A propósito da manifestação contra o encerramento de alguns consulados em Paris:
As palavras de ordem, num dos locais mais emblemáticos de Paris, não podiam faltar: “Governo ganha juízo, os consulados não dão prejuízo”, “Governo se queres calar a gente, tens de ser mais inteligente”, “Cavaco Presidente, não deixes maltratar a gente”.
Faltou foi alguém para lhes ensinar português.
terça-feira, 20 de março de 2007
Je suis de Paris, França
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rosé mari
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segunda-feira, 19 de março de 2007
Inland empire

On the other hand, podem sempre ir ver o Inland Empire, Lynch's latest movie/mind journey. Considerado pela crítica como o filme mais louco do realizador, vale a pena ser visto, quanto mais não seja pela performance de Laura Dern, digna de pelo menos uma nomeação para Óscar.
Recomendações? Preparem-se para saírem da sala a querer ver o filme outra vez, são quase 3 horas de pensamento contínuo e de exercício intelectual; e se não viram nenhum filme dele ainda, ou melhor, se não sabem ao que vão, vejam outro primeiro, caso contrário a probabilidade de gostarem é ínfima. Inland Empire é a prova viva que cinema é muito mais que entretenimento à base de som e imagem.
Ah, and while you're at it, prestem atenção à banda sonora. Muy guay.
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rosé mari
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Click

Vejam o filme. Ignorem as infantilidades do costume do Adam Sandler (a não ser que tenham menos de 16 anos, e aí rock on), concentrem-se no argumento, aproveitem cada segundo em que a Kate Beckinsale aparece.
Resolvi sacar o filme por causa dela, e acabei por ter uma boa surpresa. There's nothing like lowered expectations.
E tu, se o vires, vais achar piada a uma parte.
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rosé mari
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domingo, 18 de março de 2007
Ich liebe fufens
Desconfio seriamente que a alemã que vive comigo é fufa. E isso faz-me ficar bem disposto. É que apesar de ela resvalar de uma maneira preocupante para o medíocre, a "amiga" dela preenche os requisitos do fazível, e quando assim é reúnem-se as condições para dar largas à imaginação.
Eu só pedia um gemidozito, um schnell que fosse. Sonhar e esperar, é o que me resta.
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rosé mari
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sexta-feira, 16 de março de 2007
Bola

Este Benfica é, para mim, o que pratica o melhor futebol dos últimos 10 anos, ultrapassando até o de Camacho. É verdade que a equipa consegue ser algo irregular, desconcentrando-se com alguma facilidade, mas pela primeira vez desde há muitos anos vejo vários golos de futebol continuado, e jogadas, fintas, e golos fora de série, que realmente dão gosto ver. E não é só isso, vê-se que há trabalho de treino nos cantos, livres (se bem que nesta última área já era frequente desde a era Camacho), e que a equipa começa a defender muito melhor do que aquilo que fazia no início da época, onde cheguei a temer o pior. Mérito para o Engenheiro, se bem que o meu maior temor continua persistir, e que se prende com a altura em que Fernando Santos normalmente treme, ou seja, a altura decisiva, em que o título vai ou racha.
A razão de ser disto tudo? Uma boa equipa. Diga-se o que se quiser, bons jogadores são meio caminho andado para o sucesso, e este Benfica tem vários jogadores de qualidade. Tem, sobretudo, vários jogadores que estão a fazer uma época fora de série: Simão, Miccoli, Katsouranis e Luisão, entre outros. Os dois primeiros, então, têm dado um recital de futebol este ano, protagonizando momentos verdadeiramente soberbos.
