Coincidences are what we make of them. Admiting their existence, as well as their importance, depends on how much we wanted them, or not, to take place. Ergo, coincidences are created, at least partially, by ourselves. That's why the co is there.
segunda-feira, 30 de abril de 2007
domingo, 29 de abril de 2007
Bom qualquer coisa
Vai-se a ver e é meio-dia. E o metaleiro ainda não chegou, cabrão. Verdade seja dita, abrir-lhe a porta é um desafio do caraças, ainda que seja apenas uma noite por semana. Cada um aguenta o que consegue.
Foram 24 horas muy buenas, com direito a de tudo um pouco, e algo mais. Que, infelizmente, hoje significam poucas horas de sono, já que daqui a algumas horas sobem ao relvado da Luz 11 homens, comandados por Simão e pelo Maestro, dispostos a lançar as bases de algo que se adivinha um quase-milagre. Eu aguardá-lo-ei, na esperança que Fernando Santos, por uma vez que seja, ultrapasse os habituais enguiços pelos quais as suas equipas passam nas alturas decisivas, recorrendo para tal a algo superior a arte e ao engenho, algo que dá pelo nome de amor a camisola, e que faltou nos seus outros flops.
A equipa é boa, consegue jogar bem, por isso não há porque não acreditar que uma vitória hoje significa o relançamento da candidatura ao título. E que assim seja.
Até já. Bom qualquer coisa.
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rosé mari
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sábado, 28 de abril de 2007
Bobby McFerrin, Ave Maria
Arrepiante. A prova que música é muito mais do que a voz que sai de uma garganta ou de um instrumento, e que um público também faz um concerto.
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rosé mari
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03:00
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Shower musics II
Adenda: Tem que ter feito parte da playlist de um casamento nos últimos 5 anos.
O que me cria a dúvida, será o More than words, dos Extreme, uma shower music? Decisão difícil...
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rosé mari
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02:02
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Vamo lá ver
"Alto e pára o baile", costumava dizer o meu pai. Mais precisamente, "alto e páró baile".
Agora digo-o eu. Meus caros, caras, queridos e queridas, este blog é meu, não é feito para voces, é feito para mim. Considerem-no um exercício dictatorial do meu ego(ísmo), se quiserem. Basicamente, eu ponho aqui o que me apetece, e quem já le isto há mais tempo sabe o que a casa gasta.
Mais ainda, desde há 3 meses atrás, quase nada mudou. Talvez a hora dos posts. Talvez Barcelona me tenha feito abrir alguns horizontes. No entanto, a cabeça funciona, carbura, exactamente da mesma maneira, e isso posso garantir-vos eu, porque a conheço melhor que ninguém, melhor do que se calhar alguém alguma vez a conhecerá, porque ninguém vive mais tempo comigo do que eu.
Dito isto, evitem, cada vez que não percebem alguma coisa, partir para a piada fácil e comentário repetitivo. Não sou um gajo genial, mas consigo escrever uma coisa que faça sentido apenas para mim e quanto muito para uma ou duas pessoas mais, não por se tratarem de seres com um Q.I. fora do comum, mas porque houve um gajo qualquer que um dia resolveu inventar o conceito de private joke. Outras coisas há que escrevo e só fazem sentido para mim, mas isso é outra história, considerem-nos desabafos.
Peço-vos, como tal, encarecidamente, que se abstenham de dizer merda. Quer dizer, podem dizer merda, mas digam merda interessante sff. Vale?
n.d.r.: os acentos graves e circunflexos, bem como alguns agudos, meteram baixa acho eu, se não fizer sentido a frase metam-lhe um dos 3
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rosé mari
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01:35
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sexta-feira, 27 de abril de 2007
Sombra del Viento I
"Salga de su cabeza y tome la fresca. La espera es el óxido del alma".
Uma de muitas partes do livro, geniais, que porei aqui.
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rosé mari
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02:21
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quinta-feira, 26 de abril de 2007
Piropo Panini

