terça-feira, 6 de julho de 2010

Doris Days


But you...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

PT, Telefónica e Vivo: Now what?

Muito se podia dizer aqui sobre este assunto. Opinar sobre o mérito do negócio, analisar a estratégia de cada uma das partes envolvidas, comentar o uso da golden share, and the list could go on.

No entanto, parece-me que o mais importante, agora, sobretudo do ponto de vista da utilidade marginal deste blog fraquinho, é esclarecer o que se vai passar a partir do dia 8 de Julho, dia em que o Tribunal de Justiça da União Europeia se vai pronunciar sobre a golden share que o Estado tem na PT.

Ponto prévio: todo o raciocínio assenta na premissa de que o Tribunal vai declarar que a golden share na PT, tal como está estruturada, constitui uma violação, pelo Estado, dos princípios da União Europeia de livre circulação de capitais e de liberdade de estabelecimento. Sinceramente, não vejo as coisas a ocorrerem de outra forma, quer pelo historial de decisões do órgão jurisdicional em casos semelhantes, quer pela opinião do advogado geral - figura associada ao Tribunal que emite pareceres, prévios à decisão, com poderes meramente consultivos -, quer pela análise que faço do caso. À cautela, não se fiem neste último argumento, que destas mãos sai muita estupidez, mas sim nos dois primeiros.

Declarando o Tribunal que a golden share na PT constitui, efectivamente, uma violação do Tratado, o que acontece? Num mundo perfeito, a Alessandra Ambrósio passaria a fazer strips diários no Marquês de Pombal, acompanhada da Heidi Klum e da Monica Bellucci (de há cinco anos), em jeito de protesto, até o Estado acabar com a dita acção d'oiro. E porque é que eu digo isto? Enganam-se - ainda que moderadamente - aqueles que pensam que faço esta sugestão apenas por gostar bastante da Praça do Marquês. Sugeri-o, apenas, porque é mais provável que isso aconteça do que a golden share acabar nos próximos tempos.

"Mas a decisão não é de um Tribunal?", perguntam. É sim, respondo. Sucede, contudo, que não há nenhuma sanção directa/imediata em caso de não-cumprimento, pelo Estado, da referida decisão. Por isso, apesar de o Estado estar obrigado a pôr termo à violação do Tratado - isto é, à golden share -, caso não o faça a Comissão terá de iniciar outro procedimento judicial para que lhe seja aplicada uma multa, que pode ser fixa ou diária até ao fim / correcção da golden share. Até lá, zero, ziltch, nada, népias de consequências jurídicas. E isto não é brincadeira nenhuma: estamos a falar, na minha modesta opinião, de pelo menos um aninho de despe-despe e luxúria gratuitos no centro de Lisboa.

Isto faz sentido? O Tribunal não deveria ter meios ao seu dispor para pôr termo imediato à situação? Mais ou menos. To put it mildly, chamemos a este aparente non-sense "consequências inevitáveis da salvaguarda do equilíbrio entre a soberania dos Estados-Membros e os poderes da União Europeia". Assim, o Tribunal da União Europeia, enquanto guardião do Tratado, mais não pode fazer do que declarar se um determinado Estado-Membro está ou não em violação do mesmo, e aplicar sanções pecuniárias caso essa situação não seja corrigida. Para garantir os direitos dos particulares e analisar a validade de um acto concreto à luz do ordenamento interno e da União Europeia, existem os tribunais nacionais.

Resumindo, o que vai acontecer a partir de 8 de Julho? Se José Sócrates decidir fazer birrinha, nada.

Air - All I need


This song has the rare ability of taking you to places. E é música que encaixa em qualquer altura do dia. Na alvorada, à tarde, no lusco-fusco, à noite...se bem que, em boa verdade, outra coisa não seria de esperar.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Um já está

Para os mais distraídos, a contratação de Roberto, para além de ter significado um risco, quis dizer outra coisa: que Di Maria já estava vendido. Ou muito me engano, ou, como já tinha referido, o negócio vai andar pelos 30 milhões mais objectivos e, eventualmente, a cedência de um canterista madrileño.
Resta é saber quem é o outro jogador, cuja venda tem sido mantida no segredo dos deuses. Inclino-me para David Luiz, também a rondar os 25/30 milhões. E digo mais: já deve estar praticamente fechada.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Macbook, at last. E agora, mãos à obra.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Sandolelo

A história começa num bairro na zona das Olaias, com um rapaz de 20 anos que se perdeu de amores por uma jovem da família Cabral de 19 anos. A tradição despertou a ira da comunidade cigana. Os casamentos mistos nunca foram bem aceites e mesmo aqueles que os levaram adiante, é frequente serem votados ao ostracismo. Os jovens não aguentaram a pressão e fugiram para longe.

Os últimos dias de Maio e o início de Junho tornou-se, segundo os familiares do jovem, "um inferno". O nome de família bastou para serem agredidos na rua e insultados quando permaneciam nas suas casas. O facto das duas famílias viverem na mesma Rua Fábrica das Moagens, a principal do bairro, só piorou o conflito.

Há muito que agentes das brigadas PSP estavam atentos quer às queixas, quer à possibilidade de existirem armas. Pouco passava das sete da manhã de quarta, quando elementos à civil das brigadas de investigação criminal da 5ª Divisão da PSP de Lisboa entraram em algumas casas da família Cabral e apreenderam três espingardas de caça, dois revólveres, uma pistola, uma pressão de ar, munições, um sabre turco e ainda 80 gramas de haxixe e duas de cocaína. As buscas decorreram no bairro e no Montijo.