O que falta? Alguém ensinar a noção de tempo de salto ao Nuno Gomes, recuperar Rui Costa para a ponta final da época, e das duas uma: injectar confiança ao Anderson (é lastimável como um jogador com tanto potencial se deixa abalar tanto psicologicamente e cometer tantos erros por falta de concentração, faz-me lembrar o Polga de há 2 anos), ou assentar David Luiz ao lado de Luisão. Tem tudo para ser uma dupla promissora: um defende em antecipação, outro defende de forma mais física; um é mais rápido, outro tem maior poder de choque. Para além de que Luisão começa a ter a experiência para ajudar David Luiz a crescer.
Previsões? Ao contrário do que se costuma dizer, acho que este campeonato se vai decidir, pelo menos para o Benfica, nos grandes jogos. O Porto individualmente é fortíssimo mas Jesualdo, por mais que tente, não consegue transmitir à equipa aquele ar inabalável, quase imperial, característicos do penta (e agora entram com 11, não com 14, fica mais difícil). Quanto ao Sporting, falta chama, falta garra, o grande problema do modelo pragmático de que o Paulo Bento tanto gosta é que, para funcionar, a equipa tem de estar automatizada de forma perfeita (veja-se a diferença entre o Sporting e o Bayern nos jogos da Champions, a forma como o Bayern parecia ter sempre o jogo controlado), e se as coisas não começam a correr bem, fica complicado ir buscar o coração ou a magia que tantas vezes operam milagres, como os da Taça UEFA no ano em que perderam a final em casa. O Sporting é uma equipa certa, sólida, mas parece uma noite de sábado no Garage, falta-lhe qualquer coisa.
Concluindo, e daí a imagem, o golo do Petit é uma obra de arte, um golo delirante. Quase tão bom como a reacção do Nuno Gomes, que quando a bola sai da baliza, e já depois de ter levantado os braços para festejar, resolve cabecear a bola para dentro da baliza, fazendo-o com a genuína convicção que a bola ainda não tinha entrado. "Só para ter a certeza, pelo sim pelo não", deve ter pensado o gajo. E foi só nessa altura que o David Luiz festejou. Tudo malta inteligente.
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Para quem não viu I
Golaço, partidaço, com direito a golo do guarda-redes aos 94 minutos.
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quinta-feira, 15 de março de 2007
Considerações musicais
(Depois de ter ouvido a música Bomfunk MC's - Freestyler)
Teci as seguintes considerações:
1. Temos tendência para nos interessarmos pelo que é novo
2. Somos facilmente influenciáveis pelos gostos dos outros
3. Mas quando gostamos, gostamos e sabemos que gostamos, mesmo que nem sempre o admitamos
Boa noite a de hoje..
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rosé mari
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terça-feira, 13 de março de 2007
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rosé mari
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Amesterdão
É giro. Se Varsóvia tem a maior taxa de matrimoniabilidade, Amesterdão tem seguramente a maior taxa de canhão, na multiplicidade de sentidos que o vocábulo abrange. Em sentido lato, digamos. Só não vi foi luzes.
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Bruxelas
Cheirinho a Portugal, em vários sentidos. Cheirinho a Lisboa, para dizer melhor. Bruxelas parece Lisboa, mas com uma tristeza que se revela na monotonia que carrega os prédios, as pessoas, ou a forma como o motorista do autocarro para o aeroporto se recusou a falar francês/inglês comigo, respondendo em neerlandês, dialecto em que não sou particularmente genial.
Parece Lisboa porque é daquelas cidades que mais deviam ser chamadas cidades-bairro, onde se pode viver uma vida porreira, mas quando chegam aqueles dias finais em que, segundo os livros, filmes e relatos de quem lhes foi relatado (nunca os vivi, aos dias finais, como calculam), nos pomos a fazer contas à vida e a pensar "que fiz eu de útil?", chegamos à conclusão que a vida nos passou à frente e nos deixámos engolir por um laissez passer típico duma cidade que acolhe bem mas não estimula.
