O Benfica-Académica de ontem foi dos poucos jogos, na história do futebol, em que a coisa conseguiu ficar preta para os dois lados, figurada e literalmente, nos últimos minutos de jogo.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Gaddafi

"Gaddafi surrounds himself with handpicked female bodyguards to foil such attacks, the Amazonian Guard. All of them swear an oath that they will give their lives for him. They never leave his side, night or day, and he insists they remain virgins. There is no shortage of volunteers for what is seen as a prestigious job. A special training college puts recruits through a tough program. Girls who don't drop out emerge as trained killers, experts with firearms and martial arts. Gaddafi makes the final selection and, despite the virginal tag, rumors abound that he demands their sexual favors."
It's like picturing Hugh Heffner's evil twin running a country
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rosé mari
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Chit chat
Ele: Manda-lhe um e-mail a pedir o número de telefone, e assim ligas-lhe que é mais simpático. He's the man to talk to (assim com um sotaque apenas ao alcance de pessoas que aprenderam francês a vida inteira) e pode ajudar-te, elucidar-te, encorajar-te, encaminhar-te...
Eu: Desde que o "ar-te" não se transforme em "er-te", acho óptima ideia.
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rosé mari
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Unlikelihood of a connection
Visto, e copiado de (sem o devido(?) consentimento), aqui. Directamente para Barcelona, con un abrazo.
Eu nem gosto especialmente de Scorsese, ou melhor, não é dos meus realizadores preferidos. E de Hitchcock, pouco conheço (se bem que com um mea culpa e consciência da temporalidade do véu de ignorância hitchcockiano que me cobre, à mistura), exceptuando aquilo que me lembro de ter visto há muitos anos aquando de um especial da TVI em homenagem a esse monstro do cinema. Mas tinha de ser. It was too good not to.
Também vai ali para a Rua do Arco de São Mamede, pois é meu mester zelar pela formação profissional de alguns dos meus amigos mais...vá, mentecaptos.
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rosé mari
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19:13
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Dito assim não fica ordinário
Puedes tener una grande polla pero no tienes cojones
There was this friend who when he was younger accidentally happened to watch this strange channel once where there was this woman who came up with this sentence to describe her male friend's lack of...courage. And then this friend, not the woman's male friend but the one who was accidentally watching, who I am no longer acquainted with for the most obvious reasons, told me this sentence.
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rosé mari
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terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Childhood flashback
Quando era puto tinha uma miúda da minha aula que dizia que o avô tinha morrido porque comia ovos todos os dias. O nome dela era Inês Lamas.
Obrigado Inês Lamas, lembrar-me-ei de ti em todas as gemadas da minha vida.
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rosé mari
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Homenagem (discreta) a Rui Veloso e ao Grupo de Baile
Se fizesse um perfume, era com patchouli. Apenas, e só. "Que bem que cheiras, é o quê?"; "Patchouli". É bastante complicado, uma vez tendo contacto com a palavra, conseguir parar de a dizer, sobretudo quando a wikipedia nos diz que também pode ser designada por patchouly, patchuli, pachouli, patechuli, pachuli e patexulí; ou que o deus Krishna vive no patchouli. "Krishna, onde é que é a tua casa?", perguntaria Maomé. "No patchouli", responderia Krishna, envergonhado.
A repetição da palavra é quase tão boa como um bolo de bolacha inteiro. Patchouli pachuli patechuli patexulí patchouly patchouli patechuli patechouly pachouli patechouly patchouli. E faz muito menos mal à flora intestinal. Viva o patchouli pachuli patechuli patexulí patchouly patchouli patechuli patechouly pachouli patechouly patchouli
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rosé mari
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01:42
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terça-feira, 27 de novembro de 2007
On the smooth side
A voz desta canadiana, Leslie Feist de seu nome, consegue ser expressão do movimento do seu corpo, corpo esse, ou voz, ou corpo e voz, que assumem com a mesma facilidade uma atitude sensual e provocante ou descontraída e joyful. Esta música é da segunda...postura, a primeira virá depois. Nem sempre o segundo CD tem de ser pior que o primeiro.
Um personal favorite. Joe Dukie, a voz de Fat Freddy's Drop, aqui com Eva Be. É daquelas músicas -que são poucas- que se têm de ouvir pelo menos quatro vezes: uma pela letra, outra pela voz, outra pelo ritmo, e outra para juntar tudo.
