
O concerto vai ser épico. Lovely lady, I would treat you sweetly, adore you. Tenho a certeza que o será, mesmo que o Pavilhão Atlântico não encha, porque grande parte das pessoas que lá vão estar andam há já uns anos à espera da vinda deste senhor à Europa, o que significa que os silêncios vocais serão preenchidos com alguns milhares de gargantas em unísono. You wear nothing but you wear it so well. Quem me conhece sabe que prefiro Dave Matthews com Tim Reynolds, mas de qualquer maneira tenho bastante pena de não poder assistir ao concerto. Oh and you come crash, into me yeah, baby. Resta-me o consolo de saber que vou estar durante o fim-de-semana com o meu pai, dois irmão e cunhados, a ver uma das regiões mais bonitas de Espanha, a Costa Brava, mientras encho o bucho em alguns dos melhores restaurantes da região. I will go in this way and I'll find my own way out. Não toca guitarra o programa, é certo, mas vai ser muito bom.
Em jeito de antevisão do concerto, prevejo o seguinte:
- O Brinho não dorme há duas noites, pelo que se vai apresentar no concerto com umas olheiras maiores que as de um asmático agarrado a cortizona. Não obstante, entrará duas horas antes, e até ao princípio do concerto terá à volta de 5 orgasmos. Que aproveches Brinhoca, que sei que estás maluco!!;
- Assistir-se-à a uma das maiores concentrações de duras dos últimos tempos. Arrisco dizer que o número de duras por m2 será superior ao do Creamfields;
- O Brinho vai ficar grávido -gravidez histérica- no fim do concerto.
Por acaso achei que tinha mais coisas para prever. Vou fazer a mala. Se por acaso der o Crush, agradecia uma chamada. Por solidariedade económica, terei o número português ligado durante o concerto. A todos os que vão, divirtam-se, aproveitem a experiência única que é ter este monstro em Portugal!
sexta-feira, 25 de maio de 2007
Antevisão
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rosé mari
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quarta-feira, 23 de maio de 2007
The Champions

O Milan, a fazer lembrar a França do Mundial 98 e do Euro 2000, com uma defesa experiente, três trincos cheios de raça mas que sabem tratar a bola, um virtuoso, um Deus, e um matador, merecia. O futebol inteligente é o mesmo, linhas perto umas das outras, futebol jogado pela zona central, sem no entanto ser afunilado, e contra-ataques mortíferos de 3, 4 unidades máximo. Digo inteligente, e não cínico, como o da Grécia de 2004, porque não abdicam de jogar à bola.
O Liverpool não merecia. Os seus adeptos, talvez. Alec Baldwin merecia, Maldini também. Mas, sobretudo, Káká e Seedorf mereciam. Geniais ao longo de toda a competição, com um entendimento perfeito, cruciais em todos os jogos. A bola de ouro deste ano terá um de dois nomes: Maldini, por reconhecimento, ou Káká, por mérito. Que vá para Káká, que es el puto amo.
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rosé mari
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21:44
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terça-feira, 22 de maio de 2007
Drama queen
Fazes-te melhor do que realmente és, mas és muito melhor do que realmente pensas.
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rosé mari
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Ilusão de óptica
Repete-se o ritual. Ou pelo menos parece.
O passo pesado, lento, quase burocrático, é o mesmo.
O olhar, alheio como o pensamento, também. Mais seco, talvez. De certeza,
mas quem me viu antes, não me reconheceria.
Não tinha nada a ver.
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rosé mari
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segunda-feira, 21 de maio de 2007
Ser bom é...
ganhar a Taça da Liga, a Taça de Inglaterra, ficar em 2º na Premier League e ser eliminado injustamente, em penalties, nas meias-finais da Liga dos Campeões, e ter pessoas a considerarem que a época foi um fracasso.
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rosé mari
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23:42
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Tiffany Mulheron