Contudo, as expectativas que levava foram superadas, gostei de Bruxelas, é uma cidade com um centro histórico (ou turístico?) interessante, e o ambiente de Erasmus esta de puta madre: um núcleo grande, mas fechado, e uma união que me pareceu fortíssima, não obstante as diferenças culturais, inexistentes aos olhos de um Erasmus. E tem um bar que garante um mínimo de 2004 tipos de cerveja em stock. Isso e uma ou outra emigrante janada, muy divertizante, como diz o francês do meu piso. Só achei estranho que, numa cidade que é "capital" da UE, grande parte do caminho entre Bruxelas e o aeroporto fosse feito pelo meio do campo. Dei por mim a imaginar que os arredores de Lisboa deviam ser assim há 100 anos, só quintas e verde.
Cheirinho a Lisboa também por ter visitado a casa do Benfica de Bruxelas, onde fui recebido com Super Bock e um bitoque. E, claro está, as jolas à pala sacadas depois de se pagar a conta. How more portuguese can it get?
Gracias Merckx!
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quinta-feira, 8 de março de 2007
La Classique Bière-Canon
Dois monstros do ciclismo internacional, Miguel Rosé Mari Indurain e Eddie Lacièrde Merckx juntar-se-ão, durante este fim-de-semana, num reencontro épico, para protagonizar a Clássica Bruxelas-Amesterdão, prova-rainha deste desporto de velocípedes, também conhecida nos meandros por La Classique Bière-Canon. Estão previstas multidões nas ruas, de papoila em punho e seios fartos, a torcer pelo ciclista da sua predilecção.
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02:06
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Explicação?
"Para escreveres uma paneleirada destas só pode ser sobre gajas."
"Acaba por ser. É quase sempre. Mas não é como tás a pensar, é no sentido contrário."
"É sobre gajas, mas não é como eu tou a pensar e é no sentido contrário?Tou todo trocado."
"É sobre gajas, mas não no sentido lamechas, romântico, como tu tavas a pensar, é noutro sentido. Não é nada de especial, mas foi uma coincidência incrível. Daqui a uns meses devo contar isto bezano, se calhar."
"Não é nada de especial mas não me podes contar?"
"Não, porque o peculiar foram as circunstâncias em que ela se deu, é um enxovalho tão grande que não te vou contar. Não é um problema de confiança em ti, que seria, é um problema de falta de coragem."
"Cabrão, se eu bem conheço os teus enxovalhos, isso deve ser bonito."
"Pah, tem muita graça. Acabaste de me dar uma ideia."
E aqui está ela. A ideia.
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terça-feira, 6 de março de 2007
Coincidence is Joincidence with a C
Depois do que me acabou de acontecer, tenho que escrever aqui uma coisa em que andava há uns tempos a pensar, e que decidi promover a dogma pessoal:
Só nos acontece aquilo que não queremos.
Esqueçam aquelas merdas de lutar pelo que se acredita, de ter força de vontade, de que se se desejar muito uma coisa ela acontece. Isso já era, são tudo coisas fajutas e com um grau de rabichice, quase tão grande como o da própria palavra rabichice, que reduz ao mínimo a fiabilidade da willpower.
Por acaso era giro ter um filho e chamar-lhe Will Power.
É que o que acabou de me acontecer foi basicamente a obra-prima das coincidências. Se Óscars houvesse para coincidências, esta coincidência era o Braveheart. Era o Rolls Royce das coincidências, a grande vaca. Estava o acontecimento inesperado?Estava. Estava o timing perfeito?Estava. Estava a coincidência irrepreensível?Estava sim senhor.
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rosé mari
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sexta-feira, 2 de março de 2007
Increíble
Isto é incrível.
Avassalador, e acho que nunca usei a palavra neste blog. Sob pena de perder as pessoas que eventualmente achavam piada ao que liam aqui, mostro-vos isto, porque a perder-vos, que seja para aquilo. For the time being, he fucking owns me.
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rosé mari
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03:27
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Conscientiousness
Turn me back into the pet I was when we met, I was happier then with no mind-set.
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rosé mari
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