Realmente, a situação é chocante. Anda o Sandokan exilado nas Olaias e ninguém avisa o James Brooke...vá lá que lhe tiraram o sabre.

The title is self-explainatory



Finalmente, cinema português de altíssimo gabarito!

A year has gone by (and what a year)



Sabias que faz hoje um ano que o Michael Jackson morreu? E desta vez, sem afastamintos (digo-te isto ao ouvido).

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Tis a strange world cup my friend


Este sim, poderia ter sido o hino do Mundial. Ou, então, qualquer música de The Very Best (The Very Best!) Amadou e Mariam, Rokia Traoré ou Tinariwen (estes dois últimos, a precisarem de alguma coisa que animasse a música é certo, mas a música e as cicatrizes do sofrimento africano estão lá)...porque até eu tenho mais de africano do que a Shakira.

We'll never run out of gas.

terça-feira, 15 de junho de 2010

O perigo do Mundial

Leio, nos jornais, que o Benfica só está interessado em vender o Di María por 40 milhões de euros. Mais, no Record, é dito ainda que Florentino Pérez já chegou aos 35 milhões de euros, mas que os dirigentes benfiquistas se mantêm intransigentes. Abaixo do valor da opção de compra, nem pensar.

Pois bem, a ser verdade esta informação, não acho que a jogada seja especialmente inteligente, porque quem está a assumir o risco do Mundial é o Benfica. Com efeito, se a proposta está nos 35 milhões de euros, temos dois cenários possíveis:

Cenário 1 - O Di María faz um Mundial épico.

Cenário 2 - O Di María não faz um Mundial épico.

No cenário 1, bastará ao Real Madrid subir a oferta em 5 milhões de euros, uma vez que o interesse do jogador na transferência é público. Já no cenário 2, será difícil convencer os merengues a raisar a oferta. Aliás, o mais provável é que o clube espanhol se sirva de exibições menos conseguidas do argentino para fazer baixar o preço, argumentando que o risco do investimento assim o aconselha e justifica. Até porque, em bom rigor, 35 milhões de euros é muito dinheiro por um jogador que, pese embora seja internacional argentino, é-lo numa equipa treinada por Maradona, e ainda só fez uma época fenomenal.

Assim, ao protelar a transferência, o Benfica pode, com isso, (i) ganhar, no máximo, 5 milhões de euros, ou (ii) ver a oferta reduzida, sabe-se lá para que valores. E este risco, o risco do Mundial a que me referi, não me parece que seja compensatório, pelo menos em termos abstractos, para o Benfica. Pus de lado cenários limite, como o interesse desaparecer ou a oferta disparar para valores acima do valor de opção, porque não me parecem prováveis.

Digo isto, porque sou dos que acredita que o Mundial não é bom para inflaccionar negócios em curso, pelo contrário, até porque de um jogador que esteja com a cabeça no seu futuro profissional e consciente de que as suas exibições no certame - que, já de si, é fonte de pressão suficiente - poderão influenciar decisivamente a sua cotação numa negociação em concreto, não são de esperar grandes exibições. Let's just hope I'm wrong.

É possível que o Real Madrid ofereça os 40 milhões de euros? Claro que é. Mas os 5 milhões de euros de diferença falados são claramente "mais caros" para o Benfica do que para o Real.

Memória futura


Juan, num alpendre, aos toques numa bola, indiferente à voz que vem chegando, cada vez mais ofegante, vinda lá de dentro.
- Juan, Juan, anda cá ver isto.
- Quem é que fez isso, a Vera??
O fim da pergunta coincide com o barulho de passos frenéticos a aproximarem-se, e com eles vem também uma voz, mais uma, outra.
- Zé Maria, dá cá isso!
- Que chata, Vera!
E nisto, chegam Miuky e Cereja. E a história continua.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

They starve in Ivory Coast and Korea DPR

Assim de repente, a única coisa boa deste grupo do Mundial é que limita bastante a típica piadinha gastronómica.

Vai daí, o caminho pode ser outro: "vimo-nos negros, ficámos de olhos em bico, [inserir situação associada à equipa defrontada], mas chegámos aqui".

Já que não os podes vencer...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Memórias de uma Geisha


Memórias de uma Geisha ou, em boa verdade, Karaté Kid para miúdas. A fórmula é exactamente a mesma, com a diferença que o Daniel-San não muda de nome vinte e cinco vezes durante o filme, ao contrário de Chyio/Sayuri/Nitta Sayuri/Sayuri com Sono, e o Myagi não tem mamas. Deve ter poucas crises de identidade, uma geisha, deve deve.

Curiosamente, o efeito que esses filmes têm em mim é o mesmo - à semelhança, aliás, do que aconteceu depois de ver o Último Samurai: uma vontade enorme de largar tudo e fazer o Japão de uma ponta à outra, perdido na convivência entre as tradições milenares japonesas e as influências ocidentais recebidas. Only, this time, with company.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Aplauso condicionado

Teresa e Lena realizam hoje primeiro casamento ‘gay’ em Portugal

Nada contra, tudo a favor, desde que frequentem uma certa piscina.