Au Revoir Simone, uma das revelações da indie scene, composta por 3 new yorkers e 3 teclados. Apadrinhadas por David Lynch, estarão em Dezembro em Lisboa, no Santiago Alquimista.
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segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Vede
EE
NTEQEE
isto é tudo aquilo que o meu egoísmo permite partilhar.
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rosé mari
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easyjettin'
16 amigos que decidem dar dinheiro para sortear uma viagem para um sítio desconhecido do vencedor: 160 euros
Lanche e jantar para 16 pessoas, enquanto acompanhamento do sorteio: Perguntar ao Bernas
O relato de um fim-de-semana em Bristol: Priceless
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sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Egoísmo comunista
Enzo Rossi é italiano (esta era óbvia). Enzo Rossi é dono da Campofilone, marca de maccheroncini. Enzo Rossi experimentou viver durante um mês com o salário que paga aos seus empregados. O salário que Enzo Rossi paga aos seus empregados é de 1000 euros por mês. Enzo Rossi poupou como nunca poupou na vida. Enzo Rossi chegou ao dia 20, e ficou sem dinheiro. Enzo Rossi aumentou o salário dos seus trabalhadores em 20%. Perguntaram a Enzo Rossi se era comunista. Enzo Rossi respondeu que não, que era de direita, e extremamente egoísta. Enzo Rossi subiu os salários, não tanto por se preocupar com o bem-estar dos operários, mas mais por se preocupar com o seu. Enzo Rossi tomou essa medida porque com um salário maior, diz ele, a produtividade dos seus empregados aumenta, e com mais dinheiro para gastar, podem comprar mais maccheroncini. Enzo Rossi é o que se convenciona chamar um granda boss. Em italiano, un grandi patroni.
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rosé mari
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quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Influentia portucalis
Conclui-se facilmente que J.K. Rowling, a autora de Harry Potter, escreveu parte da obra em Portugal, quando os instrumentos que os heróis têm à sua disposição para mudar o mundo são nada mais, nada menos, que uma vassoura...e uma varinha mágica.
Não tenho porteira, mas se tivesse, acho que a convencia a processar J.K.R. por plágio. Um escândalo.
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rosé mari
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Portugal - Finlandia
Não consigo perceber se Pepe me faz lembrar mais um macaco, um brasileiro subnutrido em quimioterapia ou um sobrevivente de Chernobyl.
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rosé mari
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terça-feira, 20 de novembro de 2007
A mulher e o(s) burrié(s): a possibilidade da equação
Caríssimo Sr. Motorista da Desentop - Desentupimentos e Limpeza de Fossas,
Calma. Comecemos pela palavra de ordem. É perfeitamente normal que esteja neste momento a questionar o porquê de lhe ter sido endereçada uma carta estranha, que nem é como aquelas que está habituado a receber das selecções Reader's Digest e outras empresas que tal, nem vem com o selo que a sua Tia Maria Luísa costuma pôr, sempre que lhe escreve com as novidades da terra. Ao contrário desses embustes (refiro-me obviamente aos primeiros, longe de mim faltar ao respeito à sua Tia), se ler isto até ao fim, já ganhou, pelo que lhe peço encarecidamente que o faça com a mesma atenção, e calma, com que aborda um cano cheio de merda até ao ralo.
Não nos conhecemos. Felizmente para mim, in- para si, nunca entupi qualquer tipo de fossa, pelo que a vida, até hoje, não nos tinha juntado. Minto, quanto à parte de não ter entupido qualquer tipo de fossa. Há coisa de um ano entupiram-se-me os canos da casa-de-banho e foi um cheiro que só Deus, e o Sr. Motorista seguramente, sabem. E eu, claro. Peço desculpa (pela primeira vez) por não o ter chamado.
O pensamento que o invadiu neste momento tem toda a razão de ser, já me devia ter apresentado. Não foi por mal, há qualquer coisa de heróico na sua profissão que me tira do sério. O meu nome é Zé, ou Zé Maria, ou Júdice. É a Santíssima Trindade do meu nome. Trocando por míudos, sou aquele gajo que lhe desferiu umas buzinadelas hoje, pelas 16:30, ali na António Augusto Aguiar, como quem vai para o Parque Eduardo VII. E aqui, aproveito para lhe pedir desculpa -este, o pedido original- pela segunda vez. Se, por um lado, a velocidade ridícula a que circulava me conferia o direito de barafustanço, não é menos verdade que o que se passou a seguir justificava as mesmas buzinadelas, mas por razões totalmente diferentes.