Fofa, tu se quisesses eras o brilhante na minha caderneta de gajas
Veio-me à cabeça o piropo, do nada. A sua eficácia parece-me letal. Romântico q.b., com uma pitada de badalhoquice, indispensável em qualquer piropo, presente no "fofa" e "caderneta de gajas", a que se junta um irresistível toque infantil e querido, graças à associação com a Panini, hobbie de quase todos nós, rapazes e raparigas.
De nada, de nada.
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rosé mari
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07:42
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quarta-feira, 25 de abril de 2007
Shower musics

Não tinha o hábito de ouvir música mientras me duchava em Lisboa, tendo-o adquirido só em Barcelona, porque temos um rádio na casa de banho. Foi amor à primeira vista.
Foi, no entanto, apenas depois de uma série de banhos que me comecei a dar conta que nascia em mim um novo género musical, as shower musics. Chego a perder, porque a antena não é grande espingarda, uns dois minutos a sintonizar o rádio na estação (estação, ou posto?) que tem as ditas, e que é de uma qualidade e precisão quase infalíveis.
E o que são shower musics, perguntam vocês? Conceito bastante passível de discussão doutrinal, aviso já. Avanço, por isso, com uma série de características da música que almeja um dia -porque nem todas conseguem alcançar esse patamar, mais que género, musical- chegar a shower music, de forma a que fique mais claro:
- Ter no mínimo 10 anos, com raríssimas excepções. É preciso sentir que se está a ouvir algo de antigo;
- Ter, pelo menos, um refrão que esteja no nosso ouvido e que se possa, se não cantar, fingir que se sabe na perfeição. E de preferência, um refrão que seja antecedido por aqueles quase-silêncios de um segundo que se instalam antes dos refrões de algumas músicas, e nos deixam llenos de ganas de os cantar;
- Não precisar de ser uma boa música. Quando digo boa música, digo no sentido técnico, seja a nível vocal, seja instrumental. Isso é completamente irrelevante. Se o for, melhor ainda, claro.
Ou seja, a shower music não é necessariamente uma música má, nem boa, e a conotação está longe de ser negativa. Pode não se gostar, seja porque não se toma banho, ou porque não se gosta de cantar, pero que las hay, las hay.
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rosé mari
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03:49
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Sant Jordi II
Auto-regalei-me isto anteontem:


Prometi a mim mesmo que não saía de Barcelona sem me iniciar em Garcia Marquéz. Quanto ao terceiro livro, estou especialmente curioso. A ver.
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rosé mari
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01:08
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terça-feira, 24 de abril de 2007
Sant Jordi I
Ontem, dia 23 de Abril, comemorou-se na Catalunha o Dia de Sant Jordi, também conhecido pelo dia da rosa e do livro. Eles oferecem uma rosa a Elas, que respondem regalando-lhes um livro. É basicamente o dia dos namorados para esta malta. As ruas enchem-se de gente, seja casais apaixonados, seja vendedores de rosas e de livros, seja de turistas impressionados com a romaria.
A explicação do dia não é lá muito clara, mas também ninguém se preocupa muito com isso. Cutting things short, existe este costume porque desde o século XV que supostamente tinha lugar na Catalunha, durante este dia, a Feira da Rosa ou dos Apaixonados, em que os homens ofereciam uma rosa às mulheres. Quanto aos livros, surgiu há alguns anos atrás, não sei se ditado pela astúcia da associação de livreiros da Catalunha, já que morreram neste dia Cervantes e Shakespeare, se por um movimento feminista que deve ter achado "injusto" os homens oferecerem a rosa e elas não terem nenhum direito, adquirido por tradição, em responder-lhes. De qualquer das maneiras, a UNESCO deve ter achado graça porque em 95 declarou o dia 23 de Abril como o Dia Internacional do Livro.
Consequência disto tudo? Barcelona transforma-se numa feira gigante, a cidade cheira a cultura e a romance, e há qualquer coisa no ar que leva as pessoas a entregarem-se a dois dos melhores prazeres da vida. Eu fiz o mesmo, e depois de 4 horas de sono, e de um dia de aulas, onde levei uma rosa para a minha clase de españo, composta por 90% de mulheres, de forma a desculpar-me perante a professora da minha ausência na semana anterior, mas não só, gesto esse que resultou na perfeição, e que me garantiu mais um balão de oxigénio, atirei-me para a Rambla da Catalunha, e fui a voar, devagarinho, até à Rambla, aterrando no fim da Rambla do Raval, sem rumo durante 1h30 por mares de gente, rosas e livros, mas com a perfeita noção que estava a ser levado por caminhos certos.
Ah, ia-me esquecendo, estava um dia perfeito de Primavera. Como se tudo o resto não fosse suficiente.
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segunda-feira, 23 de abril de 2007
Acçao inata

