terça-feira, 28 de agosto de 2007

A toques de concertina lendários

Fim-de-semana novo. Mais de 700 km, tudo vale a pena se a alma não é pequena. Presenteia-se o estômago com uma francesinha e um prego escondidos, como há poucos, que a noite quer-se longa. As festas, diz quem sabe, fazem lembrar as de Ponte de Lima há uns anos atrás, com a concertina como cartão de visita, bilhete de identidade das gentes de Ponte da Barca e arredores, seja no toque, seja na voz, seja na dança, que não é para quem quer, é para quem consegue. Ou para quem se quer divertir. É na rua, a festa, e dura até de manhã, popular nas entranhas, sencilla no festejo, mas sentida e vivida como poucas. And when you thought it couldn't get any better, um Outeiro refrescante.

Segue-se Fontão, aldeia de boa e hospitaleira gente, que nos faz sentir em casa passado menos que nada. A procissão, no último dia, é levada com o devido respeito e reverência que a fé e a tradição exigem, em que todos são, e gostam de ser -menos alguns ombros- parte integrante. Mesmo quem não entra, entra à mesma, orgulhando-se. O ar austero e religiosamente protocolar rapidamente dá lugar à fanfarra, acompanhada de palmas e sorrisos, audíveis desde Viana, terra da melhor bola de berlim do mundo, e de uma Santa Luzia vigilante da cidade.

Nos entretantos e nos durantes, algo que melhora a cada degrau. Ficam coisas para ver: praia, caracóis, palmas. Fica a desculpa, que o convite já foi feito, e ainda bem, para voltar. Muito obrigado.

1 comentário:

zm disse...

gandas festas, carregadas do povo genuíno. Tenho que me aperfeiçoar na xula corridinha, porque para o ana lá estarei............