigosíssimas pau e morreu, por pão e comeu, ficando a letra "Atirei o pão ao gato/Mas o gato não comeu". Ao que parece, nem O Capuchinho Vermelho (onde o lobo passou a apenas assustar a avó em vez de a comer) se livrou desta razia.

É bom ver que se começam finalmente a resolver os problemas sérios e de fundo da educação portuguesa, responsáveis por várias gerações de assassinos de gatos e devoradores de velhinhas. Alguém me explica o problema de incentivar as criancinhas a matar os animais mais manhosos que aí andam, os gatos, e a explicar-lhes, desde pequeninos, que safarem-se com mulheres mais velhas é o caminho a seguir?

4 comentários:

Galiano disse...

O futuro do país está comprometido

El Pibe disse...

comer velhas e matar gatos! mas muito vehas também não, há que ter limites. quanto aos gatos, quanto mais novos desaparecerem melhor

mister rávárá disse...

qual atirar paus.. era mas é espeta-los em paus e pô-los a arder como fazia a inquisiçao..ja repararam no ar de filhos da puting desses bichos?

van_Zeller disse...

O joseph finn gardner tinha toda a razão...Algém já leu as "historias de encantar politicamente correctas?"