Como se ela já não fosse boa o suficiente, ainda tinha que vir com um apelido que proporciona horas e horas de pagode. Do género "tu no Porto ias tar tramada"; ou "é bom ver que fazes jus ao nome"; e ainda "se as tuas filhas forem feias têm de mudar de apelido?". Entre tantas, tantas outras...
Muito obrigado Tiffany Mulheron. É bom poder chamar as boas pelos nomes.
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rosé mari
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20:43
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Fogo que não queima
São fogo elas, mas podes brincar à vontade que não te queimas.
Momento de inspiração num táxi.
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rosé mari
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domingo, 20 de maio de 2007
Talk, talk
O vídeo do youtube com o average rating mais alto. Espectacular.
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rosé mari
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16:23
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"E o que é que vieste cá fazer?"
"Vim ver o Benfica ser campeão."
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rosé mari
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sábado, 19 de maio de 2007
O Chico da Damaia
Faltam-lhe 2 dentes, compensados com duas argolas, douradas, nas orelhas. A cara está marcada pela vida, e os olhos, por estranho que pareça, têm algo de infantil, duma infância esquecida. Sorri quando fala, mas não sorri de felicidade, sorri com os olhos abertos de loucura, um sorriso que intimida sem precisar de fazer muito por isso. É chamado à conversa, por estar de passagem, porque estamos no Bairro e no Bairro é assim (e porque as cervejas não grandes amigas da clarividência), para dar a sua opinião sobre marketing, tema que estava a ser alvo de discussão. O marketing é um chamariz, opina ele. E publicidade? Epah, como quem diz já me estão a pedir de mais. Decide ficar, decidimos deixá-lo ficar, já que o tínhamos convocado para tão acesa discussão.
Passado algum tempo, só estou eu e ele. Do primeiro para o segundo momento não sei como passámos. Como quando se está a ver um dvd em casa que se deixou a meio, e se avança um capítulo porque o capítulo seleccionado afinal não era aquele, é essa a ideia que conservo da passagem da conversa de grupo para o tête a dangereuse tête, ou seja, nenhuma.
Vem da Damaia, ofereceu-me o seu nome, "caso tenhas algum problema já sabes", mas o álcool não me permitiu guardá-lo. Falamos da sua vida. Está na 4ª, ou seria a 5ª?, liberdade condicional, ou "precária", como ele dizia. "Porque é que estiveste preso?", pergunto-lhe, olhos nos olhos, com a intimidade que se tem com um amigo de um amigo que se acaba de conhecer. "Tráfico". "E agora como é que tás?", contraponho, porque a história, a realidade, tão diferente, me interessa, chega a fascinar-me, admito. "Tou bem man, tenho uma mulher, ando mais tranquilo, etc.", para minha surpresa. Tudo o que diz, di-lo aproximando a cara, porque talvez sempre o tenha feito assim, para mostrar que não tem medo de ninguém.
A conversa entra por caminho turvos, difíceis de recordar hoje, que serviram para que eu ganhasse a sua confiança, porque o tratava sem o temor no olhar a que devia estar habituado. "Vamos aí mandar umas 3 ou 4 unhas? Tenho 10 gramas de branca comigo! Da boa man, colombiana!", solta ele a dada altura. Pese embora a sua insistência, Rechazei a oferta, feita com trejeitos de loucura no olhar, brilhante, e mais uma vez no sorriso. "Mas ouve lá, então andas a tentar endireitar-te e tás para aí a vender coca? Tens uma mulher, e eu sei que não deve ter piada nenhuma para ti arranjares um emprego normal, mas se continuas assim tás a foder não só a tua vida mas a dela também!", decido arriscar, porque há algo de frágil nele que me dá a segurança suficiente para não estar com merdas. "Isto dá muita guita tás a ver, mas tu tás certo, agora tou a deixar de traficar, curto a minha mulher, tou a tentar pôr-me nos eixos, mas leva o seu tempo!", elucida-me com franqueza. Continuamos a falar, sobre isto e aquilo. "Curto bué o teu pensamento, és esclarecido tu man!", diz-me ele. "Obrigado", agradeço-lhe.
A noite caminha para o fim, e despeço-me do Chico da Damaia, chamemos-lhe assim, com um abraço e um "Força aí". Fiz a minha parte, vamos ver se ele faz a dele.
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rosé mari
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quinta-feira, 17 de maio de 2007
A verdadeira história

Fez-se luz, acabei de perceber porque é que crescemos. Não tem nada a ver com essas merdas de biologia e medicina, hormonas e outras tretas que tal. Crescemos, meus amigos, porque a dada altura da nossa infância tivemos a infelicidade de ver o Peter Pan, exacto, o gajo que não queria crescer. Parece contraditório? Acompanhem-me então para que vos explique.
Éramos nós putos, preocupados única e exclusivamente em jogar à bola, à apanhada, às escondidas, e entrar em duelos épicos com os nossos micromachines e GI Joes, tomando banho apenas em dias de festa, quando a RTP resolve passar, num domingo à tarde, o Peter Pan.
É-nos transmitida, então, a imagem do puto que não quer crescer, e como é que ele fica? Para sempre num campo de futebol, rodeado de doces e de coca-colas? Ou numa corrida interminável de Mario Kart em que só lhe saem trovões, carapaças encarnadas e coca-colas? Ou talvez numa piscina, com prancha, em que a água não é água, mas sim...coca-cola? Quase. Fica vestido de verde dos pés à cabeça, qual duende do Pai Natal, com um chapéu ridículo, uns leggings emprestados pelo metaleiro de minha casa, umas botas gamadas do armário do Aladino e uma espada de madeira, senhores, de madeira, que não tem mais de 20 cm de comprimento e que se vê claramente que perderia para a bisnaga do nosso vizinho da frente. Como se isto não fosse suficiente, ainda tem que aturar com uma gaja apaixonada por ele, que não mede mais de 10 cm e deita um pó irritante das asas.
Tá bem que o gajo voa, mas foda-se, vestido daquela maneira quem é que ia querer sair de casa? Foi então que, meus caros, aterrorizados por tal futuro, achámos por bem começar a crescer. Faz todo o sentido.
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rosé mari
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04:49
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Starry starry night
"E Platão, sabes onde fica?"
Nota: A frase em questão foi proferida a olhar para as estrelas.
Pelos vistos não deixou de ser planeta, simplesmente mudou de nome. Noite gira a de hoje. Futilmente gira, diria. Com direito a uma boa conversa, e outras coisas que se guardam.
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rosé mari
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quarta-feira, 16 de maio de 2007
"When people give themselves away, it's by little things."
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rosé mari
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Just a thought
Marketing is something invented by men to make people buy things they don't actually need. Not to be confused with publicity, which makes sense, from an informational point-of-view, wherever there is competition. Marketing, on the other hand, relies strictly on costumer deceival. Kinda like publicity's evil twin.
Cheguei a esta conclusão há uns dias, achei por bem pô-la aqui.
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rosé mari
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02:46
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