Creio que não estava no alcance do seu campo de visão, porque estava ao meu lado no sinal (lembra-se, aquele mesmo ao lado do Corte Inglês, que parece uma homenagem à subida à Senhora da Torre?), mas o que os meus olhos avistaram nesse intervalo de tempo acompanhar-me-à, espero eu, até ao fim dos meus dias. Do outro lado da estrada, no engarrafamento habitual daquele cruzamento, estava um Renault Clio cinzento metalizado. Claro que sim Sr. Motorista, isto não tem nada de especial, tenha calma, que já lá chegamos. Deixe-me gozar o prato (no fim do parágrafo seguinte, vai pensar nesta frase e vai emitir uma sonora gargalhada, como se fosse meu amigo de longa data).
Dentro desse Renault Clio estava uma mulher. Não era uma senhora, também não era uma miúda, era uma mulher, com os seus 30-35 anos, diria eu. Ora bem, essa mulher -não Sr. Motorista, não era boa comó milho, muito menos uma sereia fora dágua- até tinha bom aspecto, ou melhor, não tinha ar de bardajona, algo que, nos dias que correm, é salutar. Mal sabia eu, nessa altura, que estava prestes a ser bafejado pela sorte divina. (Não se esqueça da frase de há bocado, que afinal vou precisar de mais um parágrafo)
Pois bem, Sr. Motorista, estava eu a passar de relance pela dita mulher, quando me dou conta que a mesma tentava sacar das suas fossas...nasais, um molusco gastrópode de concha univalve, vulgo burrié. Exacto, logo aí, motivo de galhofa. Mas há mais, muito mais. Depois de lograr os seus intentos, não contente com o sucesso da sua empreitada, mirou o macaco, suspenso no seu dedo indicador, olhos nos olhos, encostou-o ao de leve -como que para prová-lo- no lábio inferior (a crueldade, senhores!), para, depois de uma ligeira hesitação, ingerir o dito, indiferente aos clamores de piedade do pobre coitado. Contudo, para minha simultânea estupefacção e encanto, a mulher não se ficou por aqui. Segura das suas convicções, viram os meus olhos, Sr. Motorista, preparou a mulher nova investida: mindinho hasteado de fazer inveja a qualquer tia wannabe chic, e lá foi ela em busca do macaco perdido. Uma vez sacado, sofreu o mesmo tratamento metódico, qual serial-killer, Sr. Motorista!, que havia sido aplicado instantes atrás ao seu irmão mais velho. Olhar observador, prova (como se de um Barca Velha, aquele vinho caro dos ricos Sr. Motorista, se tratasse) no lábio inferior, momento de reflexão e botabaixo. Eu não lhe disse que a frase ia fazer sentido?
Já em lágrimas, molhadas por aquele sentimento que invade uma pessoa quando sabe que acabou de ver algo único, chega o momento maquiavélico. Ainda de burrié na língua, eis senão quando o olhar da glutona se cruza com o meu. Drama, horror, pânico, todos os substantivos albarranescos que se consiga lembrar Sr. Motorista, transpareceram instantaneamente na cara da mulher. Como não sou mau, e como o sinal tinha acabado de ficar verde, achei por bem erguer-lhe o polegar e fazer um fixe, em gesto de "não estejas assim, isso é perfeitamente normal", mas sobretudo de agradecimento.
Sem se aperceber disso, o Sr. Motorista transformou a minha terça-feira num dia inesquecível, e tudo à custa dessa sua teimosia em embraiar uma terceira. A carta é, então, para lhe agradecer pelo excesso de zelo, dado que na altura não tive oportunidade de o fazer. Estava completamente atordoado, espero poder contar com a sua compreensão.
Sabia que elas faziam isto? Pois, eu também não. É verdade, hoje em dia está tudo maluco, sabe-se lá onde é que isto vai parar. Pelo andar da carruagem, tarda nada também se peidam debaixo dos lençóis para depois cheirarem.
Não o estorvo mais. Fica o meu singelo obrigado, e os votos de, como se costuma dizer no mundo do teatro e suponho que também no do desentupimento de esgotos e limpeza de fossas, muita merda. Se algum dia se cruzar com um Polo de matrícula 50-80-VE, buzine, como quando dois minis antigos fazem quando se encontram no meio de Lisboa. Pode contar com o meu sorriso de orelha a orelha.
Com estima,
Zé Júdice
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rosé mari
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