Couto marca no triunfo (4-3) em Palermo
Dizque, depois do tento e do costumeiro mortal, foi directo, inocentemente, à cal da linha de fundo. Para estar mais perto dos tiffosi, claro.
As saudades que tenho daquela voz imponente nas conferencias de imprensa da selecçao. Gosto de pensar que o Ricardo está lá por isso, qual Fernando Couto enluvado do Montijo.
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rosé mari
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06:49
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This is good marketing

Andava há 3 anos a falar disto, desde um Sao Martinho longínquo, no fim dum habitual jantar fora no Largo(?), fruto duma memorável estadia no Amável. Curioso ser confrontado com isto por intermédio do Barbas, também conhecido por meu pai.
Com um self-marketing destes, confesso que fico tentado a ligar-te, quanto mais nao (o til nao funciona lo siento) seja para te dar os parabéns, Sheila. Mereces um muita bem.
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sábado, 21 de abril de 2007
Reality check
1, 2, 3, reality.
Check.
Re-a-li-ty.
Hey, don't make fun of it.
Sorry.
Reality.
Check.
Noite diferente. Talvez mais do mesmo, se observada desinteressadamente, mas desta vez de um mesmo diferente. Noite feita de descobertas, de revelações que talvez não devessem ter saído do sítio onde estavam escondidas, mas que ao mesmo tempo iam pedindo para sair. Talvez sim, talvez não. Noite feita de conversas francas, frontais, daquelas que só se têm com amigos que, quando nos olham, vêem mais do que os outros, em que certas palavras levam com elas uma agressividade, brutalmente honesta, que só um certo grau de amizade permite.
Um wake-up call que se deixou dormir, num acto de lucidez surpreendente.
Noite diferente. Mas gira. Sem talvezes. Já os dias, têm sido passados em meditação. Profunda. Trascendental, vá, pela graçola.
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rosé mari
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quinta-feira, 19 de abril de 2007
mojo-Jojo
19:45, em minha casa, eu e Lacerda no quarto.
"Epah por acaso o teu Ipocket é que me dava jeito, perdi o cabo do meu Ipod e não o posso carregar, deixas-me levar sff?"
"Claro, na boa."
"Gracias"
Sensivelmente 45 min mais tarde, já no ginásio.
Estou tranquilamente a ouvir música, a meio de uma série, quando entra o mais recente hit de Jojo, Too Little Too Late. Na MTV Espanhola, pensariam vocês? Antes fosse. No leitor de mp3 de Pedro Lacerda.
O choque tomou conta de mim, percorreu-me a espinha e bloqueou qualquer capacidade de raciocínio e de movimento, levando a que os pesos da máquina descessem a uma velocidade alucinante, chocando com os que estavam a descansar e não tinham nada a ver com o gosto musical no mínimo dúbio do meu amigo, chamando a atenção duns quantos health freaks que se pavoneavam por lá.
Vá lá que a seguir veio José Cid com Favas com Chouriço para me tranquilizar. Acho que soltei um "ufa". Ou talvez fosse um "livra".
Tinha de contar isto. Before it was too little, too late.
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rosé mari
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20:48
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quarta-feira, 18 de abril de 2007
A Qviquie
18:30, em casa, estou eu e o francês, Joseph
"Rosé, tienes papeles?"
"Si tío."
"No, para escribir."
Silêncio. Cara de espanto.
"Ah, vale, creo que si Joseph, tiengo".
(Com direito a título para fans de Rounders)
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rosé mari
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