sábado, 9 de fevereiro de 2008

Traffic ego

Quando desço ali uma rua, em S. Sebastião, que vai dar a um quartel, perto do Corte Inglés, onde existem dois sinais, lado a lado, separados por uns lugares de estacionamento improvisados, sinto-me verdadeiramente uma criança, porque o que mais quero é apanhar o sinal da esquerda - o mais distante - verde, para, num gesto claramente à campeão, salpicado com pinceladas de artolas, cruzar o "parque de estacionamento" e ganhar, não só cerca de dez segundos, mas também o dia. É uma questão de traffic ego.

Era a CML perceber isto, e fazer assim uns atalhos meio dissimulados, destinados apenas para street champions, e arrisco dizer que seríamos todos muito mais felizes. É a grande vantagem da parvoíce, permite um contentamento assente em pressupostos a roçar limiares mínimos de exigência.

6 comentários:

DEL disse...

IMAGINA A QUANTIDADE DE AVENTURAS QUE IRIAS TER SE, COMO DEVERIAMOS TODOS, ANDAR DE TRANSPORTES PUBLICOS....

FORÇA

DEL disse...

IMAGINA A QUANTIDADE DE AVENTURAS QUE IRIAS TER SE, COMO DEVERIAMOS TODOS, ANDAR DE TRANSPORTES PUBLICOS....

FORÇA

ze maria disse...

os transportes públicos também me fascinam, mas por outras razões..

ze maria disse...

contudo, força aí com essa consciência ambientalista, nunca a deixes de desenvolver..

del disse...

a conciencia ambientalistas acaba por ser uma consquencia, não um objectivo,

a questão base e uma opção como qualquer outra....

alias,
e para mim complicado perceber que uma pessoa, não estou a dizer que voça exeelencia encaixe neste estereotipo, uma pessoa que mora numa grande cidade,
que mal ou bem vai tendo transportes públicos,
abdique de tal modo da vida em comunidade que prefere meter.se dentro da sua viatura própria,
que na maior parte das vezes e factor de uma vida afogada em prestações bancarias,
ligar numa qualquer estação de musica e dirigir.se ao seu distino, sozinho,
tendo obrigatoriamente de restringir toda a sua capacidade produtiva ao acto de guiar,
por entre musicas comerciais,
cronicas de assuntos que não têm interesse e blotins meteriologicos...
(que naturalmente são.lhe indiferentes visto estar na sua viatura)
á chegada estaciona como todos em estacionamento pago, ocupando espaço de cidade que poderia e deveria ser para outros fins...no fim do dia a mesma conversa, sinais e transito, musicas e cronicas....alguns palavrões porque esta stressada com a merda do autocarro que não anda, e tem de chegar a casa a tempo dos morangos com açucar....

onde fica então o gosto pela cidade?
o prazer de andar a pé...
de passar num jardim e porque naquele dia assim se decide, ficar por ali....
o prazer de ouvir as historias do eléctrico..
de comentar o Benfica na mercearia, ou do concelho sempre sábio das senhoras dos bancos da frente...
o piropo da menina do café...
o encontro emediato com a namorada do antigamente....
a leitura....
o prazer de ir descobrindo pequenos motivos de interesse que vão catapultando o pensamento para la daquilo que podíamos imaginar....
conhecer outras gentes...
etc etc....



não me parece por isso, caro amigo, que se possa resumir tudo a uma questão ambientalista....

aquele abraço

ze maria disse...

não podendo deixar de aplaudir o diletantismo presente no teu comentário, aproveitaria para te lembrar que a) lisboa não convida propriamente a andar a pé, a menos que sejas um amante de montanhismo; e b) quase todas as actividades prazerosas aí descritas implicam uma situação, que dá pelo nome de fim de semana, e que só acontece duas vezes por semana.

já para não falar de que começaste por sugerir a utilização de transportes públicos, para depois abordar as vantagens de andar a pé. respeito que gostes das duas, tal como espero que percebas que prefira, entre apanhar dois autocarros e demorar 30 min para chegar à faculdade, ou ir de carro e demorar 10 min, prefira a segunda.